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Fidelidade histórica


Diogo de Oliveira
Da TV Press

03/12/2006 | 16:40


Assistir aos capítulos de Paixões Proibidas, da Band, é como fazer uma viagem ao início de século XIX. Ou, mais precisamente, até 1805, ano retratado na trama de Aimar Labaki. Naquela época, o grande centro do país era o Rio, uma cidade de ruas estreitas e arquitetura colonial portuguesa. Quatro cenários isolados são explorados no folhetim: Lisboa e Coimbra, em Portugal, Rio e a fictícia Vila de Resende, no Brasil. Todos bastante verossímeis.

Do chão ao teto das casas e construções, incluindo os adereços, tudo foi cuidadosamente preparado para a novela. “Nada é artificial no set. Não há plástico ou madeira imitando ser pedra ou cerâmica. Por isso, nossa luz é o menos artificial possível. Isso faz com que os cenários pareçam ainda mais naturais”, observa o diretor Ignácio Coqueiro.

O primeiro passo para a reconstrução cenográfica foi a pesquisa. Para remontar a sociedade da época, a produção de Paixões Proibidas fez um levantamento histórico do modo de vida e costumes do Brasil-Colônia. Com base nesses estudos, foram construídos dez grandes cenários para a novela, como a residência dos Azevedo e da família Dias, a casa Barão de Barbacena, a Câmara Municipal de Resende, a taberna e uma masmorra. Todos montados nos três estúdios da emissora em Jacarepaguá, no Rio.

Para se aproximar ao máximo do que seria a vida no Brasil no início do século XIX, a cenografia e produção de arte da Band buscaram inspiração nas obras de Jean-Baptiste Debret e Thomas Ender. Radicados no Brasil a partir de 1816, os dois artistas interpretaram o cotidiano brasileiro em pinturas e gravuras que se tornaram importantes ferramentas para entender a época. “Reconstituição fidedigna de época se faz em documentário. Em dramaturgia, a cenografia interpreta e reinventa, até porque certos aspectos não têm quaisquer referências”, diz a cenógrafa Cláudia Alencar.

Como a novela se passa no Brasil e também em Portugal, alguns cenários são reaproveitados ao máximo. Por exemplo, na taberna – que também é uma hospedaria – todos os quartos são representados em apenas um. Fora dos estúdios, alguns endereços do Rio – por serem históricos – também têm servido de sets para a novela. Um deles é o Largo da Misericórdia, no centro da cidade, onde foram feitas cenas na fachada da igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso.



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Fidelidade histórica

Diogo de Oliveira
Da TV Press

03/12/2006 | 16:40


Assistir aos capítulos de Paixões Proibidas, da Band, é como fazer uma viagem ao início de século XIX. Ou, mais precisamente, até 1805, ano retratado na trama de Aimar Labaki. Naquela época, o grande centro do país era o Rio, uma cidade de ruas estreitas e arquitetura colonial portuguesa. Quatro cenários isolados são explorados no folhetim: Lisboa e Coimbra, em Portugal, Rio e a fictícia Vila de Resende, no Brasil. Todos bastante verossímeis.

Do chão ao teto das casas e construções, incluindo os adereços, tudo foi cuidadosamente preparado para a novela. “Nada é artificial no set. Não há plástico ou madeira imitando ser pedra ou cerâmica. Por isso, nossa luz é o menos artificial possível. Isso faz com que os cenários pareçam ainda mais naturais”, observa o diretor Ignácio Coqueiro.

O primeiro passo para a reconstrução cenográfica foi a pesquisa. Para remontar a sociedade da época, a produção de Paixões Proibidas fez um levantamento histórico do modo de vida e costumes do Brasil-Colônia. Com base nesses estudos, foram construídos dez grandes cenários para a novela, como a residência dos Azevedo e da família Dias, a casa Barão de Barbacena, a Câmara Municipal de Resende, a taberna e uma masmorra. Todos montados nos três estúdios da emissora em Jacarepaguá, no Rio.

Para se aproximar ao máximo do que seria a vida no Brasil no início do século XIX, a cenografia e produção de arte da Band buscaram inspiração nas obras de Jean-Baptiste Debret e Thomas Ender. Radicados no Brasil a partir de 1816, os dois artistas interpretaram o cotidiano brasileiro em pinturas e gravuras que se tornaram importantes ferramentas para entender a época. “Reconstituição fidedigna de época se faz em documentário. Em dramaturgia, a cenografia interpreta e reinventa, até porque certos aspectos não têm quaisquer referências”, diz a cenógrafa Cláudia Alencar.

Como a novela se passa no Brasil e também em Portugal, alguns cenários são reaproveitados ao máximo. Por exemplo, na taberna – que também é uma hospedaria – todos os quartos são representados em apenas um. Fora dos estúdios, alguns endereços do Rio – por serem históricos – também têm servido de sets para a novela. Um deles é o Largo da Misericórdia, no centro da cidade, onde foram feitas cenas na fachada da igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso.

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