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Galo descarta encarar Chape

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

02/12/2016 | 07:00


O Atlético-MG não jogará a última rodada do Campeonato Brasileiro, dia 11, contra a Chapecoense, em respeito às 71 vítimas da tragédia aérea de terça-feira na Colômbia. Ontem, o presidente do Galo, Daniel Nepomuceno, fez pronunciamento oficial e garantiu que a equipe não entrará em campo, mesmo podendo sofrer punições por WO (não comparecimento) – perda de três pontos e menos três gols de saldo.

“O Atlético-MG não irá jogar contra a Chapecoense. Não é o momento de cobrar de jogador a essência do esporte. Já comuniquei à CBF. Conversei com o presidente Marco Polo (Del Nero), que concordou. Nessa partida, o Atlético-MG não irá. É o mínimo que tem que ter pelos familiares, pela cidade e pelo País, que estão sofrendo”, afirmou Nepomuceno. “Haverá uma punição com a perda dos três pontos (por WO), mas o time não terá sua posição alterada”, completou.

A postura atleticana foi elogiada pelo presidente em exercício da Chape, Ivan Tozzo. “Acho uma ótima ideia (não ter jogo). Que clima vai ter para acontecer esse jogo? Já vamos passar por um momento difícil quando os caixões estiverem aqui (para o velório)”, disse.

Em entrevista ao SporTV, Manoel Flores, diretor de competições da CBF, citando o RGC (Regulamento Geral de Competições), disse que não está previsto o cancelamento da partida.

“Não há um dispositivo no regulamento que permita o cancelamento da partida”, resumiu. “A gente entende que é isso que o Atlético-MG decidiu. Obviamente, todo o protocolo da partida precisa ser feito, podendo até haver um WO duplo. Mas não há dispositivo para o cancelamento da partida”, comentou.

Flores citou os artigos 19 e 21 do RGC, que regem, respectivamente, sobre suspensão de partidas por “fato extraordinário” e duelos não iniciados, que devem ser disputados no dia seguinte, às 15h, justificando a impossibilidade de cancelamento.

O diretor ainda afirmou que o protocolo para que o WO seja decretado deve ser seguido – o árbitro precisará aguardar 30 minutos antes de registrá-lo oficialmente. “É uma questão legal, de procedimento, que precisa ser tomada”, justificou Flores.

Por sua vez, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) garantiu que não denunciará o Galo em caso de WO. “São dois casos: um pedido direto da CBF (por punição) ou avaliação nossa. Caso viesse da CBF, poderíamos arquivar. Pelo nosso lado, haveria uma omissão”, afirmou Felipe Bevilacqua, procurador-geral do órgão, ao UOL.



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Galo descarta encarar Chape

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

02/12/2016 | 07:00


O Atlético-MG não jogará a última rodada do Campeonato Brasileiro, dia 11, contra a Chapecoense, em respeito às 71 vítimas da tragédia aérea de terça-feira na Colômbia. Ontem, o presidente do Galo, Daniel Nepomuceno, fez pronunciamento oficial e garantiu que a equipe não entrará em campo, mesmo podendo sofrer punições por WO (não comparecimento) – perda de três pontos e menos três gols de saldo.

“O Atlético-MG não irá jogar contra a Chapecoense. Não é o momento de cobrar de jogador a essência do esporte. Já comuniquei à CBF. Conversei com o presidente Marco Polo (Del Nero), que concordou. Nessa partida, o Atlético-MG não irá. É o mínimo que tem que ter pelos familiares, pela cidade e pelo País, que estão sofrendo”, afirmou Nepomuceno. “Haverá uma punição com a perda dos três pontos (por WO), mas o time não terá sua posição alterada”, completou.

A postura atleticana foi elogiada pelo presidente em exercício da Chape, Ivan Tozzo. “Acho uma ótima ideia (não ter jogo). Que clima vai ter para acontecer esse jogo? Já vamos passar por um momento difícil quando os caixões estiverem aqui (para o velório)”, disse.

Em entrevista ao SporTV, Manoel Flores, diretor de competições da CBF, citando o RGC (Regulamento Geral de Competições), disse que não está previsto o cancelamento da partida.

“Não há um dispositivo no regulamento que permita o cancelamento da partida”, resumiu. “A gente entende que é isso que o Atlético-MG decidiu. Obviamente, todo o protocolo da partida precisa ser feito, podendo até haver um WO duplo. Mas não há dispositivo para o cancelamento da partida”, comentou.

Flores citou os artigos 19 e 21 do RGC, que regem, respectivamente, sobre suspensão de partidas por “fato extraordinário” e duelos não iniciados, que devem ser disputados no dia seguinte, às 15h, justificando a impossibilidade de cancelamento.

O diretor ainda afirmou que o protocolo para que o WO seja decretado deve ser seguido – o árbitro precisará aguardar 30 minutos antes de registrá-lo oficialmente. “É uma questão legal, de procedimento, que precisa ser tomada”, justificou Flores.

Por sua vez, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) garantiu que não denunciará o Galo em caso de WO. “São dois casos: um pedido direto da CBF (por punição) ou avaliação nossa. Caso viesse da CBF, poderíamos arquivar. Pelo nosso lado, haveria uma omissão”, afirmou Felipe Bevilacqua, procurador-geral do órgão, ao UOL.

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