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Moradores querem melhorias estruturais

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Residencial na Rua Gema tem problemas como sujeira, rachaduras e infiltrações


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

10/03/2014 | 07:00


Moradores do Residencial Serra Dourada 2, localizado na Rua Gema, no bairro Campanário, em Diadema, sofrem com danos estruturais do condomínio há pelo menos cinco anos. O espaço, que reúne 180 famílias, foi inaugurado em 2005 e coleciona problemas como sujeira, rachaduras e infiltrações nos apartamentos, playground com grama alta e brinquedos quebrados, salão de festas inutilizado após uma das portas desabar e quadra de esportes improvisada.

O empreendimento foi construído mediante parceria entre a Prefeitura de Diadema e a União, via Caixa Econômica Federal. Por meio do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), cada mutuário paga o imóvel em prestações de aproximadamente R$ 260 durante 15 anos. A Caixa é responsável por contratar administradora para o condomínio, no caso a empresa Principal, que tem a função de síndica e, com isso, gerencia os contratos de prestação de serviços de manutenção com a empresa GFB.

Na teoria está tudo certo, no entanto, na prática o que se vê é um cenário de descaso e abandono, constatado desde 2008. “Tudo que fica sem manutenção acaba sendo degradado. É natural”, ressalta o segurança Carlos Francisco Alves de Azevedo, 38 anos. Um dos principais problemas, segundo ele, é a insegurança gerada com o fato de o portão principal ficar aberto durante 24 horas toda vez que quebra, sendo que a última foi há cerca de um mês. “Alguns moradores já fizeram rateio e colocaram porta de vidro nos blocos”, destaca.

A professora Lucimar de Carvalho do Carmo, 47, reclama de alagamento em seu apartamento, no primeiro andar. Em dias de chuva forte, a água entra pelos ralos. “Já perdi móveis e tive de trocar fogão e geladeira duas vezes depois que minha casa encheu. Não posso viajar porque tenho medo”, afirma. A mesma dificuldade também é vivenciada por dois outros vizinhos.

Cansada do descaso, a comunidade pede a troca da administradora. “Já aprovamos a retirada da empresa em reunião feita em setembro com a Caixa, mas até agora não temos resposta”, diz a assistente social e integrante da comissão fiscal de moradores Andréia Costa de Oliveira, 29. “Pagamos condomínio de R$ 200 para ter quadra de esportes improvisada, grama alta, infiltração nos apartamentos e problemas no piso, que está cedendo.”

Outro entrave que atrapalha a vida dos moradores é a impossibilidade de quitar o apartamento, tendo em vista a existência de dívida de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) do terreno onde foram erguidos os imóveis. “A Prefeitura assumiu essa dívida de R$ 3 milhões, mas não pagou. Já era para termos pelo menos os contratos de gaveta depois de cinco anos da entrega dos apartamentos, mas nem isso conseguimos”, destaca Azevedo.

A Caixa Econômica Federal informou que a manutenção do Residencial Serra Dourada 2 depende da aprovação dos arrendatários e que, no próximo mês, será agendada assembleia para definir o orçamento para reparos. A instituição esclareceu ainda que a Prefeitura informou que regularizará a situação relacionada ao IPTU o mais rápido possível, a fim de resolver o impasse com a documentação.
 



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Moradores querem melhorias estruturais

Residencial na Rua Gema tem problemas como sujeira, rachaduras e infiltrações

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

10/03/2014 | 07:00


Moradores do Residencial Serra Dourada 2, localizado na Rua Gema, no bairro Campanário, em Diadema, sofrem com danos estruturais do condomínio há pelo menos cinco anos. O espaço, que reúne 180 famílias, foi inaugurado em 2005 e coleciona problemas como sujeira, rachaduras e infiltrações nos apartamentos, playground com grama alta e brinquedos quebrados, salão de festas inutilizado após uma das portas desabar e quadra de esportes improvisada.

O empreendimento foi construído mediante parceria entre a Prefeitura de Diadema e a União, via Caixa Econômica Federal. Por meio do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), cada mutuário paga o imóvel em prestações de aproximadamente R$ 260 durante 15 anos. A Caixa é responsável por contratar administradora para o condomínio, no caso a empresa Principal, que tem a função de síndica e, com isso, gerencia os contratos de prestação de serviços de manutenção com a empresa GFB.

Na teoria está tudo certo, no entanto, na prática o que se vê é um cenário de descaso e abandono, constatado desde 2008. “Tudo que fica sem manutenção acaba sendo degradado. É natural”, ressalta o segurança Carlos Francisco Alves de Azevedo, 38 anos. Um dos principais problemas, segundo ele, é a insegurança gerada com o fato de o portão principal ficar aberto durante 24 horas toda vez que quebra, sendo que a última foi há cerca de um mês. “Alguns moradores já fizeram rateio e colocaram porta de vidro nos blocos”, destaca.

A professora Lucimar de Carvalho do Carmo, 47, reclama de alagamento em seu apartamento, no primeiro andar. Em dias de chuva forte, a água entra pelos ralos. “Já perdi móveis e tive de trocar fogão e geladeira duas vezes depois que minha casa encheu. Não posso viajar porque tenho medo”, afirma. A mesma dificuldade também é vivenciada por dois outros vizinhos.

Cansada do descaso, a comunidade pede a troca da administradora. “Já aprovamos a retirada da empresa em reunião feita em setembro com a Caixa, mas até agora não temos resposta”, diz a assistente social e integrante da comissão fiscal de moradores Andréia Costa de Oliveira, 29. “Pagamos condomínio de R$ 200 para ter quadra de esportes improvisada, grama alta, infiltração nos apartamentos e problemas no piso, que está cedendo.”

Outro entrave que atrapalha a vida dos moradores é a impossibilidade de quitar o apartamento, tendo em vista a existência de dívida de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) do terreno onde foram erguidos os imóveis. “A Prefeitura assumiu essa dívida de R$ 3 milhões, mas não pagou. Já era para termos pelo menos os contratos de gaveta depois de cinco anos da entrega dos apartamentos, mas nem isso conseguimos”, destaca Azevedo.

A Caixa Econômica Federal informou que a manutenção do Residencial Serra Dourada 2 depende da aprovação dos arrendatários e que, no próximo mês, será agendada assembleia para definir o orçamento para reparos. A instituição esclareceu ainda que a Prefeitura informou que regularizará a situação relacionada ao IPTU o mais rápido possível, a fim de resolver o impasse com a documentação.
 

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