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Deputados cogitam emendas para impulsionar BRT e Linha 20

Banco de dados/Thiago Auricchio não quer deixar virar utopia Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estado reservou valor de R$ 10 para cada um dos projetos no orçamento do ano que vem


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/10/2020 | 00:04


Deputados com reduto no Grande ABC estudam indicar emendas ao orçamento estadual de 2021 na tentativa de reativar os projetos do BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) e da Linha 20-Rosa, do Metrô, ambos inseridos na peça, mas com valores meramente simbólicos, de rubrica mínima. O governo de São Paulo, gerido por João Doria (PSDB), formalizou no documento encaminhado à Assembleia Legislativa reserva de parcos R$ 10 em recursos para implantação de cada uma das propostas de transporte.

O Diário mostrou ontem que a quantia mínima é praxe no poder público quando não se tem montante específico de repasse para projeto ou obra, contudo, necessária ao menos para manter o objeto na lista de eventual aporte. A bancada regional é composta por seis parlamentares. A maioria vota os projetos do Executivo junto com a base governista, embora nem todos se definam como de sustentação. Apenas dois integrantes, do PT, se colocam na raia de oposição.

Líder do petismo no Parlamento, o deputado Teonilio Barba alegou que a peça retrata o desprezo da gestão tucana com o Grande ABC. “Vamos buscar negociação (de emendas) com o líder do governo (na casa, Carlão Pignatari, PSDB). Não é a primeira vez que esse valor ínfimo, desde (Geraldo) Alckmin (PSDB), aparece no orçamento. Em alguns lugares, isso não dá nem para comprar dois litrões de cerveja.”

Parlamentar do PSL, Coronel Nishikawa, autodenominado independente, sustentou que ficou espantado com a notícia. “Sinceramente, fui pego de surpresa e estou triste. Era promessa (do Estado) para começar neste ano, foi reafirmado isso (em relação ao BRT) e não aconteceu. Com recuo, não sei como vai ficar (esse impasse). Vão alegar a crise (sanitária) da Covid-19. Ninguém nos chamou para esclarecer a atual situação. Era garantia que iam licitar para poder executar o serviço. O que nos resta é conversar com a bancada e tentar colocar valor em emenda, embora eles vetam quando chega ao Palácio (dos Bandeirantes).”

O Estado prometeu anteriormente investir R$ 680 milhões na concretização do BRT. O modal deve substituir a Linha 18-Bronze, enterrada por Doria em julho de 2019, sob justificativa de inviabilidade financeira. O tucano relatou que o governo optou pelo BRT, sem dar detalhes do projeto, e resgatou a Linha 20, até então engavetada, ainda que sem previsão de sair do papel ou de impacto.

Thiago Auricchio (PL) frisou que espera que “em breve o governo apresente o projeto do BRT, conforme anunciado em 2019”. “Assim, saberemos qual valor será necessário para a implantação do BRT, modelo que foi apontado pelo governo como o melhor custo-benefício para a região, em relação ao custeio e a prazo de obras. Não vamos deixar que o BRT vire uma utopia.”

Luiz Fernando Teixeira (PT) pontuou que irá continuar pressão, tendo em vista o compromisso firmado por Doria, mas descarta avanço no sentido de qualquer transporte de massa ligando o Grande ABC à Capital. “Falei desde o início que não teria BRT. Eles acabaram com o Metrô e não vai sair nada equivalente no lugar. Isso está dado. Aquilo ali (anúncio) era apenas uma grande mentira e vi que os prefeitos comemoraram na ocasião, a família Morando usou para ganhar eleições. Tínhamos contrato assinado (Linha 18), e eles enterraram o sonho. Infelizmente, R$ 10 é o que vale o Grande ABC para o Doria”, disse, ao acrescentar que seria possível atingir, caso juntasse todas as emendas da bancada, R$ 15 milhões.

Líder do PSDB na casa, Carla Morando não se manifestou sobre o assunto, assim como Márcio da Farmácia (Podemos). 



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Deputados cogitam emendas para impulsionar BRT e Linha 20

Estado reservou valor de R$ 10 para cada um dos projetos no orçamento do ano que vem

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/10/2020 | 00:04


Deputados com reduto no Grande ABC estudam indicar emendas ao orçamento estadual de 2021 na tentativa de reativar os projetos do BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) e da Linha 20-Rosa, do Metrô, ambos inseridos na peça, mas com valores meramente simbólicos, de rubrica mínima. O governo de São Paulo, gerido por João Doria (PSDB), formalizou no documento encaminhado à Assembleia Legislativa reserva de parcos R$ 10 em recursos para implantação de cada uma das propostas de transporte.

O Diário mostrou ontem que a quantia mínima é praxe no poder público quando não se tem montante específico de repasse para projeto ou obra, contudo, necessária ao menos para manter o objeto na lista de eventual aporte. A bancada regional é composta por seis parlamentares. A maioria vota os projetos do Executivo junto com a base governista, embora nem todos se definam como de sustentação. Apenas dois integrantes, do PT, se colocam na raia de oposição.

Líder do petismo no Parlamento, o deputado Teonilio Barba alegou que a peça retrata o desprezo da gestão tucana com o Grande ABC. “Vamos buscar negociação (de emendas) com o líder do governo (na casa, Carlão Pignatari, PSDB). Não é a primeira vez que esse valor ínfimo, desde (Geraldo) Alckmin (PSDB), aparece no orçamento. Em alguns lugares, isso não dá nem para comprar dois litrões de cerveja.”

Parlamentar do PSL, Coronel Nishikawa, autodenominado independente, sustentou que ficou espantado com a notícia. “Sinceramente, fui pego de surpresa e estou triste. Era promessa (do Estado) para começar neste ano, foi reafirmado isso (em relação ao BRT) e não aconteceu. Com recuo, não sei como vai ficar (esse impasse). Vão alegar a crise (sanitária) da Covid-19. Ninguém nos chamou para esclarecer a atual situação. Era garantia que iam licitar para poder executar o serviço. O que nos resta é conversar com a bancada e tentar colocar valor em emenda, embora eles vetam quando chega ao Palácio (dos Bandeirantes).”

O Estado prometeu anteriormente investir R$ 680 milhões na concretização do BRT. O modal deve substituir a Linha 18-Bronze, enterrada por Doria em julho de 2019, sob justificativa de inviabilidade financeira. O tucano relatou que o governo optou pelo BRT, sem dar detalhes do projeto, e resgatou a Linha 20, até então engavetada, ainda que sem previsão de sair do papel ou de impacto.

Thiago Auricchio (PL) frisou que espera que “em breve o governo apresente o projeto do BRT, conforme anunciado em 2019”. “Assim, saberemos qual valor será necessário para a implantação do BRT, modelo que foi apontado pelo governo como o melhor custo-benefício para a região, em relação ao custeio e a prazo de obras. Não vamos deixar que o BRT vire uma utopia.”

Luiz Fernando Teixeira (PT) pontuou que irá continuar pressão, tendo em vista o compromisso firmado por Doria, mas descarta avanço no sentido de qualquer transporte de massa ligando o Grande ABC à Capital. “Falei desde o início que não teria BRT. Eles acabaram com o Metrô e não vai sair nada equivalente no lugar. Isso está dado. Aquilo ali (anúncio) era apenas uma grande mentira e vi que os prefeitos comemoraram na ocasião, a família Morando usou para ganhar eleições. Tínhamos contrato assinado (Linha 18), e eles enterraram o sonho. Infelizmente, R$ 10 é o que vale o Grande ABC para o Doria”, disse, ao acrescentar que seria possível atingir, caso juntasse todas as emendas da bancada, R$ 15 milhões.

Líder do PSDB na casa, Carla Morando não se manifestou sobre o assunto, assim como Márcio da Farmácia (Podemos). 

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