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Anchieta trava avenidas de S.Bernardo


Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

10/03/2008 | 07:00


O trânsito cada vez mais lento da Via Anchieta começa a interferir no tráfego de vias em São Bernardo. O resultado é que pelo menos sete endereços sofrem com o excesso de veículos vindos da rodovia.

De acordo com a Secretaria de Transportes e Vias Públicas da cidade, avenidas como a Lucas Nogueira Garcez e a Piraporinha passaram a absorver parte do excesso de veículos da Anchieta. E a cidade não está preparada para esses motoristas.

A Lions, uma das avenidas mais requisitadas por quem sai da Anchieta, está saturada há cinco anos. Para o tráfego ser considerado normal, são tolerados 600 veículos por hora em cada faixa da via, em horário de pico. Uma utopia desde 2003, quando a Lions passou a registrar 3.500 motoristas a cada hora por faixa.

Dos veículos que trafegam pela Lions, 90% têm como origem ou destino a Anchieta, Santo André ou Diadema. As rotas de fuga foram descobertas pelos próprios motoristas, que tentam se antecipar às soluções viárias, quase sempre paliativas.

“A Prefeitura não orienta, eles optam. Até porque esse movimento, para a gente, é indesejado, já que o trânsito vai parar em áreas residenciais”, explicou o chefe da Seção de Operação de Trânsito de São Bernardo, Francisco dos Santos Sousa.

De acordo com o especialista, quase metade da população de São Bernardo é motorizada. São 380 mil veículos registrados na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), mas há pelo menos o dobro em circulação.

No Grande ABC, motoristas já ensaiam para enfrentar um cenário semelhante ao da Capital, que nas duas últimas semanas bateu cinco vezes o recorde de congestionamento.

“O trânsito está lento, mas ainda não é congestionado”, garantiu Sousa.

Em dias atípicos, São Bernardo chega a registrar 26 quilômetros de congestionamento. Normalmente, a média de lentidão se estende entre oito e nove quilômetros no município, enquanto que na Capital o índice diário mais alto chegou a 165 quilômetros na última sexta-feira.

Mesmo arcando com o fluxo vindo da Anchieta, a Prefeitura não tem obras conjuntas com a Ecovias, empresa que detém a concessão do sistema Anchieta-Imigrantes.

Até o fechamento da edição, a concessionária não conseguiu destacar nenhum porta-voz para comentar o assunto.

O excesso de veículos aliado à falta de espaço para expandir as vias são fatores que complicam a vida dos motoristas, conforme explicou o coordenador do curso de Engenharia Civil da FEI, Kurt André Pereira Amann.

“Em Madri (Espanha), eles estão optando por fazer boa parte das ampliações de tráfego e alças de acesso totalmente subterrâneas. Isso tende a dar uma nova dinâmica, mas demanda muito mais dinheiro”, disse o professor.

Em São Bernardo, uma das principais intervenções é a construção de um pontilhão próximo ao Extra, na Anchieta, e o rebaixamento da Lions.

O que pode desbancar a Anchieta como uma das principais rotas de chegada a São Bernardo é o Rodoanel. Alívio? Talvez não. “Porém, a região do Riacho Grande passaria a ser muito mais movimentada”, observou o professor da FEI.


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Anchieta trava avenidas de S.Bernardo

Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

10/03/2008 | 07:00


O trânsito cada vez mais lento da Via Anchieta começa a interferir no tráfego de vias em São Bernardo. O resultado é que pelo menos sete endereços sofrem com o excesso de veículos vindos da rodovia.

De acordo com a Secretaria de Transportes e Vias Públicas da cidade, avenidas como a Lucas Nogueira Garcez e a Piraporinha passaram a absorver parte do excesso de veículos da Anchieta. E a cidade não está preparada para esses motoristas.

A Lions, uma das avenidas mais requisitadas por quem sai da Anchieta, está saturada há cinco anos. Para o tráfego ser considerado normal, são tolerados 600 veículos por hora em cada faixa da via, em horário de pico. Uma utopia desde 2003, quando a Lions passou a registrar 3.500 motoristas a cada hora por faixa.

Dos veículos que trafegam pela Lions, 90% têm como origem ou destino a Anchieta, Santo André ou Diadema. As rotas de fuga foram descobertas pelos próprios motoristas, que tentam se antecipar às soluções viárias, quase sempre paliativas.

“A Prefeitura não orienta, eles optam. Até porque esse movimento, para a gente, é indesejado, já que o trânsito vai parar em áreas residenciais”, explicou o chefe da Seção de Operação de Trânsito de São Bernardo, Francisco dos Santos Sousa.

De acordo com o especialista, quase metade da população de São Bernardo é motorizada. São 380 mil veículos registrados na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), mas há pelo menos o dobro em circulação.

No Grande ABC, motoristas já ensaiam para enfrentar um cenário semelhante ao da Capital, que nas duas últimas semanas bateu cinco vezes o recorde de congestionamento.

“O trânsito está lento, mas ainda não é congestionado”, garantiu Sousa.

Em dias atípicos, São Bernardo chega a registrar 26 quilômetros de congestionamento. Normalmente, a média de lentidão se estende entre oito e nove quilômetros no município, enquanto que na Capital o índice diário mais alto chegou a 165 quilômetros na última sexta-feira.

Mesmo arcando com o fluxo vindo da Anchieta, a Prefeitura não tem obras conjuntas com a Ecovias, empresa que detém a concessão do sistema Anchieta-Imigrantes.

Até o fechamento da edição, a concessionária não conseguiu destacar nenhum porta-voz para comentar o assunto.

O excesso de veículos aliado à falta de espaço para expandir as vias são fatores que complicam a vida dos motoristas, conforme explicou o coordenador do curso de Engenharia Civil da FEI, Kurt André Pereira Amann.

“Em Madri (Espanha), eles estão optando por fazer boa parte das ampliações de tráfego e alças de acesso totalmente subterrâneas. Isso tende a dar uma nova dinâmica, mas demanda muito mais dinheiro”, disse o professor.

Em São Bernardo, uma das principais intervenções é a construção de um pontilhão próximo ao Extra, na Anchieta, e o rebaixamento da Lions.

O que pode desbancar a Anchieta como uma das principais rotas de chegada a São Bernardo é o Rodoanel. Alívio? Talvez não. “Porém, a região do Riacho Grande passaria a ser muito mais movimentada”, observou o professor da FEI.

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