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Governo gasta perto de R$ 187 bi contra crise


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

19/11/2008 | 07:00


Desde o início da crise econômica que assombra todo o mundo, o governo tenta combater a escassez de crédito e estimular setores com a liberação pacotes de ajuda. Com as principais ajudas, o governo já gastou perto de R$ 187 bilhões.

Em outubro, o Banco Central injetou R$ 100 bilhões na economia com a intenção de manter o consumo, a produção e os empréstimos entre os bancos.

Além disso, também houve a injeção de recursos no sistema financeiro, por meio da liberação de depósitos compulsórios - recursos estes que têm de ser mantidos na autoridade monetária pelas instituições financeiras - que somam R$ 56 bilhões até o momento.

MONTADORAS
Os governos federal e de São Paulo liberaram, por meio do Banco do Brasil e da Nossa Caixa, respectivamente, R$ 8 bilhões para os bancos das montadoras financiarem a compra de veículos aos consumidores. Isto porque, em outubro, o mercado de carros novos caiu 11% em relação a setembro, desencadeando uma onda de anúncios de férias coletivas e redução de produção nas fábricas.

Ao justificar o anúncio, o governador José Serra ressaltou a importância da cadeia automotiva no Estado, responsável por quase 45% da produção total de veículos e por 60% dos 1,5 milhão de empregos gerados no setor.

CONSTRUTORAS - Outro setor beneficiado foi o da construção civil. O pacote de medidas de ajuda do governo ao setor da construção civil envolve o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Caixa Econômica Federal num aporte conjunto de recursos para capitalização das construtoras. O valor do pacote pode ir de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões, para desembolso imediato.

O objetivo do programa, além de permitir a conclusão de empreendimentos imobiliários já iniciados, é facilitar processos de eventuais fusões e incorporações entre as companhias.

De acordo com dados do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) há em torno de 100 mil construtoras no País, dos mais variados portes. Apenas 25 são listadas na Bolsa de Valores. Doze são acompanhadas mais de perto pelo mercado financeiro.

OUTRAS MEDIDAS - Uma série de novas medidas, que juntas disponibilizam R$ 19 bilhões em linhas de crédito para diversos setores via BNDES e Banco do Brasil, visa combater a retração do crédito.

O anúncio com valor mais alto refere-se ao BNDES, que terá mais R$ 10 bilhões para financiar o capital de giro de empresas e para empréstimos em linhas de exportação pré-embarque - ou seja, os valores serão usados para permitir as vendas externas. Em outubro, o governo já tinha liberado R$ 5 bilhões.

Outros R$ 5 bilhões, provenientes do BB, serão usados para abrir uma linha de crédito para capital de giro de pequenas e médias empresas. (Colaborou Vivian Costa)



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