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Exportações de Diadema batem recorde


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

17/02/2006 | 07:40


A desvalorização cambial e as altas taxas de juros não impediram que produtos made in Diadema atingissem recorde histórico de exportação no ano passado. Segundo o Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento, o município embarcou US$ 287,5 milhões entre janeiro e dezembro – volume 28,3% maior que em 2004, quando foram vendidos ao exterior US$ 224 milhões. O resultado é o maior desde 1996, quando o levantamento passou a ser feito por cidade.

No outro lado da balança, o resultado também é recorde. As importações superaram todos os limites já registrados ao atingir US$ 324,3 milhões – volume 17,25% maior em comparação ao ano anterior. A diferença entre o que entrou e o que saiu da indústria de Diadema no período deixou o município com saldo deficitário em US$ 36,8 milhões no acumulado de 2005.

No entanto, o dado negativo da balança comercial de Diadema não preocupa empresários e representantes da indústria. O relatório do Secex é visto com ressalvas, já que o déficit se explica pelas exportações indiretas – peças embutidas em maquinários ou veículos, por exemplo.

O bom desempenho das exportações de Diadema em 2005 despertou o MDCI (Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior), que incluiu o município na relação das dez cidades brasileiras que participarão da fase-piloto do ExportaCidade. O programa – que fornece suporte técnico às empresas exportadoras, por meio de orientação e palestras – será lançado em Diadema nesta segunda-feira pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.

Perfil – Segundo o diretor de Planejamento da Secretaria de Comércio Exterior, Fábio Martins Faria, os resultados de exportação e importação de Diadema não surpreendem. “O salto que o município experimentou no comércio exterior em 2005 revela o grau de maturidade da indústria. Diadema possui um forte perfil industrial e um incrível potencial de crescimento”, afirma Faria.

Em relação ao saldo deficitário, o diretor do Secex afirma que não há motivos para acender o sinal de alerta. Pelo contrário. “O resultado negativo na balança comercial só pode ser encarada com preocupação se o ritmo das exportações estiver em trajetória decrescente. Não é o caso de Diadema. O rápido crescimento das importações prova apenas que a industria local está altamente aquecida. Por isso, é preciso comprar lá fora, principalmente insumos industriais, para alimentar esse crescimento”, acrescenta.

A explicação de Faria se fundamenta nos números. Enquanto Diadema enviou para o exterior 28,3% mais no ano passado no confronto ao período anterior, as importações avançaram 17,25% na mesma base de comparação. Por esta razão, o déficit do município caiu de US$ 52,6 milhões em 2004 para US$ 36,8 milhões no ano passado. “O saldo negativo está em queda e deve manter essa tendência nos próximos anos, principalmente diante de uma melhoria geral na economia mundial”, completa Faria.


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Exportações de Diadema batem recorde

Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

17/02/2006 | 07:40


A desvalorização cambial e as altas taxas de juros não impediram que produtos made in Diadema atingissem recorde histórico de exportação no ano passado. Segundo o Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento, o município embarcou US$ 287,5 milhões entre janeiro e dezembro – volume 28,3% maior que em 2004, quando foram vendidos ao exterior US$ 224 milhões. O resultado é o maior desde 1996, quando o levantamento passou a ser feito por cidade.

No outro lado da balança, o resultado também é recorde. As importações superaram todos os limites já registrados ao atingir US$ 324,3 milhões – volume 17,25% maior em comparação ao ano anterior. A diferença entre o que entrou e o que saiu da indústria de Diadema no período deixou o município com saldo deficitário em US$ 36,8 milhões no acumulado de 2005.

No entanto, o dado negativo da balança comercial de Diadema não preocupa empresários e representantes da indústria. O relatório do Secex é visto com ressalvas, já que o déficit se explica pelas exportações indiretas – peças embutidas em maquinários ou veículos, por exemplo.

O bom desempenho das exportações de Diadema em 2005 despertou o MDCI (Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior), que incluiu o município na relação das dez cidades brasileiras que participarão da fase-piloto do ExportaCidade. O programa – que fornece suporte técnico às empresas exportadoras, por meio de orientação e palestras – será lançado em Diadema nesta segunda-feira pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.

Perfil – Segundo o diretor de Planejamento da Secretaria de Comércio Exterior, Fábio Martins Faria, os resultados de exportação e importação de Diadema não surpreendem. “O salto que o município experimentou no comércio exterior em 2005 revela o grau de maturidade da indústria. Diadema possui um forte perfil industrial e um incrível potencial de crescimento”, afirma Faria.

Em relação ao saldo deficitário, o diretor do Secex afirma que não há motivos para acender o sinal de alerta. Pelo contrário. “O resultado negativo na balança comercial só pode ser encarada com preocupação se o ritmo das exportações estiver em trajetória decrescente. Não é o caso de Diadema. O rápido crescimento das importações prova apenas que a industria local está altamente aquecida. Por isso, é preciso comprar lá fora, principalmente insumos industriais, para alimentar esse crescimento”, acrescenta.

A explicação de Faria se fundamenta nos números. Enquanto Diadema enviou para o exterior 28,3% mais no ano passado no confronto ao período anterior, as importações avançaram 17,25% na mesma base de comparação. Por esta razão, o déficit do município caiu de US$ 52,6 milhões em 2004 para US$ 36,8 milhões no ano passado. “O saldo negativo está em queda e deve manter essa tendência nos próximos anos, principalmente diante de uma melhoria geral na economia mundial”, completa Faria.

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