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Ideal de Educação só daqui a 10 anos


Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

29/04/2007 | 07:06


A rede municipal de ensino do Grande ABC vai precisar de uma década de esforços e investimentos para atingir o padrão de qualidade estipulado pelo MEC (Ministério da Educação).

A defasagem em relação às escolas particulares também é grande. As municipais da região estão pelo menos oito anos atrás do ensino privado. Para o governo federal, as cidades devem alcançar nota 6 (numa escala de zero a 10) no ensino municipal de 1ª a 4ª séries, o equivalente à média dos países desenvolvidos que compõem a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos).

Hoje, a média nacional é 3,9, de acordo com o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O indicador foi criado pelo MEC para nortear políticas de melhoria do ensino público e estabelece metas de desempenho para Estados e municípios.

A média estadual de São Paulo é 4,5; as notas da região são ligeiramente maiores. São Bernardo e Santo André têm as duas maiores redes municipais da região. Atendem 50 mil e 17 mil alunos no primeiro ciclo fundamental.

Se acompanharem as projeções do Ideb, ambas as cidades podem chegar à média 6 em 2015 e daqui a uma década podem ultrapassá-la.

O nível de qualidade que a rede privada oferece hoje pode ser atingido em 2013 – o Ideb atual do ensino particular brasileiro é 5,9.

Na prática, os cerca de 67 mil estudantes da rede pública municipal das duas cidades já terão concluído o 3º ano do ensino médio quando finalmente o poder público oferecer educação básica de qualidade razoável.

Apesar do atraso – realidade comum à maioria das cidades do Brasil –, as duas prefeituras acreditam na superação das metas do MEC.

O secretário de Assuntos Voltados à Comunidade de São Bernardo, Admir Ferro, se diz satisfeito com o Ideb atual do município, considerando tamanho e a idade da rede.

“A municipalização do ensino de 1ª a 4ª séries foi concluída em 2004. Portanto, nossa rede é nova. Somos responsáveis por 100% da oferta de vagas públicas no primeiro ciclo do fundamental. É difícil trabalhar com dois objetivos ao mesmo tempo: a universalização e a qualidade”, avalia.

Ferro diz que a rede está consolidada e que os resultados devem começar a aparecer. Ele afirma que, das cerca de 80 Emebs (Escolas Municipais de Educação Básica), só três não possuem laboratório de informática e biblioteca interativa.

O secretário diz que a Prefeitura vai investir mais na capacitação dos professores e que a rede já se baseia em diretrizes comuns. “Conseguimos padronizar o currículo, e pretendemos acabar com as distorções. Hoje, algumas escolas certamente já ultrapassam a nota 6. E outras estão abaixo dos 4,9.”

Garantir a uniformidade da rede também é a preocupação de Santo André. A cidade – que optou por implementar um sistema próprio de ensino, em vez de municipalizar as escolas estaduais – estima que 65% dos alunos do ciclo I do fundamental estão nas escolas municipais.

“Em bairros como Parque Miami, Borda do Campo e Cata Preta, não conseguimos manter a média de 25 alunos por classe (quantidade considerada ideal para o aprendizado)”, diz a secretária de Educação, Cleuza Repulho. Ela classificou como “razoável” a nota 4,8 do município.

O crescimento do Ideb tem projeções parecidas para Ribeirão Pires e Diadema. A diferença é que, juntas, as duas cidades somam 11 escolas municipais com ensino de 1ª a 4ª séries; a maioria dos estudantes ainda está sob responsabilidade do Estado.


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