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Arte moderna em dez lições


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

14/10/2001 | 17:54


A editora Cosac & Naify tem ajudado assiduamente na ampliação do mercado nacional de publicações voltadas às artes plásticas – graças ao lançamento de livros de bom conteúdo editorial e qualidade gráfica de alto nível. Isso se repete com a coleção Movimentos da Arte Moderna, que, como o nome indica, visa desvendar os mistérios das muitas manifestações atreladas a essa grande família.

No original, em inglês, já foi lançada mais de uma dezena de volumes pela Tate Gallery Publishing. As versões brasileiras são, portanto, traduzidas. Os livros – no formato 24cm x 17cm, todos com 80 páginas – estão repletos de reproduções coloridas de obras de arte e têm textos escritos por especialistas – cada título com seu autor. O preço não é dos mais convidativos: R$ 33 cada.

Modernismo, Realismo, Futurismo, Expressionismo, Cubismo, Minimalismo, Surrealismo, Pós-Impressionismo, Pós-Modernismo e Arte Pop são os títulos já disponíveis no Brasil.

Como esses movimentos artísticos são originários sobretudo de países europeus, e também dos Estados Unidos, com desdobramentos mais profundos e notáveis nesses locais, as narrativas se debruçam sobre a análise da arte produzida nessas regiões. Quem esperar ver o nome de brasileiros como Tarsila do Amaral entre os modernistas, o de Ismael Nery entre os surrealistas e o de Lasar Segall junto aos expressionistas, certamente ficará decepcionado. Nada sobre a arte brasileira é mencionado, assim como praticamente a arte de todo o resto do mundo.

O fato não caracteriza falha nas publicações, dada a origem dos movimentos. E o conteúdo editorial é bastante elucidativo, característica reforçada por meio da forma como são estruturados os livros. Os textos se desenvolvem com base nas reproduções das obras: o que é escrito tem relação direta com as ilustrações, tornando mais fácil a compreensão.

São livros pequenos e de análises concisas, porém claras. O que não poderia ser diferente, pois apresentar todos os ingredientes de um movimento artístico em 80 páginas é missão praticamente impossível.

Os volumes se complementam, mas cada um tem vida própria. Podem ser lidos individualmente, sendo que um não exige conhecimento prévio de outro. Porém, alguns cuidados devem ser tomados por quem pretende “devorar” a coleção. Duas dicas: leia primeiro o Realismo, depois o Modernismo; e não leia o Pós-Modernismo antes do Modernismo. Movimentos da Arte Moderna é uma boa coleção principalmente para os iniciantes no assunto artes plásticas.



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Arte moderna em dez lições

Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

14/10/2001 | 17:54


A editora Cosac & Naify tem ajudado assiduamente na ampliação do mercado nacional de publicações voltadas às artes plásticas – graças ao lançamento de livros de bom conteúdo editorial e qualidade gráfica de alto nível. Isso se repete com a coleção Movimentos da Arte Moderna, que, como o nome indica, visa desvendar os mistérios das muitas manifestações atreladas a essa grande família.

No original, em inglês, já foi lançada mais de uma dezena de volumes pela Tate Gallery Publishing. As versões brasileiras são, portanto, traduzidas. Os livros – no formato 24cm x 17cm, todos com 80 páginas – estão repletos de reproduções coloridas de obras de arte e têm textos escritos por especialistas – cada título com seu autor. O preço não é dos mais convidativos: R$ 33 cada.

Modernismo, Realismo, Futurismo, Expressionismo, Cubismo, Minimalismo, Surrealismo, Pós-Impressionismo, Pós-Modernismo e Arte Pop são os títulos já disponíveis no Brasil.

Como esses movimentos artísticos são originários sobretudo de países europeus, e também dos Estados Unidos, com desdobramentos mais profundos e notáveis nesses locais, as narrativas se debruçam sobre a análise da arte produzida nessas regiões. Quem esperar ver o nome de brasileiros como Tarsila do Amaral entre os modernistas, o de Ismael Nery entre os surrealistas e o de Lasar Segall junto aos expressionistas, certamente ficará decepcionado. Nada sobre a arte brasileira é mencionado, assim como praticamente a arte de todo o resto do mundo.

O fato não caracteriza falha nas publicações, dada a origem dos movimentos. E o conteúdo editorial é bastante elucidativo, característica reforçada por meio da forma como são estruturados os livros. Os textos se desenvolvem com base nas reproduções das obras: o que é escrito tem relação direta com as ilustrações, tornando mais fácil a compreensão.

São livros pequenos e de análises concisas, porém claras. O que não poderia ser diferente, pois apresentar todos os ingredientes de um movimento artístico em 80 páginas é missão praticamente impossível.

Os volumes se complementam, mas cada um tem vida própria. Podem ser lidos individualmente, sendo que um não exige conhecimento prévio de outro. Porém, alguns cuidados devem ser tomados por quem pretende “devorar” a coleção. Duas dicas: leia primeiro o Realismo, depois o Modernismo; e não leia o Pós-Modernismo antes do Modernismo. Movimentos da Arte Moderna é uma boa coleção principalmente para os iniciantes no assunto artes plásticas.

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