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Família arrecada doações para desabrigados no Nordeste

Menina de 9 anos, moradora de Santo André, teve a ideia de ajudar população que sofre com as chuvas no Nordeste


Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

28/06/2010 | 07:00


Enquanto muitos apenas se sensibilizam com a tragédia pela qual os nordestinos passam, outros arregaçam as mangas para tentar minimizar o sofrimento daquela população. A pouca idade de Emilly Inácio de Sousa, 9 anos, de Santo André, não a impediu de se mobilizar em benefício do próximo.

Na sexta-feira, a menina, que estuda na Emef Professor Rosalvito Cobra, em São Caetano, assistiu à reportagem na TV sobre as chuvas que castigam o Nordeste. Foi então que decidiu fazer algo para ajudar. Perguntou para os avós Maria Madalena Ribeiro dos Santos, 56, e Paulo Rogério de Farias Costa, 46, o que poderia ser feito. Informaram-se e descobriram que a Defesa Civil de São Paulo recebe doações e as encaminha para os Estados do Nordeste.

Assim, a família teve a ideia de arrecadar roupas, calçados e alimentos. "Pensei em doar as coisas que não preciso. Não adianta acumular roupa dentro da gaveta se tem gente precisando", ensina Emilly, que foi dormir às 4h do sábado fazendo faixas e cartazes para divulgar a iniciativa.

Primeiramente, o objetivo era mobilizar os vizinhos do prédio em que moram. No entanto, Paulo, que trabalha como motorista, decidiu colocar o próprio veículo próximo à esquina da Rua Marina com a Avenida Tietê, no bairro Campestre, para angariar os donativos. Para sua surpresa, receberam muitos produtos - incluindo água e itens de higiene - de desconhecidos que passaram pela via.

"Tem muita gente que quer doar, mas não tem condições de levar para São Paulo", diz Paulo. Ele e Maria Madalena não possuem familiares no Nordeste. "Mas não precisa ter parentes para ajudar, né?", afirma a dona de casa.

Ontem, no início da noite, o motorista levou tudo o que arrecadou para a Defesa Civil de São Paulo. A boa notícia é que ele continuará a fazer isso nos próximos finais de semana. O veículo ficará no mesmo local ou ao lado da praça pouco à frente, ainda na Rua Marina, das 7h às 18h. É torcer para que outros abracem a causa.

Chegam donativos internacionais para vítimas
A primeira ajuda internacional aos atingidos pelas chuvas em Pernambuco e Alagoas chegou ontem, da Venezuela. Em decorrência das fortes chuvas que atingiram o Nordeste, morreram 51 pessoas - 34 em Alagoas e 17 em Pernambuco. Os dois Estados têm juntos cerca de 160 mil desabrigados e desalojados.

Um C-130 das Forças Armadas Venezuelanas aterrissou na Base Aérea do Recife com quase 12 toneladas de donativos.

A devastação também estimulou o espírito de solidariedade em uma legião de nordestinos que escolheram São Paulo para viver. Comovidos com as 52 mortes, as imagens de TV e os vídeos, fotos e depoimentos enviados por parentes que vivem nos municípios afetados, alguns deles decidiram promover campanhas na capital paulista.

Das 34 vítimas das enchentes até agora contabilizadas em Alagoas, apenas 18 corpos chegaram ao IML (Instituto de Medicina Legal) de Maceió para exames legistas e liberação do atestado de óbito. Desses, quatro ainda não identificados permanecem guardados no local. (Das Agências)



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Família arrecada doações para desabrigados no Nordeste

Menina de 9 anos, moradora de Santo André, teve a ideia de ajudar população que sofre com as chuvas no Nordeste

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

28/06/2010 | 07:00


Enquanto muitos apenas se sensibilizam com a tragédia pela qual os nordestinos passam, outros arregaçam as mangas para tentar minimizar o sofrimento daquela população. A pouca idade de Emilly Inácio de Sousa, 9 anos, de Santo André, não a impediu de se mobilizar em benefício do próximo.

Na sexta-feira, a menina, que estuda na Emef Professor Rosalvito Cobra, em São Caetano, assistiu à reportagem na TV sobre as chuvas que castigam o Nordeste. Foi então que decidiu fazer algo para ajudar. Perguntou para os avós Maria Madalena Ribeiro dos Santos, 56, e Paulo Rogério de Farias Costa, 46, o que poderia ser feito. Informaram-se e descobriram que a Defesa Civil de São Paulo recebe doações e as encaminha para os Estados do Nordeste.

Assim, a família teve a ideia de arrecadar roupas, calçados e alimentos. "Pensei em doar as coisas que não preciso. Não adianta acumular roupa dentro da gaveta se tem gente precisando", ensina Emilly, que foi dormir às 4h do sábado fazendo faixas e cartazes para divulgar a iniciativa.

Primeiramente, o objetivo era mobilizar os vizinhos do prédio em que moram. No entanto, Paulo, que trabalha como motorista, decidiu colocar o próprio veículo próximo à esquina da Rua Marina com a Avenida Tietê, no bairro Campestre, para angariar os donativos. Para sua surpresa, receberam muitos produtos - incluindo água e itens de higiene - de desconhecidos que passaram pela via.

"Tem muita gente que quer doar, mas não tem condições de levar para São Paulo", diz Paulo. Ele e Maria Madalena não possuem familiares no Nordeste. "Mas não precisa ter parentes para ajudar, né?", afirma a dona de casa.

Ontem, no início da noite, o motorista levou tudo o que arrecadou para a Defesa Civil de São Paulo. A boa notícia é que ele continuará a fazer isso nos próximos finais de semana. O veículo ficará no mesmo local ou ao lado da praça pouco à frente, ainda na Rua Marina, das 7h às 18h. É torcer para que outros abracem a causa.

Chegam donativos internacionais para vítimas
A primeira ajuda internacional aos atingidos pelas chuvas em Pernambuco e Alagoas chegou ontem, da Venezuela. Em decorrência das fortes chuvas que atingiram o Nordeste, morreram 51 pessoas - 34 em Alagoas e 17 em Pernambuco. Os dois Estados têm juntos cerca de 160 mil desabrigados e desalojados.

Um C-130 das Forças Armadas Venezuelanas aterrissou na Base Aérea do Recife com quase 12 toneladas de donativos.

A devastação também estimulou o espírito de solidariedade em uma legião de nordestinos que escolheram São Paulo para viver. Comovidos com as 52 mortes, as imagens de TV e os vídeos, fotos e depoimentos enviados por parentes que vivem nos municípios afetados, alguns deles decidiram promover campanhas na capital paulista.

Das 34 vítimas das enchentes até agora contabilizadas em Alagoas, apenas 18 corpos chegaram ao IML (Instituto de Medicina Legal) de Maceió para exames legistas e liberação do atestado de óbito. Desses, quatro ainda não identificados permanecem guardados no local. (Das Agências)

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