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TV francesa relança tese de conspiração na morte de Kennedy


Da AFP

28/10/2003 | 08:40


Quarenta anos após o drama, o Canal+ da TV francesa relançou a tese de conspiração para explicar o assassinato do presidente americano John F. Kennedy, em 22 de novembro de 1963 em Dallas (Texas).

O jornalista francês William Reymond, que mora nos Estados Unidos e investiga o caso há anos, tem novos argumentos que reforçam a tese publicada em 1998 no livro "JFK, autópsia de um crime de Estado".

Segundo Reymond, o presidente Kennedy não foi morto pelos disparos de um atirador desequilibrado, mas sim vítima de um grupo ligado ao então vice-presidente, Lyndon B. Johnson, apoiado por outro grupo de famílias que controlavam o Estado do Texas.

As novas revelações de William Reymond são baseadas em declarações de Billie Sol Estes, um homem de "passado duvidoso" que ficou conhecido como "a última testemunha". Sol Estes, magnata texano que perdeu tudo e ficou preso durante vários anos, foi por muito tempo ligado ao círculo de Johnson, tendo financiado inclusive algumas campanhas eleitorais do vice de Kennedy.

No final da vida, Sol Estes, cujo governo americano rejeitou um acordo de imunidade em troca de testemunho, decidiu contar sua história ao jornalista francês.

"Há matéria de sobra para mandar Lyndon Johnson para a cadeira elétrica", disse Sol Estes em Paris no programa "JFK, autópsia de uma conspiração", de William Reymond e Bernard Nicolas. "A última testemunha" afirma que "mesmo que Jesus viesse à Terra para confirmar a tese da conspiração, as autoridades americanas não acreditariam".

Billie Sol Estes garante que tem gravações onde colaboradores de Lyndon Johnson admitem a existência da conspiração para matar Kennedy, mas o texano nega-se a apresentar a fita porque "é o único seguro" que tem para "terminar seus dias tranqüilamente".

William Reymond também garante que encontrou as impressões digitais de Mac Wallace, um pistoleiro de Johnson, no quinto andar do prédio de onde Lee Harvey Oswald atirou contra Kennedy. Entre outros elementos, as digitais de Mac Wallace confirmariam que várias pessoas dispararam contra John F. Kennedy no 22 de novembro de 1963, reforçando a tese da conspiração. Mac Wallace está oficialmente morto, mas várias pessoas garantem que o viram após seu falecimento.

O programa do "Canal+" examina atentamente as imagens gravadas por Abraham Zapruder, que mostram como o rosto de Kennedy explode com o impacto da bala, aparentemente disparada de frente, quando os tiros de Oswald vieram de trás.



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TV francesa relança tese de conspiração na morte de Kennedy

Da AFP

28/10/2003 | 08:40


Quarenta anos após o drama, o Canal+ da TV francesa relançou a tese de conspiração para explicar o assassinato do presidente americano John F. Kennedy, em 22 de novembro de 1963 em Dallas (Texas).

O jornalista francês William Reymond, que mora nos Estados Unidos e investiga o caso há anos, tem novos argumentos que reforçam a tese publicada em 1998 no livro "JFK, autópsia de um crime de Estado".

Segundo Reymond, o presidente Kennedy não foi morto pelos disparos de um atirador desequilibrado, mas sim vítima de um grupo ligado ao então vice-presidente, Lyndon B. Johnson, apoiado por outro grupo de famílias que controlavam o Estado do Texas.

As novas revelações de William Reymond são baseadas em declarações de Billie Sol Estes, um homem de "passado duvidoso" que ficou conhecido como "a última testemunha". Sol Estes, magnata texano que perdeu tudo e ficou preso durante vários anos, foi por muito tempo ligado ao círculo de Johnson, tendo financiado inclusive algumas campanhas eleitorais do vice de Kennedy.

No final da vida, Sol Estes, cujo governo americano rejeitou um acordo de imunidade em troca de testemunho, decidiu contar sua história ao jornalista francês.

"Há matéria de sobra para mandar Lyndon Johnson para a cadeira elétrica", disse Sol Estes em Paris no programa "JFK, autópsia de uma conspiração", de William Reymond e Bernard Nicolas. "A última testemunha" afirma que "mesmo que Jesus viesse à Terra para confirmar a tese da conspiração, as autoridades americanas não acreditariam".

Billie Sol Estes garante que tem gravações onde colaboradores de Lyndon Johnson admitem a existência da conspiração para matar Kennedy, mas o texano nega-se a apresentar a fita porque "é o único seguro" que tem para "terminar seus dias tranqüilamente".

William Reymond também garante que encontrou as impressões digitais de Mac Wallace, um pistoleiro de Johnson, no quinto andar do prédio de onde Lee Harvey Oswald atirou contra Kennedy. Entre outros elementos, as digitais de Mac Wallace confirmariam que várias pessoas dispararam contra John F. Kennedy no 22 de novembro de 1963, reforçando a tese da conspiração. Mac Wallace está oficialmente morto, mas várias pessoas garantem que o viram após seu falecimento.

O programa do "Canal+" examina atentamente as imagens gravadas por Abraham Zapruder, que mostram como o rosto de Kennedy explode com o impacto da bala, aparentemente disparada de frente, quando os tiros de Oswald vieram de trás.

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