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Anatel exige de operadoras cumprimento de metas de qualidade


Do Diário do Grande ABC

14/09/1999 | 19:42


A Agência Nacional de Telecomunicaçoes (Anatel) reuniu nesta terça-feira os diretores das empresas de telefonia fixa de todo o país para advertir sobre a necessidade de cumprir ao longo do próximos meses as metas de qualidade do serviços de telecomunicaçoes no país. O órgao regulador lembrou que pelo menos quatro indicadores de qualidade ainda apontam problemas no atendimento ao usuário pelas operadoras privatizadas.

Segundo os dados referentes ao mês de julho levantados pelas empresas e entregues à Anatel ainda sao considerados preocupantes as taxas de chamadas locais e interurbanas completadas entre 20 horas e 22 horas. Nas ligaçoes interurbanas feitas à noite, a "taxa de completamento" de chamadas está 15 9% abaixo das metas. Nas chamadas locais, a agência considera que o volume de chamadas completadas à noite está crescendo em um ritmo mais lento do que o esperado.

"Estes dados referem-se à média brasileira e podem ser diferentes entre as operadoras regionais", ressaltou o presidente da Anatel, Renato Navarro Guerreiro. Outro indicador preocupante, segundo ele, é o número de solicitaçoes de reparo para cada 100 telefones, que deveria ser de 3,84 em julho, mas estava em 5,12. O número de reclamaçoes por mil contas emitidas também está acima da meta. O protocolo estabelece 6,71 por mil em julho, mas as empresas receberam 8,79.

Na área de atuaçao da Telefônica, antiga Telesp, a agência identificou diferenças ainda maiores do que a média nacional nestes ítens. O volume de solicitaçoes de reparo para cada 100 telefones está 166% acima do esperado em julho e o total de reclamaçoes por erro em conta para cada mil emitidas excede em 100% as metas. Em julho, a taxa de chamadas interurbanas noturnas nao completadas estava 16,4% abaixo do esperado.

A reuniao desta terça-feira, segundo Guerreiro, serviu para serem feitas recomendaçoes e lembranças às empresas para que corrijam estas distorçoes até 31 de dezembro. "Na próxima reuniao, a qualidade dos serviços será cobrada com base nos contratos de concessao", disse o presidente da Anatel. O contrato deixa claro que as multas para o nao cumprimento das metas e parâmetros de qualidade podem chegar a R$ 40 milhoes.

"Foi uma reuniao didática", afirmou o porta-voz das operadoras, Ércio Zilli, diretor da Telemar. "A Anatel fez um lembrete de todas as obrigaçoes que as empresas têm." A agência também comunicou que nas reunioes para prestaçao de contas das operadoras, realizadas em agosto, nao foram identificadas distorçoes nos serviços das empresas. Em fevereiro, depois da primeira reuniao de avaliaçao, a agência determinou puniçoes à Telefônica e a Telerj pelo atraso na entrega dos planos de expansao de telefonia vencidos. O presidente da Anatel também solicitou às empresas que melhorem a divulgaçao de suas açoes à populaçao de sua área de concessao. "Elas precisam entender que nao sao só empresas de telefonia, mas que estao inseridas na sociedade", afirmou Guerreiro. Segundo ele, as operadoras privatizadas estao informando pouco sobre o número de empregos gerados, apoio cultural e social e os investimentos realizados nos últimos meses.



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Anatel exige de operadoras cumprimento de metas de qualidade

Do Diário do Grande ABC

14/09/1999 | 19:42


A Agência Nacional de Telecomunicaçoes (Anatel) reuniu nesta terça-feira os diretores das empresas de telefonia fixa de todo o país para advertir sobre a necessidade de cumprir ao longo do próximos meses as metas de qualidade do serviços de telecomunicaçoes no país. O órgao regulador lembrou que pelo menos quatro indicadores de qualidade ainda apontam problemas no atendimento ao usuário pelas operadoras privatizadas.

Segundo os dados referentes ao mês de julho levantados pelas empresas e entregues à Anatel ainda sao considerados preocupantes as taxas de chamadas locais e interurbanas completadas entre 20 horas e 22 horas. Nas ligaçoes interurbanas feitas à noite, a "taxa de completamento" de chamadas está 15 9% abaixo das metas. Nas chamadas locais, a agência considera que o volume de chamadas completadas à noite está crescendo em um ritmo mais lento do que o esperado.

"Estes dados referem-se à média brasileira e podem ser diferentes entre as operadoras regionais", ressaltou o presidente da Anatel, Renato Navarro Guerreiro. Outro indicador preocupante, segundo ele, é o número de solicitaçoes de reparo para cada 100 telefones, que deveria ser de 3,84 em julho, mas estava em 5,12. O número de reclamaçoes por mil contas emitidas também está acima da meta. O protocolo estabelece 6,71 por mil em julho, mas as empresas receberam 8,79.

Na área de atuaçao da Telefônica, antiga Telesp, a agência identificou diferenças ainda maiores do que a média nacional nestes ítens. O volume de solicitaçoes de reparo para cada 100 telefones está 166% acima do esperado em julho e o total de reclamaçoes por erro em conta para cada mil emitidas excede em 100% as metas. Em julho, a taxa de chamadas interurbanas noturnas nao completadas estava 16,4% abaixo do esperado.

A reuniao desta terça-feira, segundo Guerreiro, serviu para serem feitas recomendaçoes e lembranças às empresas para que corrijam estas distorçoes até 31 de dezembro. "Na próxima reuniao, a qualidade dos serviços será cobrada com base nos contratos de concessao", disse o presidente da Anatel. O contrato deixa claro que as multas para o nao cumprimento das metas e parâmetros de qualidade podem chegar a R$ 40 milhoes.

"Foi uma reuniao didática", afirmou o porta-voz das operadoras, Ércio Zilli, diretor da Telemar. "A Anatel fez um lembrete de todas as obrigaçoes que as empresas têm." A agência também comunicou que nas reunioes para prestaçao de contas das operadoras, realizadas em agosto, nao foram identificadas distorçoes nos serviços das empresas. Em fevereiro, depois da primeira reuniao de avaliaçao, a agência determinou puniçoes à Telefônica e a Telerj pelo atraso na entrega dos planos de expansao de telefonia vencidos. O presidente da Anatel também solicitou às empresas que melhorem a divulgaçao de suas açoes à populaçao de sua área de concessao. "Elas precisam entender que nao sao só empresas de telefonia, mas que estao inseridas na sociedade", afirmou Guerreiro. Segundo ele, as operadoras privatizadas estao informando pouco sobre o número de empregos gerados, apoio cultural e social e os investimentos realizados nos últimos meses.

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