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Emoções na pista


Vagner Aquino
Enviado a Indaiatuba

22/06/2011 | 07:00


Em meio à correria da Redação, num dia normal de trabalho, eis que surge o convite: pilotar dois modelos da Série M da BMW na pista da fazenda Capoava, interior de São Paulo.

Antes de falar do trabalho, vale especificar que os carros da chamada Série M da BMW herdam características dos carros de pista, como melhora no motor, chassi, câmbio e suspensão, além da atenção especial à aerodinâmica. A lista de peso é composta por X6 M, X5 M e M3 Coupé.

Mas para continuar atraindo olhares e gerando suspiros de qualquer apaixonado por carros, agora a BMW está trazendo o modelo Série 1 M Coupé. Traduzindo, é a derivação esportiva do cupê 135i. Vale lembrar que o menor carro da linha M precisou encorpar cinco centímetros de largura para virar um típico esportivo (de 1,75 metro foi para 1,80 metro).

No visual, dentre os principais diferenciais em relação à versão convencional, destacam-se itens como rodas de 19 polegadas, alguns detalhes da carroceria (como as largas entradas de ar no para-choque dianteiro) e os retrovisores - que ganharam o mesmo design do modelo M3 para melhorar a aerodinâmica. Além dos tradicionais tons preto e branco para a carroceria, a marca incluiu a cor laranja no catálogo.

Outro detalhe é a ausência de teto solar, que acrescentaria 30 quilos ao veículo. "Seguiria na contramão do ideal de esportividade do modelo", diz Christine Fleischer, responsável pelas vendas das divisões M nas Américas.

Para mover o novo integrante da família, nada menos que o motor 3.0 seis cilindros em linha M TwinPower Turbo e injeção direta de gasolina, que despeja 340 cv a 5.900 rpm.

NO BANCO DO PASSAGEIRO

Hora de sentir, na prática, como se comporta a novidade na pista. No volante, o piloto de provas profissional César Urnhani fazia as honras da casa. "Preparados?", pergunta ele.

Com o cinto de segurança afivelado, lá vamos nós desbravar as curvas da pista, com a ajuda do sistema M de bloqueio variável do diferencial, que trabalha para otimizar a tração do carro (traseira) sobre qualquer tipo de piso.

Dez, 20, 50, 100 km/h (o que leva apenas 4,5 segundos)... Sem dó de abusar do pedal direito, Urnhani nos provoca um misto de euforia e adrenalina. A cada troca de marcha (aqui, um câmbio manual de seis relações), o coração batia mais forte.

A velocidade final é de 250 km/h, mas não pudemos chegar até lá. Uma pena! E, como tudo o que é bom dura pouco, após duas voltas (o que não chegou a dez minutos), nossa vez chega ao fim.

Ficou empolgado? Para sentir de perto (para não dizer, de dentro) essa emoção, basta desembolsar R$ 268 mil pelo modelo, que acaba de chegar ao País.

De acordo com Jörg Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil, ainda não há expectativa de vendas para o M1, pois "o carro acaba de ser lançado e não há como precisar números", explica.

A verdade é que a Série M faz sucesso por aqui. Os dois modelos mais procurados pelo consumidor brasileiro são o M3 Coupé e o utilitário X6 M. E, para constatar o motivo da preferência, fomos desvendar esta magia. Agora, sentados no banco do motorista.

 

Videogame ou vida real?

 

Sob um traje acinzentado, o X6 M calçava rodas em liga leve de 20 polegadas e pneus runflat com tamanhos diferentes na frente e atrás. No olhar, o utilitário trazia uma incontestável imponência.

Sem me intimidar, entro na máquina. Nesse momento, sou abraçado pelo banco em formato esportivo e revestido em couro Merino. O ajuste é elétrico.

Pé no freio, alavanca de câmbio na posição (Drive). O freio de estacionamento eletrônico libera toda a fúria do grandalhão, que leva embaixo do capô o motor otimizado M TwinPower Turbo 4.4 V8 de 555 cv a até 6.000 rpm.

E é pisando fundo no acelerador (emitindo aí um ronco delicioso) que o X6 M mostra a que veio.

Liderados pelo piloto Ingo Hoffman (que já participou de categorias automobilísticas como Fórmula 1 e Stock Car, entre outras), a fila de modelos da Série M da marca bávara desfilava pela pista.

A cada curva - percebendo que o carro realmente gruda no asfalto, por ser um dos primeiros modelos produzidos pela BMW M GmbH com tração integral - a nostalgia é inevitável. Passo a lembrar da época em que jogava games como Gran Turismo e Need For Speed, por exemplo. Mas, apesar das zebras nos cantos da pista, e da velocidade, aqui, é tudo real!

Auxiliado pela transmissão M Sports Automatic de seis marchas (com opção de trocas por aletas no volante), entre freadas e acelerações, vejo pelo Head-Up Display (item opcional) que chego a ultrapassar os 150 km/h. Indescritível!

 

M3 Coupé: tradição esportiva

 

Hora da troca de carros. Desta vez, acelero o M3 Coupé, criado na década de 1970, que já está na quarta geração. O modelo - juntamente com o X6 M - deve vender, em média, 100 unidades até o fim deste ano, conforme prevê o presidente da marca no País, Jörg Henning.

Da porta para dentro, o M3 Coupé abandona o ar requintado. E esse interior rústico é proposital em toda a Série M "para que o motorista foque na velocidade, e não no acabamento", explica Christine Fleischer, responsável pelas vendas da Série M nas Américas.

Sob o capô de alumínio (o teto é feito em fibra de carbono), o motor 4.0 V8 de oito cilindros e 420 cv a 8.300 rpm rende 40,8 mkgf de torque. Mesmo assim, o veículo é 15 quilos mais leve do que a versão anterior, que tinha um propulsor de seis cilindros.

Com tração traseira e câmbio manual de seis velocidades, é hora de dividir atenção entre a velocidade e a troca de marchas - para trás, elevo, e para frente, reduzo.

A potência superior do motor é transmitida para as rodas traseiras por meio da trava diferencial variável M. A nova suspensão tem peso otimizado e EDC (Controle Eletrônico de Amortecimento).

Com tanta segurança, continuo vencendo cada curva. E o ponteiro do velocímetro, claro, cada vez mais pendendo para o lado direito. Mas, do rádio que estava conosco a bordo, veio a instrução para finalizarmos o teste.

...Um dia para jamais ser apagado da memória.



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Emoções na pista

Vagner Aquino
Enviado a Indaiatuba

22/06/2011 | 07:00


Em meio à correria da Redação, num dia normal de trabalho, eis que surge o convite: pilotar dois modelos da Série M da BMW na pista da fazenda Capoava, interior de São Paulo.

Antes de falar do trabalho, vale especificar que os carros da chamada Série M da BMW herdam características dos carros de pista, como melhora no motor, chassi, câmbio e suspensão, além da atenção especial à aerodinâmica. A lista de peso é composta por X6 M, X5 M e M3 Coupé.

Mas para continuar atraindo olhares e gerando suspiros de qualquer apaixonado por carros, agora a BMW está trazendo o modelo Série 1 M Coupé. Traduzindo, é a derivação esportiva do cupê 135i. Vale lembrar que o menor carro da linha M precisou encorpar cinco centímetros de largura para virar um típico esportivo (de 1,75 metro foi para 1,80 metro).

No visual, dentre os principais diferenciais em relação à versão convencional, destacam-se itens como rodas de 19 polegadas, alguns detalhes da carroceria (como as largas entradas de ar no para-choque dianteiro) e os retrovisores - que ganharam o mesmo design do modelo M3 para melhorar a aerodinâmica. Além dos tradicionais tons preto e branco para a carroceria, a marca incluiu a cor laranja no catálogo.

Outro detalhe é a ausência de teto solar, que acrescentaria 30 quilos ao veículo. "Seguiria na contramão do ideal de esportividade do modelo", diz Christine Fleischer, responsável pelas vendas das divisões M nas Américas.

Para mover o novo integrante da família, nada menos que o motor 3.0 seis cilindros em linha M TwinPower Turbo e injeção direta de gasolina, que despeja 340 cv a 5.900 rpm.

NO BANCO DO PASSAGEIRO

Hora de sentir, na prática, como se comporta a novidade na pista. No volante, o piloto de provas profissional César Urnhani fazia as honras da casa. "Preparados?", pergunta ele.

Com o cinto de segurança afivelado, lá vamos nós desbravar as curvas da pista, com a ajuda do sistema M de bloqueio variável do diferencial, que trabalha para otimizar a tração do carro (traseira) sobre qualquer tipo de piso.

Dez, 20, 50, 100 km/h (o que leva apenas 4,5 segundos)... Sem dó de abusar do pedal direito, Urnhani nos provoca um misto de euforia e adrenalina. A cada troca de marcha (aqui, um câmbio manual de seis relações), o coração batia mais forte.

A velocidade final é de 250 km/h, mas não pudemos chegar até lá. Uma pena! E, como tudo o que é bom dura pouco, após duas voltas (o que não chegou a dez minutos), nossa vez chega ao fim.

Ficou empolgado? Para sentir de perto (para não dizer, de dentro) essa emoção, basta desembolsar R$ 268 mil pelo modelo, que acaba de chegar ao País.

De acordo com Jörg Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil, ainda não há expectativa de vendas para o M1, pois "o carro acaba de ser lançado e não há como precisar números", explica.

A verdade é que a Série M faz sucesso por aqui. Os dois modelos mais procurados pelo consumidor brasileiro são o M3 Coupé e o utilitário X6 M. E, para constatar o motivo da preferência, fomos desvendar esta magia. Agora, sentados no banco do motorista.

 

Videogame ou vida real?

 

Sob um traje acinzentado, o X6 M calçava rodas em liga leve de 20 polegadas e pneus runflat com tamanhos diferentes na frente e atrás. No olhar, o utilitário trazia uma incontestável imponência.

Sem me intimidar, entro na máquina. Nesse momento, sou abraçado pelo banco em formato esportivo e revestido em couro Merino. O ajuste é elétrico.

Pé no freio, alavanca de câmbio na posição (Drive). O freio de estacionamento eletrônico libera toda a fúria do grandalhão, que leva embaixo do capô o motor otimizado M TwinPower Turbo 4.4 V8 de 555 cv a até 6.000 rpm.

E é pisando fundo no acelerador (emitindo aí um ronco delicioso) que o X6 M mostra a que veio.

Liderados pelo piloto Ingo Hoffman (que já participou de categorias automobilísticas como Fórmula 1 e Stock Car, entre outras), a fila de modelos da Série M da marca bávara desfilava pela pista.

A cada curva - percebendo que o carro realmente gruda no asfalto, por ser um dos primeiros modelos produzidos pela BMW M GmbH com tração integral - a nostalgia é inevitável. Passo a lembrar da época em que jogava games como Gran Turismo e Need For Speed, por exemplo. Mas, apesar das zebras nos cantos da pista, e da velocidade, aqui, é tudo real!

Auxiliado pela transmissão M Sports Automatic de seis marchas (com opção de trocas por aletas no volante), entre freadas e acelerações, vejo pelo Head-Up Display (item opcional) que chego a ultrapassar os 150 km/h. Indescritível!

 

M3 Coupé: tradição esportiva

 

Hora da troca de carros. Desta vez, acelero o M3 Coupé, criado na década de 1970, que já está na quarta geração. O modelo - juntamente com o X6 M - deve vender, em média, 100 unidades até o fim deste ano, conforme prevê o presidente da marca no País, Jörg Henning.

Da porta para dentro, o M3 Coupé abandona o ar requintado. E esse interior rústico é proposital em toda a Série M "para que o motorista foque na velocidade, e não no acabamento", explica Christine Fleischer, responsável pelas vendas da Série M nas Américas.

Sob o capô de alumínio (o teto é feito em fibra de carbono), o motor 4.0 V8 de oito cilindros e 420 cv a 8.300 rpm rende 40,8 mkgf de torque. Mesmo assim, o veículo é 15 quilos mais leve do que a versão anterior, que tinha um propulsor de seis cilindros.

Com tração traseira e câmbio manual de seis velocidades, é hora de dividir atenção entre a velocidade e a troca de marchas - para trás, elevo, e para frente, reduzo.

A potência superior do motor é transmitida para as rodas traseiras por meio da trava diferencial variável M. A nova suspensão tem peso otimizado e EDC (Controle Eletrônico de Amortecimento).

Com tanta segurança, continuo vencendo cada curva. E o ponteiro do velocímetro, claro, cada vez mais pendendo para o lado direito. Mas, do rádio que estava conosco a bordo, veio a instrução para finalizarmos o teste.

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