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‘Robinho do ABC’ vai treinar no time da Baixada


Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC

27/03/2005 | 14:19


Se você, leitor, fosse técnico de futebol e lhe apresentassem uma criança com fama de craque, mas que, aos 13 anos, medisse 1,24m e pesasse 27kg, diria que ela tem futuro no futebol de hoje, cada vez mais marcado pela força física? O garoto Guilherme Rogério Gonçalves, que ganhou o apelido de Robinho após aparecer na televisão, já mostrou que na bola promete. Vai treinar no Santos. O que lhe espera daqui para frente é uma maratona extra-campo a exemplo de atletas como Zico e Kaká, que receberam verdadeiros tratamentos de laboratório para suprirem sua defasagem física.

A vida do menino morador da favela de Capuava, em Mauá, mudou após um jogo-exibição de futebol de areia na preliminar entre as seleções paulista e carioca, no início do ano, nas areias do Guarujá. Convidado pela organização do evento, o técnico Índio, comandante da unidade de Mauá da escolinha Meninos da Vila, uma franquia do Santos onde Guilherme treina há mais de um ano, já sabia que levaria à praia do litoral sul do estado uma jóia rara.

“Quando ele começou a passar o pé sobre a bola, ensaiar umas pedaladas, a torcida começou a chamá-lo de Robinho. O Eric Faria (repórter da TV Globo, que fazia a cobertura do evento) chamou-me de lado e pediu uma entrevista com o Guilherminho, e avisou que no dia seguinte sairia uma matéria no Globo Esporte”, disse o técnico Índio. “Quando fiz a substituição para que a entrevista fosse realizada, a torcida até gritou ‘burro‘, nas arquibancadas”.

Após a exibição de gala de Guilherme, e da matéria no programa esportivo da segunda-feira, o garoto foi convidado pelo presidente do Santos, Marcelo Teixeira, a realizar testes na Vila Belmiro. Foi aí que os problemas do novo Robinho surgiram: quando souberam das medidas do menino franzino, os integrantes da comissão técnica do Peixe ficaram ressabiados.

Guilherme recomeçou, então, uma maratona de testes iniciada quando ele ainda era bebê e, num exame de pediatria rotineiro, foi detectada a defasagem no crescimento do garoto: desde os dois anos de vida ele se desenvolve numa velocidade menor do que as demais crianças dessa faixa etária. Os pais fizeram o acompanhamento médico até os 9 anos do garoto. Quando ele chegou à Meninos da Vila, já era notória sua estrutura física desproporcional ao restante das crianças.

Na bola, o teste final do Robinho do Grande ABC aconteceu no último dia 13, na partida entre os meninos do Aramaçan e a molecada do Peixe. Guilherme atuou cerca de 15 minutos no time B do Santos e parece ter agradado definitivamente os dirigentes. “É um garoto que realmente interessa às categorias de base do Santos. Ele atingiu todos os quesitos necessários para jogar conosco”, disse o subdiretor da Escola de Futebol do Peixe, Waldir Migues.

A próxima etapa é aguardar pelos resultados finais dos exames que saem daqui algumas semanas. Até lá, ele sonha com o momento em que jogará no mesmo clube do seu ídolo. “O Robinho joga muito, né?”, disse num dos poucos momentos no qual deixou a timidez de lado.


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‘Robinho do ABC’ vai treinar no time da Baixada

Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC

27/03/2005 | 14:19


Se você, leitor, fosse técnico de futebol e lhe apresentassem uma criança com fama de craque, mas que, aos 13 anos, medisse 1,24m e pesasse 27kg, diria que ela tem futuro no futebol de hoje, cada vez mais marcado pela força física? O garoto Guilherme Rogério Gonçalves, que ganhou o apelido de Robinho após aparecer na televisão, já mostrou que na bola promete. Vai treinar no Santos. O que lhe espera daqui para frente é uma maratona extra-campo a exemplo de atletas como Zico e Kaká, que receberam verdadeiros tratamentos de laboratório para suprirem sua defasagem física.

A vida do menino morador da favela de Capuava, em Mauá, mudou após um jogo-exibição de futebol de areia na preliminar entre as seleções paulista e carioca, no início do ano, nas areias do Guarujá. Convidado pela organização do evento, o técnico Índio, comandante da unidade de Mauá da escolinha Meninos da Vila, uma franquia do Santos onde Guilherme treina há mais de um ano, já sabia que levaria à praia do litoral sul do estado uma jóia rara.

“Quando ele começou a passar o pé sobre a bola, ensaiar umas pedaladas, a torcida começou a chamá-lo de Robinho. O Eric Faria (repórter da TV Globo, que fazia a cobertura do evento) chamou-me de lado e pediu uma entrevista com o Guilherminho, e avisou que no dia seguinte sairia uma matéria no Globo Esporte”, disse o técnico Índio. “Quando fiz a substituição para que a entrevista fosse realizada, a torcida até gritou ‘burro‘, nas arquibancadas”.

Após a exibição de gala de Guilherme, e da matéria no programa esportivo da segunda-feira, o garoto foi convidado pelo presidente do Santos, Marcelo Teixeira, a realizar testes na Vila Belmiro. Foi aí que os problemas do novo Robinho surgiram: quando souberam das medidas do menino franzino, os integrantes da comissão técnica do Peixe ficaram ressabiados.

Guilherme recomeçou, então, uma maratona de testes iniciada quando ele ainda era bebê e, num exame de pediatria rotineiro, foi detectada a defasagem no crescimento do garoto: desde os dois anos de vida ele se desenvolve numa velocidade menor do que as demais crianças dessa faixa etária. Os pais fizeram o acompanhamento médico até os 9 anos do garoto. Quando ele chegou à Meninos da Vila, já era notória sua estrutura física desproporcional ao restante das crianças.

Na bola, o teste final do Robinho do Grande ABC aconteceu no último dia 13, na partida entre os meninos do Aramaçan e a molecada do Peixe. Guilherme atuou cerca de 15 minutos no time B do Santos e parece ter agradado definitivamente os dirigentes. “É um garoto que realmente interessa às categorias de base do Santos. Ele atingiu todos os quesitos necessários para jogar conosco”, disse o subdiretor da Escola de Futebol do Peixe, Waldir Migues.

A próxima etapa é aguardar pelos resultados finais dos exames que saem daqui algumas semanas. Até lá, ele sonha com o momento em que jogará no mesmo clube do seu ídolo. “O Robinho joga muito, né?”, disse num dos poucos momentos no qual deixou a timidez de lado.

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