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Plano injeta qualidade em gráficas


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

12/04/2005 | 12:13


Apoio para empresas do setor gráfico do Grande ABC aprimorarem a administração dos negócios e o processo de produção e se tornarem mais competitivas. É com esse objetivo que o Singrafs (Sindicato das Indústrias Gráficas do Grande ABC e Baixada Santista) firmou na última semana convênio com o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e com a escola do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Theobaldo De Nigris, de São Paulo, especializada em artes gráficas.

Orçado em cerca de R$ 20 mil (dos quais, 90% bancados pelo Sebrae e os 10% restantes pelo sindicato), o projeto executará inicialmente, durante quatro meses, um diagnóstico das carências em questões técnicas e administrativas de 50 gráficas da região e do litoral associadas ao sindicato. O diagnóstico, que será resultado de visita de consultores do Senai às empresas, deverá orientar programa de treinamento e outras ações de melhoria da atividade, segundo o presidente do Singrafs, Adriano José de Souza Assis.

Assis afirma que já há algum tempo planejava desenvolver projeto desse tipo, por conta dos problemas que identificava no setor, formado em grande parte (80%) por micro e pequenas empresas no Grande ABC. Os sete municípios possuem pouco mais de 500 gráficas, que geram cerca de 4,5 mil empregos, de acordo com a entidade sindical. Na Baixada Santista, há outras 110. “A maior dificuldade das micro e pequenas é a falta de informação. Queremos fazer um checkup nas empresas e atualizá-las tanto na gestão dos negócios quanto nas questões tecnológicas”, afirma.

O dirigente considera que muitas vezes o pequeno empresário gráfico investe em maquinário sem ter conhecimento da necessidade de mercado, o que traz dificuldades para o retorno do investimento. Do ponto de vista técnico, Assis avalia que há, de modo geral, problema de falta de maior qualificação dos trabalhadores. Essas carências e o cenário econômico, que tem exigido margens de lucro menores para as empresas enfrentarem a concorrência, levaram a uma redução de 20% na quantidade de empresas do setor nos últimos três anos no Grande ABC, segundo o presidente do Singrafs.

No próximo dia 27, haverá a primeira reunião de trabalho, com um grupo de cerca de 20 empresas. “No encontro, vamos montar a agenda de visitas”, diz a gerente do escritório regional do Sebrae, Silvana Pompermayer. No diagnóstico das carências do segmento, deverão ser levantadas as necessidades dos empresários em questões como tecnologia de gestão, finanças e contabilidade, logística de aquisição e de distribuição, marketing e relação com outras empresas e instituições locais. Na área técnica, será feito um levantamento dos problemas de disposição dos equipamentos na fábrica e análises dos processos de pré-impressão, impressão offset e acabamento gráfico.

Depois das primeiras 50 empresas receberem a visita dos técnicos, o Singrafs – que tem 95 associadas – deverá estender os trabalhos para outras 50. Mas a entidade quer sensibilizar outras para ampliar o projeto. “Queremos estabelecer um processo contínuo”, diz o dirigente, que acrescenta que poderá ser fechado com o Sebrae acordo para as microempresas terem também subsídio em treinamentos e palestras, após os diagnósticos.


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Plano injeta qualidade em gráficas

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

12/04/2005 | 12:13


Apoio para empresas do setor gráfico do Grande ABC aprimorarem a administração dos negócios e o processo de produção e se tornarem mais competitivas. É com esse objetivo que o Singrafs (Sindicato das Indústrias Gráficas do Grande ABC e Baixada Santista) firmou na última semana convênio com o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e com a escola do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Theobaldo De Nigris, de São Paulo, especializada em artes gráficas.

Orçado em cerca de R$ 20 mil (dos quais, 90% bancados pelo Sebrae e os 10% restantes pelo sindicato), o projeto executará inicialmente, durante quatro meses, um diagnóstico das carências em questões técnicas e administrativas de 50 gráficas da região e do litoral associadas ao sindicato. O diagnóstico, que será resultado de visita de consultores do Senai às empresas, deverá orientar programa de treinamento e outras ações de melhoria da atividade, segundo o presidente do Singrafs, Adriano José de Souza Assis.

Assis afirma que já há algum tempo planejava desenvolver projeto desse tipo, por conta dos problemas que identificava no setor, formado em grande parte (80%) por micro e pequenas empresas no Grande ABC. Os sete municípios possuem pouco mais de 500 gráficas, que geram cerca de 4,5 mil empregos, de acordo com a entidade sindical. Na Baixada Santista, há outras 110. “A maior dificuldade das micro e pequenas é a falta de informação. Queremos fazer um checkup nas empresas e atualizá-las tanto na gestão dos negócios quanto nas questões tecnológicas”, afirma.

O dirigente considera que muitas vezes o pequeno empresário gráfico investe em maquinário sem ter conhecimento da necessidade de mercado, o que traz dificuldades para o retorno do investimento. Do ponto de vista técnico, Assis avalia que há, de modo geral, problema de falta de maior qualificação dos trabalhadores. Essas carências e o cenário econômico, que tem exigido margens de lucro menores para as empresas enfrentarem a concorrência, levaram a uma redução de 20% na quantidade de empresas do setor nos últimos três anos no Grande ABC, segundo o presidente do Singrafs.

No próximo dia 27, haverá a primeira reunião de trabalho, com um grupo de cerca de 20 empresas. “No encontro, vamos montar a agenda de visitas”, diz a gerente do escritório regional do Sebrae, Silvana Pompermayer. No diagnóstico das carências do segmento, deverão ser levantadas as necessidades dos empresários em questões como tecnologia de gestão, finanças e contabilidade, logística de aquisição e de distribuição, marketing e relação com outras empresas e instituições locais. Na área técnica, será feito um levantamento dos problemas de disposição dos equipamentos na fábrica e análises dos processos de pré-impressão, impressão offset e acabamento gráfico.

Depois das primeiras 50 empresas receberem a visita dos técnicos, o Singrafs – que tem 95 associadas – deverá estender os trabalhos para outras 50. Mas a entidade quer sensibilizar outras para ampliar o projeto. “Queremos estabelecer um processo contínuo”, diz o dirigente, que acrescenta que poderá ser fechado com o Sebrae acordo para as microempresas terem também subsídio em treinamentos e palestras, após os diagnósticos.

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