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Livro traz ascensão e queda da 'Manchete'



11/11/2008 | 07:08


Chega às prateleiras Aconteceu na Manchete (Desiderata, 448 págs., R$ 60), livro organizado por José Esmeraldo Gonçalves e J. A. Barros e com artigos de 16 jornalistas que participaram da fase dourada da revista Manchete, criada por Adolfo Bloch.

Quando assumiu o controle da gráfica da família, Adolpho não escondia seu desconforto com a ociosidade das máquinas no fim de semana. Assim, para que elas trabalhassem, ele decidiu, em 1952, criar uma revista, interessado no sucesso da então campeã de vendas, O Cruzeiro, editada por Assis Chateaubriand, que conseguia na época a invejável marca de 400 mil exemplares. "A Manchete, portanto, foi uma conseqüência industrial, não causa pensada ou planejada", observam José Esmeraldo Gonçalves e Roberto Muggiati, no texto histórico da revista.

O primeiro número chegou às bancas no dia 23 de abril. Inspirada na francesa Paris Match, cuja marca principal eram as grandes fotos. Na primeira edição, trazia crônica de Carlos Drummond de Andrade e uma curiosa polêmica envolvendo Pietro Maria Bardi, diretor do Masp, que considerava um quadro pintado pelo poeta Menotti Del Picchia como o melhor que já vira entre os brasileiros, superior a Portinari e Di Cavalcanti.

Até a dissolução do grupo Bloch, em 2000, a Manchete ganhou fama pela espaçosa cobertura fotográfica, especialmente do Carnaval, quando sua edição especial se esgotava rapidamente. Foi a primeira visita do papa João Paulo II ao Brasil, em 1980, que garantiu a tiragem recorde.

Problemas no gerenciamento comercial culminaram no colapso do grupo Bloch que resistiu até a Justiça lacrar o prédio onde funcionavam as redações, na Rua do Russel, no Rio. A última edição, de número 2.519, circulou em 26 de julho de 2000, com Reynaldo Gianecchini na capa. O número seguinte não saiu dos computadores dos jornalistas. Essas imagens ilustram os últimos capítulos do livro.

 

 



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Livro traz ascensão e queda da 'Manchete'


11/11/2008 | 07:08


Chega às prateleiras Aconteceu na Manchete (Desiderata, 448 págs., R$ 60), livro organizado por José Esmeraldo Gonçalves e J. A. Barros e com artigos de 16 jornalistas que participaram da fase dourada da revista Manchete, criada por Adolfo Bloch.

Quando assumiu o controle da gráfica da família, Adolpho não escondia seu desconforto com a ociosidade das máquinas no fim de semana. Assim, para que elas trabalhassem, ele decidiu, em 1952, criar uma revista, interessado no sucesso da então campeã de vendas, O Cruzeiro, editada por Assis Chateaubriand, que conseguia na época a invejável marca de 400 mil exemplares. "A Manchete, portanto, foi uma conseqüência industrial, não causa pensada ou planejada", observam José Esmeraldo Gonçalves e Roberto Muggiati, no texto histórico da revista.

O primeiro número chegou às bancas no dia 23 de abril. Inspirada na francesa Paris Match, cuja marca principal eram as grandes fotos. Na primeira edição, trazia crônica de Carlos Drummond de Andrade e uma curiosa polêmica envolvendo Pietro Maria Bardi, diretor do Masp, que considerava um quadro pintado pelo poeta Menotti Del Picchia como o melhor que já vira entre os brasileiros, superior a Portinari e Di Cavalcanti.

Até a dissolução do grupo Bloch, em 2000, a Manchete ganhou fama pela espaçosa cobertura fotográfica, especialmente do Carnaval, quando sua edição especial se esgotava rapidamente. Foi a primeira visita do papa João Paulo II ao Brasil, em 1980, que garantiu a tiragem recorde.

Problemas no gerenciamento comercial culminaram no colapso do grupo Bloch que resistiu até a Justiça lacrar o prédio onde funcionavam as redações, na Rua do Russel, no Rio. A última edição, de número 2.519, circulou em 26 de julho de 2000, com Reynaldo Gianecchini na capa. O número seguinte não saiu dos computadores dos jornalistas. Essas imagens ilustram os últimos capítulos do livro.

 

 

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