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Câmaras do Grande ABC têm metade de renovação


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/10/2016 | 07:00


O resultado das urnas apontou renovação de praticamente metade dos representantes nas Câmaras do Grande ABC para a legislatura 2017-2020 na comparação com a disputa proporcional de 2012. Entre as 142 cadeiras dos eleitos nas sete cidades da região, a mudança se deu em 69 vagas, o que compreende 48,6% da totalidade (confira arte ao lado). Maioria significativa engloba, inclusive, eleitos ao primeiro mandato. São 61 nomes que vão debutar no plenário a partir do ano que vem, sendo, portanto, apenas oito retornos de ex-vereadores. O Legislativo com maior alteração de quadros, proporcionalmente, foi São Caetano, com troca de 13 dos 19 postos (68,4%) no município.

O território são-caetanense concentra também o número mais elevado de resgates, tendo quatro retornos: Sueli Nogueira (PMDB), Maurício Fernandes (DEM), Ubiratan Figueiredo (PR) e Tite Campanella (PPS) – o último chegou a ser candidato à Prefeitura em 2004, perdendo para o hoje aliado e então titular da Saúde, José Auricchio Júnior (PSDB), indicado governista. Os demais regressos foram computados com Marcelo Chehade (PSDB), em Santo André; Chico do Judô (PEN) e Irmão Ozelito (SD), em Mauá; João Lessa (PSDB), em Ribeirão Pires. São Bernardo, Diadema e Rio Grande da Serra apenas contabilizam novidades dentro deste contexto.

Santo André é a cidade com menor renovação. Foram oito modificações (38%). O PT local conseguiu manter a bancada, fazendo cinco cadeiras. Ex-secretário adjunto de Governo da gestão Carlos Grana (PT), o petista Willians Bezerra entra como única peça nova no grupo. O parlamentar eleito afirmou que, apesar de primeiro mandato, a experiência angariada no Executivo dá suporte para atuação na Casa, ao levantar bandeira de participação popular. “Acredito que os cargos que ocupei, com a passagem pela secretaria, me ajudaram a entender o funcionamento do Legislativo, e sua governabilidade, o caminho do diálogo. Isso dá tranquilidade. Respeito a história de cada um, só que acredito que a participação no nosso mandato será diferencial.”

Jobert Alexandrino, o Professor Minhoca (PSDB), avaliou que houve renovação forçada em Santo André, tendo em vista que os vereadores Donizeti Pereira (PV) e Luiz Zacarias (PTB) não concorreram, além de Sargento Juliano (PSB) ter problemas jurídicos e Evilásio Santana, o Bahia (DEM), não ter alcançado quociente eleitoral. “Estamos tentando montar grupo na Câmara. Eu, o Lucas (Zacarias, PTB), o (Rodolfo) Donetti (PPS), o Fumassa (PSDB), o Pedrinho (Botaro, PSDB). Quero implementar discurso do novo, fazer algo para a política. Será diversão com muita responsabilidade. Não deixarei minha profissão (empresário do ramo de Educação Física), por isso não vou ter a política como minha profissão.”

Em São Bernardo são 12 trocas de cadeiras, o que representa 42,8% do total. Filho do ex-vereador Vandir Mognon, Alex Mognon (PSDB) frisou que esse saldo consolidou-se pela esperança da população por renovação. Segundo o tucano, o eleitorado buscava dar oportunidade “a novas cabeças, sem vício político”. “Essa oxigenação é importante para evitar certas culturas enraizadas, das quais não vou me curvar. São pessoas (eleitas) qualificadas, preparadas, que podem colaborar em diversas áreas. Não é só quantidade”, disse, ao acrescentar que o berço político com o pai o auxilia a ter ciência “do que é bom e ruim” na Casa e possui bagagem de 25 anos de serviços públicos na Prefeitura. <EM>

Mario de Abreu (PSDB), de São Bernardo, considerou que o sentimento de mudança aplicou-se também nos Legislativos. Para ele, a população indicou nas urnas estar “cansada dos mesmos”. “Demonstrou que quer sangue novo. Havia reclamação de que as indicações são sempre parecidas. Quero trabalhar para abrir cursos profissionalizantes gratuitos e atividades esportivas”. O tucano atua em ONG ligada à denominação evangélica que auxilia adolescentes a deixar o tráfico. 



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Câmaras do Grande ABC têm metade de renovação

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/10/2016 | 07:00


O resultado das urnas apontou renovação de praticamente metade dos representantes nas Câmaras do Grande ABC para a legislatura 2017-2020 na comparação com a disputa proporcional de 2012. Entre as 142 cadeiras dos eleitos nas sete cidades da região, a mudança se deu em 69 vagas, o que compreende 48,6% da totalidade (confira arte ao lado). Maioria significativa engloba, inclusive, eleitos ao primeiro mandato. São 61 nomes que vão debutar no plenário a partir do ano que vem, sendo, portanto, apenas oito retornos de ex-vereadores. O Legislativo com maior alteração de quadros, proporcionalmente, foi São Caetano, com troca de 13 dos 19 postos (68,4%) no município.

O território são-caetanense concentra também o número mais elevado de resgates, tendo quatro retornos: Sueli Nogueira (PMDB), Maurício Fernandes (DEM), Ubiratan Figueiredo (PR) e Tite Campanella (PPS) – o último chegou a ser candidato à Prefeitura em 2004, perdendo para o hoje aliado e então titular da Saúde, José Auricchio Júnior (PSDB), indicado governista. Os demais regressos foram computados com Marcelo Chehade (PSDB), em Santo André; Chico do Judô (PEN) e Irmão Ozelito (SD), em Mauá; João Lessa (PSDB), em Ribeirão Pires. São Bernardo, Diadema e Rio Grande da Serra apenas contabilizam novidades dentro deste contexto.

Santo André é a cidade com menor renovação. Foram oito modificações (38%). O PT local conseguiu manter a bancada, fazendo cinco cadeiras. Ex-secretário adjunto de Governo da gestão Carlos Grana (PT), o petista Willians Bezerra entra como única peça nova no grupo. O parlamentar eleito afirmou que, apesar de primeiro mandato, a experiência angariada no Executivo dá suporte para atuação na Casa, ao levantar bandeira de participação popular. “Acredito que os cargos que ocupei, com a passagem pela secretaria, me ajudaram a entender o funcionamento do Legislativo, e sua governabilidade, o caminho do diálogo. Isso dá tranquilidade. Respeito a história de cada um, só que acredito que a participação no nosso mandato será diferencial.”

Jobert Alexandrino, o Professor Minhoca (PSDB), avaliou que houve renovação forçada em Santo André, tendo em vista que os vereadores Donizeti Pereira (PV) e Luiz Zacarias (PTB) não concorreram, além de Sargento Juliano (PSB) ter problemas jurídicos e Evilásio Santana, o Bahia (DEM), não ter alcançado quociente eleitoral. “Estamos tentando montar grupo na Câmara. Eu, o Lucas (Zacarias, PTB), o (Rodolfo) Donetti (PPS), o Fumassa (PSDB), o Pedrinho (Botaro, PSDB). Quero implementar discurso do novo, fazer algo para a política. Será diversão com muita responsabilidade. Não deixarei minha profissão (empresário do ramo de Educação Física), por isso não vou ter a política como minha profissão.”

Em São Bernardo são 12 trocas de cadeiras, o que representa 42,8% do total. Filho do ex-vereador Vandir Mognon, Alex Mognon (PSDB) frisou que esse saldo consolidou-se pela esperança da população por renovação. Segundo o tucano, o eleitorado buscava dar oportunidade “a novas cabeças, sem vício político”. “Essa oxigenação é importante para evitar certas culturas enraizadas, das quais não vou me curvar. São pessoas (eleitas) qualificadas, preparadas, que podem colaborar em diversas áreas. Não é só quantidade”, disse, ao acrescentar que o berço político com o pai o auxilia a ter ciência “do que é bom e ruim” na Casa e possui bagagem de 25 anos de serviços públicos na Prefeitura. <EM>

Mario de Abreu (PSDB), de São Bernardo, considerou que o sentimento de mudança aplicou-se também nos Legislativos. Para ele, a população indicou nas urnas estar “cansada dos mesmos”. “Demonstrou que quer sangue novo. Havia reclamação de que as indicações são sempre parecidas. Quero trabalhar para abrir cursos profissionalizantes gratuitos e atividades esportivas”. O tucano atua em ONG ligada à denominação evangélica que auxilia adolescentes a deixar o tráfico. 

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