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Preço do tomate dispara e encarece cesta básica no Grande ABC

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Custando 91% mais, item puxa alta de R$ 9,27 no conjunto de itens, que agora custa R$ 754,09


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

27/08/2020 | 00:05


Se alimentar no Grande ABC está cada vez mais pesado para o bolso do consumidor. Exemplo disso é que a cesta básica na região encareceu mais uma vez durante a pandemia, passando de R$ 744,82 para R$ 754,09, diferença de R$ 9,27 (1,24%) neste mês. Presente nas saladas e em molho de massas, o quilo do tomate disparou 91%, passando de R$ 2,77 para R$ 5,28. A pesquisa é da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André).

A explicação para quase dobrar de preço é que, diante do frio intenso, o item não amadurece no pé, o que leva à escassez em mercados, sacolões e feiras. “Tivemos na semana passada muita chuva nas áreas de plantações, o que resultou em alta umidade e atrapalhou o manuseio das máquinas de colheita. Isso, somado ao frio, fez com que o volume do tomate ofertado caísse, elevando os preços”, explica o engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezzá De Benedetto.

Ao mesmo tempo, a batata e a cebola, pertencentes ao mesmo grupo de hortifrúti, seguiram no sentido contrário, com quedas de 29% e 28%, respectivamente. O quilo da batata foi de R$ 5,20 a R$ 3,68 e, o da cebola, de R$ 5,99 a R$ 4,28.

Além de serem mais resistentes às mudanças climáticas, esses itens têm sobrado na pandemia, já que número de refeições em grande parte dos restaurantes grandes consumidores dos produtos, caiu, mesmo com deliverys. “No caso da cebola, tem mais um fator. Antes importávamos da Argentina e, agora, há produção no Estado, aumentando a oferta”, explica De Benedetto.

Outro produto que sofre com o ‘efeito pandemia’ é o sabão em barra (pacote com cinco unidades), que encareceu 8%, passando de R$ 7,45 para R$ 8,05. Podem ter influenciado tanto o fato de que as pessoas estão cuidando mais da limpeza como o da opção de substituição das versões em pó e líquida.

Presente nas refeições dos brasileiros, o pacote de cinco quilos de arroz também subiu, 5,69%, para R$ 17,62, neste mês. “Houve menor produção mundial do cereal em todos os países produtores, o que levou à sua valorização”, conta.

Outro item bastante consumido, o leite longa vida não tem previsão de ter preços menores, já que está na entressafra. Significa dizer que, com a estiagem do pasto, produtores alimentam o rebanho com soja e milho, itens mais caros e que são repassados à cadeia até chegar ao consumidor final. O litro é encontrado nos mercados da região a R$ 3,57. “Quanto às carnes, os estabelecimentos não podem aumentar mais os preços, já que boa parte da população está desempregada e com restrição orçamentária acentuada pela pandemia”, diz. A carne bovina de segunda é vendida, em média, a R$ 22,37 (-3,27%).
 



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Preço do tomate dispara e encarece cesta básica no Grande ABC

Custando 91% mais, item puxa alta de R$ 9,27 no conjunto de itens, que agora custa R$ 754,09

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

27/08/2020 | 00:05


Se alimentar no Grande ABC está cada vez mais pesado para o bolso do consumidor. Exemplo disso é que a cesta básica na região encareceu mais uma vez durante a pandemia, passando de R$ 744,82 para R$ 754,09, diferença de R$ 9,27 (1,24%) neste mês. Presente nas saladas e em molho de massas, o quilo do tomate disparou 91%, passando de R$ 2,77 para R$ 5,28. A pesquisa é da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André).

A explicação para quase dobrar de preço é que, diante do frio intenso, o item não amadurece no pé, o que leva à escassez em mercados, sacolões e feiras. “Tivemos na semana passada muita chuva nas áreas de plantações, o que resultou em alta umidade e atrapalhou o manuseio das máquinas de colheita. Isso, somado ao frio, fez com que o volume do tomate ofertado caísse, elevando os preços”, explica o engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezzá De Benedetto.

Ao mesmo tempo, a batata e a cebola, pertencentes ao mesmo grupo de hortifrúti, seguiram no sentido contrário, com quedas de 29% e 28%, respectivamente. O quilo da batata foi de R$ 5,20 a R$ 3,68 e, o da cebola, de R$ 5,99 a R$ 4,28.

Além de serem mais resistentes às mudanças climáticas, esses itens têm sobrado na pandemia, já que número de refeições em grande parte dos restaurantes grandes consumidores dos produtos, caiu, mesmo com deliverys. “No caso da cebola, tem mais um fator. Antes importávamos da Argentina e, agora, há produção no Estado, aumentando a oferta”, explica De Benedetto.

Outro produto que sofre com o ‘efeito pandemia’ é o sabão em barra (pacote com cinco unidades), que encareceu 8%, passando de R$ 7,45 para R$ 8,05. Podem ter influenciado tanto o fato de que as pessoas estão cuidando mais da limpeza como o da opção de substituição das versões em pó e líquida.

Presente nas refeições dos brasileiros, o pacote de cinco quilos de arroz também subiu, 5,69%, para R$ 17,62, neste mês. “Houve menor produção mundial do cereal em todos os países produtores, o que levou à sua valorização”, conta.

Outro item bastante consumido, o leite longa vida não tem previsão de ter preços menores, já que está na entressafra. Significa dizer que, com a estiagem do pasto, produtores alimentam o rebanho com soja e milho, itens mais caros e que são repassados à cadeia até chegar ao consumidor final. O litro é encontrado nos mercados da região a R$ 3,57. “Quanto às carnes, os estabelecimentos não podem aumentar mais os preços, já que boa parte da população está desempregada e com restrição orçamentária acentuada pela pandemia”, diz. A carne bovina de segunda é vendida, em média, a R$ 22,37 (-3,27%).
 

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