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Tributo representa até 81% de produtos juninos


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

22/06/2011 | 07:00


Como se já não bastasse arcar com diversos tributos (IPTU e IPVA, por exemplo), o consumidor brasileiro não fica livre da mordida do Leão nem mesmo nas festas juninas. Isso porque os produtos que fazem sucesso nas quermesses do País chegam a ter carga tributária de 81,87%, como é o caso da cachaça.

O levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, aponta ainda que, na segunda posição estão os fogos de artifício e o quentão - ambos têm carga de 61,56%.

"Quanto mais distantes estes produtos estiverem dos itens de primeira necessidade da população, considerados supérfluos, maior é a tributação. Esse é o princípio da seletividade da constituição brasileira", explica o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.

Se o valor destinado ao pagamento de impostos não fosse tão alto, certamente o consumidor brasileiro poderia aproveitar melhor as festividades desta época do ano.

A maior incidência tributária, assim como ocorreu no ano passado, está no preço das bebidas. PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS são alguns dos tributos embutidos no valor final do produto.

A carga tributária da cerveja registrou aumento em relação ao ano passado, subindo de 54,80% para 55,60%. E até mesmo no consumo do refrigerante, o percentual de tributos é 46,47%, valor que no ano passado ficou em 45,80%.

A explicação fica por conta do nível de industrialização do produto. "As bebidas passam por todo processo industrial, sem contar a embalagem. Tudo isso encarece o produto. As empresas vão repassando os gastos até que chega no bolso do consumidor. Além disso, os itens são considerados pelo nosso regime tributário como nocivos à saúde", exemplifica o executivo.

TRADICIONAIS - Nem os produtos considerados mais baratos escapam dos impostos. Na tradicional pipoca a carga é de 34,82%. "Nesse caso, o milho é altamente industrializado, por isso, encarece", conta o presidente do IBPT.

Os quitutes típicos da data só não são mais doces por conta da carga tributária, que chega a 36,54% do valor da paçoca, do pé de moleque e da cocada.



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Tributo representa até 81% de produtos juninos

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

22/06/2011 | 07:00


Como se já não bastasse arcar com diversos tributos (IPTU e IPVA, por exemplo), o consumidor brasileiro não fica livre da mordida do Leão nem mesmo nas festas juninas. Isso porque os produtos que fazem sucesso nas quermesses do País chegam a ter carga tributária de 81,87%, como é o caso da cachaça.

O levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, aponta ainda que, na segunda posição estão os fogos de artifício e o quentão - ambos têm carga de 61,56%.

"Quanto mais distantes estes produtos estiverem dos itens de primeira necessidade da população, considerados supérfluos, maior é a tributação. Esse é o princípio da seletividade da constituição brasileira", explica o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.

Se o valor destinado ao pagamento de impostos não fosse tão alto, certamente o consumidor brasileiro poderia aproveitar melhor as festividades desta época do ano.

A maior incidência tributária, assim como ocorreu no ano passado, está no preço das bebidas. PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS são alguns dos tributos embutidos no valor final do produto.

A carga tributária da cerveja registrou aumento em relação ao ano passado, subindo de 54,80% para 55,60%. E até mesmo no consumo do refrigerante, o percentual de tributos é 46,47%, valor que no ano passado ficou em 45,80%.

A explicação fica por conta do nível de industrialização do produto. "As bebidas passam por todo processo industrial, sem contar a embalagem. Tudo isso encarece o produto. As empresas vão repassando os gastos até que chega no bolso do consumidor. Além disso, os itens são considerados pelo nosso regime tributário como nocivos à saúde", exemplifica o executivo.

TRADICIONAIS - Nem os produtos considerados mais baratos escapam dos impostos. Na tradicional pipoca a carga é de 34,82%. "Nesse caso, o milho é altamente industrializado, por isso, encarece", conta o presidente do IBPT.

Os quitutes típicos da data só não são mais doces por conta da carga tributária, que chega a 36,54% do valor da paçoca, do pé de moleque e da cocada.

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