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Região tem 400 mil na Parada Gay


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

17/06/2006 | 11:58


O Grande ABC vai ter hoje cerca de 400 mil representantes na 10ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) na avenida Paulista, capital. A estimativa é da ABCDS (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual). A ONG (organização não-governamental) vai aproveitar o evento – levará trio elétrico com 80 integrantes – para anunciar a 2ªParada Gay de Santo André.

O presidente da ONG, Marcelo Gil, criticou o fato de a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo cobrar da organização da Parada taxa de R$ 80 mil para ocupar a Paulista. “A Prefeitura quer tomar posse do evento e enquanto não o tirar das mãos dos organizadores, vai pressionar. A Parada é uma conquista social. Não podem transformá-la em algo político. Mas essa pressão não vai enfraquecer o movimento”, opina Gil.

A cobrança para eventos que interferem no trânsito está prevista em lei e é obrigatória desde o início do ano. A lei isenta da taxa eventos religiosos, políticos e sociais – quando promovidos por entidade de utilidade pública – e manifestações, como passeatas. No entanto, quando há exploração publicitária por meio de patrocinadores, como é o caso da Parada, a taxa é obrigatória.

Na avaliação da socióloga Rose Carlos, diretora da ONG da região, a cobrança não se justifica. “Milhares de pessoas vêm a São Paulo, inclusive de outros países, e lotam os hotéis, bares e restaurantes. Acho que só isso já seria a nossa contrapartida. A Parada não é feita para gerar lucro. É apenas um detalhe, pois o que queremos é seguir o exemplo de outros países que já reconhecem o direito do homossexual.”

A direção da Parada Gay diz não ter como pagar o valor cobrado pela Prefeitura. Na última quarta-feira, os organizadores foram à SPTuris (São Paulo Turismo) pedir a isenção da taxa. O esforço não deu resultado. O presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, disse que a Prefeitura não pode infringir a lei e deixar de fazer a cobrança. Segundo, Carvalho, caso não houvesse publicidade, a Parada poderia ser enquadrada como “evento social” e não precisaria pagar a taxa.

A Marcha para Jesus, que reúne evangélicos e foi realizada anteontem na Paulista, ficou isenta da taxa. Com a polêmica, a lei deve ser revista para 2007. Mas, a intenção da Prefeitura de São Paulo não é conceder a isenção, apenas reduzir os valores cobrados de grandes eventos.

Conduta – Marcelo Gil também criticou o horário determinado pela Prefeitura para a realização do evento, entre 12h e 20h. Segundo ele, a organização da Parada foi “obrigada” a assinar um TAC (Termo de Adesão de Conduta) para realizar o evento na avenida Paulista.

“Se não assinassem, corria-se o risco de o evento não acontecer. É muita imposição. Para cada minuto de atraso, é cobrada multa de R$ 30 mil. É um absurdo. Parece desfile de escolas de samba, que perdem pontos quando deixam o sambódromo além do tempo previsto.”

Apesar de tantos contratempos, a direção da Parada espera levar para a Paulista pelo menos de 3 milhões de pessoas.



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Região tem 400 mil na Parada Gay

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

17/06/2006 | 11:58


O Grande ABC vai ter hoje cerca de 400 mil representantes na 10ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) na avenida Paulista, capital. A estimativa é da ABCDS (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual). A ONG (organização não-governamental) vai aproveitar o evento – levará trio elétrico com 80 integrantes – para anunciar a 2ªParada Gay de Santo André.

O presidente da ONG, Marcelo Gil, criticou o fato de a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo cobrar da organização da Parada taxa de R$ 80 mil para ocupar a Paulista. “A Prefeitura quer tomar posse do evento e enquanto não o tirar das mãos dos organizadores, vai pressionar. A Parada é uma conquista social. Não podem transformá-la em algo político. Mas essa pressão não vai enfraquecer o movimento”, opina Gil.

A cobrança para eventos que interferem no trânsito está prevista em lei e é obrigatória desde o início do ano. A lei isenta da taxa eventos religiosos, políticos e sociais – quando promovidos por entidade de utilidade pública – e manifestações, como passeatas. No entanto, quando há exploração publicitária por meio de patrocinadores, como é o caso da Parada, a taxa é obrigatória.

Na avaliação da socióloga Rose Carlos, diretora da ONG da região, a cobrança não se justifica. “Milhares de pessoas vêm a São Paulo, inclusive de outros países, e lotam os hotéis, bares e restaurantes. Acho que só isso já seria a nossa contrapartida. A Parada não é feita para gerar lucro. É apenas um detalhe, pois o que queremos é seguir o exemplo de outros países que já reconhecem o direito do homossexual.”

A direção da Parada Gay diz não ter como pagar o valor cobrado pela Prefeitura. Na última quarta-feira, os organizadores foram à SPTuris (São Paulo Turismo) pedir a isenção da taxa. O esforço não deu resultado. O presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, disse que a Prefeitura não pode infringir a lei e deixar de fazer a cobrança. Segundo, Carvalho, caso não houvesse publicidade, a Parada poderia ser enquadrada como “evento social” e não precisaria pagar a taxa.

A Marcha para Jesus, que reúne evangélicos e foi realizada anteontem na Paulista, ficou isenta da taxa. Com a polêmica, a lei deve ser revista para 2007. Mas, a intenção da Prefeitura de São Paulo não é conceder a isenção, apenas reduzir os valores cobrados de grandes eventos.

Conduta – Marcelo Gil também criticou o horário determinado pela Prefeitura para a realização do evento, entre 12h e 20h. Segundo ele, a organização da Parada foi “obrigada” a assinar um TAC (Termo de Adesão de Conduta) para realizar o evento na avenida Paulista.

“Se não assinassem, corria-se o risco de o evento não acontecer. É muita imposição. Para cada minuto de atraso, é cobrada multa de R$ 30 mil. É um absurdo. Parece desfile de escolas de samba, que perdem pontos quando deixam o sambódromo além do tempo previsto.”

Apesar de tantos contratempos, a direção da Parada espera levar para a Paulista pelo menos de 3 milhões de pessoas.

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