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Com medo do terror, Eurocopa inicia amanhã na França

Segurança recebe reforço na capital Paris; seleção anfitriã entra pressionada por título


Dérek Bittencourt

09/06/2016 | 07:00


Milhares de torcedores já chegam a Paris para acompanhar a 15ª edição da Eurocopa, talvez o segundo principal torneio de seleções da atualidade – atrás apenas da Copa do Mundo. E na mesma proporção de fãs que vão à capital francesa estão espalhados pelas ruas policiais, guardas-civis, seguranças e integrantes do serviço secreto da França com a finalidade de evitar qualquer tipo de problema com o terrorismo, que atacou a cidade em novembro do ano passado, deixando 137 mortos – um dos alvos, inclusive, foi o Stade de France, palco do título mundial de 1998, onde jogavam França e Alemanha e local que abrigará amanhã a abertura da competição.

“Sabemos que o EI (Estado Islâmico) planeja novos ataques, e a França está na mira”, declarou o diretor-geral de Segurança Interior francesa, Patrick Calvar. “A ameaça existe”, mas “não podemos nos impressionar”, disse, domingo, o presidente François Hollande.

Em maio, um francês foi preso na Ucrânia. Com ele, foram encontrados 125 quilos de explosivos e ele revelou que preparava atentados para antes e durante a competição esportiva. No mesmo mês, em Balad, no Iraque, integrantes do EI atacaram um café, ponto de encontro de torcedores do Real Madrid e deixaram 13 mortos. “É uma mensagem direta” para a Eurocopa, disse um encarregado da luta antiterrorista, sob a condição de ter sua identidade preservada. “Talvez tenha sido para nos assustar, e conseguiram”, emendou.

Em meio a todo esse clima de tensão, a seleção da França entra pressionada. Afinal, o último título que venceu foi justamente em casa, mas há 13 anos: a Copa das Confederações de 2003, exatas cinco temporadas depois de, também em solo francês, bater o Brasil na final da Copa do Mundo.

Os comandados de Didier Deschamps – que têm como principais nomes Pogba e Griezmann – estão no Grupo A e fazem o jogo de abertura amanhã, contra a Romênia. A chave ainda conta com a defensiva Suíça e a surpreendente Albânia.


Inglaterra aposta nos gols de Vardy por primeiro caneco


O Grupo B da Eurocopa tem como favorita a Inglaterra. A equipe comandada por Roy Hodgson, que desapontou os torcedores ao cair ainda na primeira fase da Copa do Mundo de 2014, aposta nos gols de Jamie Vardy – vice-artilheiro da Premier League, autor de 24 tentos para o surpreendente campeão Leicester City – para tentar vencer uma grande competição, o que não ocorre desde o Mundial de 1966.

Outras forças ofensivas da equipe são o veterano capitão Rooney, o habilidoso Sturridge e o jovem Sterling. Uma característica do English Team é ter média de idade inferior a 30 anos – este, aliás, que é o teto do time da terra da rainha.

Durante a eliminatória da Euro, os ingleses venceram os dez jogos disputados, marcando 31 gols e sofrendo apenas três. E esse poderio defensivo é outro trunfo da equipe, que conta com o experiente goleiro Hart e os zagueiros Cahill e Smalling.

Quem aparece como segunda força da chave é a Rússia. O atacante Artem Dzyuba, destaque nas eliminatórias, é peça-chave no esquema do técnico Leonid Slutsky. O melhor desempenho dos russos no torneio foi o terceiro lugar em 2008, quando eliminaram a Holanda nas quartas, mas caíram para a Espanha – que seria campeã – na semi.

Completam o Grupo B o País de Gales, do astro solitário Gareth Bale (Real Madrid), e a Eslováquia, de nomes como Skrtel (Liverpool), Hamsik (Napoli) e Kucka (Milan).


Com base campeã mundial, Alemanha busca tetra da Euro


Com a base da seleção campeã mundial no Brasil e o status de maior vencedora da Eurocopa, a Alemanha é apontada por muitos como principal candidata ao tetracampeonato. O toque de bola que há alguns anos encanta o mundo é o trunfo do técnico Joachim Löw que, entretanto, sofreu alguns tropeços inesperados durante as eliminatórias para o torneio europeu, como as derrotas para Polônia e Irlanda. Mas nada que diminua o favoritismo da equipe.

Os alemães seguem com a segurança e habilidade do goleiro-líbero Neuer, os zagueiros Boateng e Hummels, o lateral Höwedes, os meias Khedira, Kroos, Muller, Draxler, Schürrle e Podolski, além do atacante Özil, todas figuras que estavam em campo nos fatídicos 7 a 1 sobre a Seleção Brasileira em 2014, no Estádio do Mineirão. Ainda compõem o grupo atual os ofensivos Götze e Mario Gomez

Assim como o País de Gales, a Polônia é uma seleção de uma única estrela. O atacante Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, foi artilheiro das eliminatórias para a Eurocopa, com 13 gols em dez jogos, e é o expoente do técnico Adam Nawalka para fazer dos poloneses a segunda força da chave.

Os outros dois integrantes do grupo são Ucrânia e Irlanda do Norte. Sem grandes destaques, as seleções podem, no máximo, sonhar com lampejos para ir à próxima fase do campeonato.


Atual bicampeã, Espanha visa reassumir papel de protagonista


A Espanha levantou o título da Eurocopa em 2008 e 2012. Para defender o troféu, tentar o tri consecutivo – consequentemente seu quarto campeonato na história –, os comandados de Vicente Del Bosque apostam nos jogadores do trio Barcelona, Real e Atlético de Madrid para reassumir o papel de protagonistas no Velho Continente.

Eliminada ainda na fase de grupos da Copa do Mundo no Brasil, a Espanha pôs fim ao ciclo de alguns atletas, como Xavi, Xabi Alonso e David Villa, mas ainda assim tem base fundamentada em De Gea, Piqué, Sergio Ramos, Busquets, Koke, Iniesta, Fabregas e Morata. Estes são aqueles em quem Del Bosque despeja total confiança.

Os espanhóis terão como adversários na primeira fase Croácia, de Mandzukic (da Juventus), Rakitic (Barcelona) e Modric (Real Madrid), República Tcheca, do goleiro Petr Cech (Arsenal), e Turquia, que tem Arda Turam (Barcelona) como principal peça.


Grupo da morte coloca frente a frente Itália, Bélgica e Suécia


O Grupo E pode ser considerado o da morte da Eurocopa. Com duas favoritas e uma seleção que aposta em seu astro, a chave promete grandes jogos. Estarão lado a lado Itália, Bélgica, Suécia e Irlanda.

Sempre apontada como uma das principais forças, a Itália tenta apagar a imagem de incógnita deixada nos últimos anos. O técnico Antonio Conte segue apostando em nomes experientes, como Buffon, Chiellini, Barzagli e Bonucci, quarteto da Juventus, que domina a Velha Bota há alguns anos. De Rossi e Montolivo completam o rol de atletas com anos de casa.

Já a Bélgica pretende confirmar as expectativas com nomes conhecidos – Courtois, Lukaku, Vermaelen, De Bruyne, Dembélé, Fellaini, Hazard, Witsel, Mertens e Origi, enquanto a Suécia tem em Ibrahimovic o grande ídolo que pode levá-la à próxima fase.


Portugal tenta provar que tem mais do que Cristiano Ronaldo


A camisa 7 da seleção de Portugal está muito bem representada há algum tempo. Ninguém menos do que Cristiano Ronaldo, ídolo nacional do Real Madrid e do mundo, é o cara da equipe lusitana – fez 51 gols em 48 jogos na temporada –, mas espera contar com os companheiros para não ficar sobrecarregado na missão de carregar o time às oitavas de final.

Integrantes do Grupo F, os portugueses realizaram ontem último jogo treino antes da Eurocopa e golearam a Estônia por 7 a 0, com dois tentos de CR7 e show de Quaresma, autor de dois gols e três assistências. Ainda valem destaque as presenças de Pepe, Moutinho, Vieirinha e Nani.

A estreante Islândia, do veterano Gudjonsen, tenta surpreender, mas terá de lutar com Áustria – de Alaba, do Bayern de Munique – e Hungria para continuar fazendo história. 



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Com medo do terror, Eurocopa inicia amanhã na França

Segurança recebe reforço na capital Paris; seleção anfitriã entra pressionada por título

Dérek Bittencourt

09/06/2016 | 07:00


Milhares de torcedores já chegam a Paris para acompanhar a 15ª edição da Eurocopa, talvez o segundo principal torneio de seleções da atualidade – atrás apenas da Copa do Mundo. E na mesma proporção de fãs que vão à capital francesa estão espalhados pelas ruas policiais, guardas-civis, seguranças e integrantes do serviço secreto da França com a finalidade de evitar qualquer tipo de problema com o terrorismo, que atacou a cidade em novembro do ano passado, deixando 137 mortos – um dos alvos, inclusive, foi o Stade de France, palco do título mundial de 1998, onde jogavam França e Alemanha e local que abrigará amanhã a abertura da competição.

“Sabemos que o EI (Estado Islâmico) planeja novos ataques, e a França está na mira”, declarou o diretor-geral de Segurança Interior francesa, Patrick Calvar. “A ameaça existe”, mas “não podemos nos impressionar”, disse, domingo, o presidente François Hollande.

Em maio, um francês foi preso na Ucrânia. Com ele, foram encontrados 125 quilos de explosivos e ele revelou que preparava atentados para antes e durante a competição esportiva. No mesmo mês, em Balad, no Iraque, integrantes do EI atacaram um café, ponto de encontro de torcedores do Real Madrid e deixaram 13 mortos. “É uma mensagem direta” para a Eurocopa, disse um encarregado da luta antiterrorista, sob a condição de ter sua identidade preservada. “Talvez tenha sido para nos assustar, e conseguiram”, emendou.

Em meio a todo esse clima de tensão, a seleção da França entra pressionada. Afinal, o último título que venceu foi justamente em casa, mas há 13 anos: a Copa das Confederações de 2003, exatas cinco temporadas depois de, também em solo francês, bater o Brasil na final da Copa do Mundo.

Os comandados de Didier Deschamps – que têm como principais nomes Pogba e Griezmann – estão no Grupo A e fazem o jogo de abertura amanhã, contra a Romênia. A chave ainda conta com a defensiva Suíça e a surpreendente Albânia.


Inglaterra aposta nos gols de Vardy por primeiro caneco


O Grupo B da Eurocopa tem como favorita a Inglaterra. A equipe comandada por Roy Hodgson, que desapontou os torcedores ao cair ainda na primeira fase da Copa do Mundo de 2014, aposta nos gols de Jamie Vardy – vice-artilheiro da Premier League, autor de 24 tentos para o surpreendente campeão Leicester City – para tentar vencer uma grande competição, o que não ocorre desde o Mundial de 1966.

Outras forças ofensivas da equipe são o veterano capitão Rooney, o habilidoso Sturridge e o jovem Sterling. Uma característica do English Team é ter média de idade inferior a 30 anos – este, aliás, que é o teto do time da terra da rainha.

Durante a eliminatória da Euro, os ingleses venceram os dez jogos disputados, marcando 31 gols e sofrendo apenas três. E esse poderio defensivo é outro trunfo da equipe, que conta com o experiente goleiro Hart e os zagueiros Cahill e Smalling.

Quem aparece como segunda força da chave é a Rússia. O atacante Artem Dzyuba, destaque nas eliminatórias, é peça-chave no esquema do técnico Leonid Slutsky. O melhor desempenho dos russos no torneio foi o terceiro lugar em 2008, quando eliminaram a Holanda nas quartas, mas caíram para a Espanha – que seria campeã – na semi.

Completam o Grupo B o País de Gales, do astro solitário Gareth Bale (Real Madrid), e a Eslováquia, de nomes como Skrtel (Liverpool), Hamsik (Napoli) e Kucka (Milan).


Com base campeã mundial, Alemanha busca tetra da Euro


Com a base da seleção campeã mundial no Brasil e o status de maior vencedora da Eurocopa, a Alemanha é apontada por muitos como principal candidata ao tetracampeonato. O toque de bola que há alguns anos encanta o mundo é o trunfo do técnico Joachim Löw que, entretanto, sofreu alguns tropeços inesperados durante as eliminatórias para o torneio europeu, como as derrotas para Polônia e Irlanda. Mas nada que diminua o favoritismo da equipe.

Os alemães seguem com a segurança e habilidade do goleiro-líbero Neuer, os zagueiros Boateng e Hummels, o lateral Höwedes, os meias Khedira, Kroos, Muller, Draxler, Schürrle e Podolski, além do atacante Özil, todas figuras que estavam em campo nos fatídicos 7 a 1 sobre a Seleção Brasileira em 2014, no Estádio do Mineirão. Ainda compõem o grupo atual os ofensivos Götze e Mario Gomez

Assim como o País de Gales, a Polônia é uma seleção de uma única estrela. O atacante Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, foi artilheiro das eliminatórias para a Eurocopa, com 13 gols em dez jogos, e é o expoente do técnico Adam Nawalka para fazer dos poloneses a segunda força da chave.

Os outros dois integrantes do grupo são Ucrânia e Irlanda do Norte. Sem grandes destaques, as seleções podem, no máximo, sonhar com lampejos para ir à próxima fase do campeonato.


Atual bicampeã, Espanha visa reassumir papel de protagonista


A Espanha levantou o título da Eurocopa em 2008 e 2012. Para defender o troféu, tentar o tri consecutivo – consequentemente seu quarto campeonato na história –, os comandados de Vicente Del Bosque apostam nos jogadores do trio Barcelona, Real e Atlético de Madrid para reassumir o papel de protagonistas no Velho Continente.

Eliminada ainda na fase de grupos da Copa do Mundo no Brasil, a Espanha pôs fim ao ciclo de alguns atletas, como Xavi, Xabi Alonso e David Villa, mas ainda assim tem base fundamentada em De Gea, Piqué, Sergio Ramos, Busquets, Koke, Iniesta, Fabregas e Morata. Estes são aqueles em quem Del Bosque despeja total confiança.

Os espanhóis terão como adversários na primeira fase Croácia, de Mandzukic (da Juventus), Rakitic (Barcelona) e Modric (Real Madrid), República Tcheca, do goleiro Petr Cech (Arsenal), e Turquia, que tem Arda Turam (Barcelona) como principal peça.


Grupo da morte coloca frente a frente Itália, Bélgica e Suécia


O Grupo E pode ser considerado o da morte da Eurocopa. Com duas favoritas e uma seleção que aposta em seu astro, a chave promete grandes jogos. Estarão lado a lado Itália, Bélgica, Suécia e Irlanda.

Sempre apontada como uma das principais forças, a Itália tenta apagar a imagem de incógnita deixada nos últimos anos. O técnico Antonio Conte segue apostando em nomes experientes, como Buffon, Chiellini, Barzagli e Bonucci, quarteto da Juventus, que domina a Velha Bota há alguns anos. De Rossi e Montolivo completam o rol de atletas com anos de casa.

Já a Bélgica pretende confirmar as expectativas com nomes conhecidos – Courtois, Lukaku, Vermaelen, De Bruyne, Dembélé, Fellaini, Hazard, Witsel, Mertens e Origi, enquanto a Suécia tem em Ibrahimovic o grande ídolo que pode levá-la à próxima fase.


Portugal tenta provar que tem mais do que Cristiano Ronaldo


A camisa 7 da seleção de Portugal está muito bem representada há algum tempo. Ninguém menos do que Cristiano Ronaldo, ídolo nacional do Real Madrid e do mundo, é o cara da equipe lusitana – fez 51 gols em 48 jogos na temporada –, mas espera contar com os companheiros para não ficar sobrecarregado na missão de carregar o time às oitavas de final.

Integrantes do Grupo F, os portugueses realizaram ontem último jogo treino antes da Eurocopa e golearam a Estônia por 7 a 0, com dois tentos de CR7 e show de Quaresma, autor de dois gols e três assistências. Ainda valem destaque as presenças de Pepe, Moutinho, Vieirinha e Nani.

A estreante Islândia, do veterano Gudjonsen, tenta surpreender, mas terá de lutar com Áustria – de Alaba, do Bayern de Munique – e Hungria para continuar fazendo história. 

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