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Vendas no comércio caem 5,9% em agosto, diz IBGE


Do Diário OnLine

14/10/2003 | 15:48


As vendas no comércio varejista no país voltaram a cair em agosto, pelo nono mês consecutivo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira, a taxa caiu 5,90% na comparação com o mesmo mês de 2002. Assim, a variação nas vendas acumulada em 2003 está negativa em 5,49% e, nos últimos 12 meses, em 4,15%.

Já a receita nominal ficou positiva em 11,30% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação ao acumulado do ano, a receita nominal foi 14,53% maior e, no acumulado dos últimos 12 meses, 12,77% mais elevada.

Em agosto, segundo o IBGE, houve retração em todas as atividades pesquisadas no comércio. O maior impacto negativo foi na categoria hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 5,76%.

Em seguida, contribuiu negativamente para a taxa global o item Artigos de uso pessoal e doméstico, com variação 6,18%, quase dois pontos percentuais abaixo da de julho. Combustíveis e lubrificantes, com queda de 8,85% no volume de vendas de agosto, aparece em terceiro lugar. Depois estão Tecidos, vestuário e calçados (-6,67%) e Móveis e eletrodomésticos (-1,35%).

Nos 27 Estados pesquisados, apenas dois não apresentaram queda no volume de vendas em agosto: Rondônia, com crescimento de 2,08%, e Goiás, região em que as vendas aumentaram 3,01%. Na outra ponta, entre as unidades federativas com piores taxas, estão Distrito Federal (-13,94%), Rio de Janeiro (-9,97%), Bahia (-9,45%), Rio Grande do Sul (-6,57%) e São Paulo (-4,83%).

Desse modo, São Paulo e Rio de Janeiro, que correspondem a 50% da receita nacional do varejo, responderam, em agosto, por 56% da queda global do setor.

Ano fechará em queda - Para o técnico da Coordenação de Comércio e Serviços do IBGE, Nilo Macedo, o consumo do brasileiro só deve se recuperar com a diminuição do desemprego ou a renda real do trabalhador parar de cair. "Enquanto tiver uma situação de desemprego e queda da renda, que está perdurando, enquanto tiver salário médio das pessoas ocupadas em queda, dificilmente o setor comercial vai retomar seu crescimento", afirmou.

"Não importa que a taxa de juros esteja melhor, o ambiente econômico mais favorável e o câmbio esteja estabilizado. Enquanto a massa de rendimento estiver em queda, o comércio vai reagir desfavoravelmente", continuou. Em agosto, o desemprego foi de 13%, mesma de julho.

Macedo também estimou que as vendas do comércio devem fechar 2003 em queda. “É muito difícil, faltando quatro meses, chegarmos ao final do ano com resultado positivo. Mesmo que o comércio venha a ter um crescimento nos últimos quatro meses do ano, o fechamento de 2003 dificilmente vai ser positivo", afirmou.



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Vendas no comércio caem 5,9% em agosto, diz IBGE

Do Diário OnLine

14/10/2003 | 15:48


As vendas no comércio varejista no país voltaram a cair em agosto, pelo nono mês consecutivo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira, a taxa caiu 5,90% na comparação com o mesmo mês de 2002. Assim, a variação nas vendas acumulada em 2003 está negativa em 5,49% e, nos últimos 12 meses, em 4,15%.

Já a receita nominal ficou positiva em 11,30% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação ao acumulado do ano, a receita nominal foi 14,53% maior e, no acumulado dos últimos 12 meses, 12,77% mais elevada.

Em agosto, segundo o IBGE, houve retração em todas as atividades pesquisadas no comércio. O maior impacto negativo foi na categoria hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 5,76%.

Em seguida, contribuiu negativamente para a taxa global o item Artigos de uso pessoal e doméstico, com variação 6,18%, quase dois pontos percentuais abaixo da de julho. Combustíveis e lubrificantes, com queda de 8,85% no volume de vendas de agosto, aparece em terceiro lugar. Depois estão Tecidos, vestuário e calçados (-6,67%) e Móveis e eletrodomésticos (-1,35%).

Nos 27 Estados pesquisados, apenas dois não apresentaram queda no volume de vendas em agosto: Rondônia, com crescimento de 2,08%, e Goiás, região em que as vendas aumentaram 3,01%. Na outra ponta, entre as unidades federativas com piores taxas, estão Distrito Federal (-13,94%), Rio de Janeiro (-9,97%), Bahia (-9,45%), Rio Grande do Sul (-6,57%) e São Paulo (-4,83%).

Desse modo, São Paulo e Rio de Janeiro, que correspondem a 50% da receita nacional do varejo, responderam, em agosto, por 56% da queda global do setor.

Ano fechará em queda - Para o técnico da Coordenação de Comércio e Serviços do IBGE, Nilo Macedo, o consumo do brasileiro só deve se recuperar com a diminuição do desemprego ou a renda real do trabalhador parar de cair. "Enquanto tiver uma situação de desemprego e queda da renda, que está perdurando, enquanto tiver salário médio das pessoas ocupadas em queda, dificilmente o setor comercial vai retomar seu crescimento", afirmou.

"Não importa que a taxa de juros esteja melhor, o ambiente econômico mais favorável e o câmbio esteja estabilizado. Enquanto a massa de rendimento estiver em queda, o comércio vai reagir desfavoravelmente", continuou. Em agosto, o desemprego foi de 13%, mesma de julho.

Macedo também estimou que as vendas do comércio devem fechar 2003 em queda. “É muito difícil, faltando quatro meses, chegarmos ao final do ano com resultado positivo. Mesmo que o comércio venha a ter um crescimento nos últimos quatro meses do ano, o fechamento de 2003 dificilmente vai ser positivo", afirmou.

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