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Metalúrgicos decidem ir a cada empresa para negociar


Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

27/09/2005 | 08:08


Os metalúrgicos da CUT (Central Única dos Trabalhadores) mudaram de estratégia e decidiram buscar acordos salariais individuais com empresas do Grupo 9 (máquinas, eletroeletrônicos e metalurgia tradicional), da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A decisão afeta diretamente a campanha em São Bernardo e Diadema e atravessa a negociação coletiva da categoria, realizada entre a FEM-CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos) e o sindicato patronal.

Segundo os sindicalistas da CUT, a nova atitude foi adotada depois do impasse nas negociações iniciadas em julho – a data-base da categoria é agosto. Os metalúrgicos pedem a recomposição da inflação de 4,66% mais 3% de aumento real, enquanto o sindicato patronal oferece o índice da inflação acrescido de 2,09%.

Dez empresas da região já fecharam acordos diretamente com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT), que vem paralisando indústrias do setor desde o último dia 12. Os acordos fechados até agora beneficiam cerca de 4 mil trabalhadores. Existem 25,3 mil metalúrgicos do Grupo 9 filiados à CUT no Grande ABC e mais de 100 empresas do setor em São Bernardo e Diadema.

“Não podemos deixar os trabalhadores sem acordo salarial. Como não tivemos retorno do sindicato patronal, partimos para a realização de acordos individuais. Isso não significa que não teremos mais negociações. Ainda estamos abertos a discutir com o Grupo 9, desde que exista disposição de atender nossa pauta”, afirmou Adi dos Santos Lima, presidente da FEM-CUT.

No entanto, para o coordenador de negociação do Grupo 9, Valdemar Cardoso de Andrade, o procedimento adotado pode inviabilizar a negociação coletiva. “Ainda estamos em processo negocial, coletivamente. Essa postura pode dificultar muito as negociações ou até mesmo inviabilizar um acordo coletivo neste ano”, afirmou.

As paralisações também devem continuar. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, afirmou que as empresas que não quiserem fechar acordo terão sua produção suspensa. “A empresa que quiser se manter funcionando terá de fechar acordo. Vamos buscar concretamente o reajuste em todas as empresas de nossa base. O que não podemos é deixar os trabalhadores com um salário defasado”, disse.

Em 2004, o sindicato do Grande ABC adotou a mesma tática: realizou acordos empresa por empresa, com paralisações sem prévio aviso, até que o Grupo 9 aceitou a pauta de reivindicações da categoria no ano passado – reposição da inflação mais aumento real de 4%.

Força Sindical – Os metalúrgicos da Força Sindical entregam nesta segunda-feira, na sede da Fiesp, em São Paulo, sua pauta de reivindicações ao Grupo 9, ao Grupo 10 (mecânica, funilaria, iluminação, estamparia e outros), ao Sindipeças (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Autopeças) e ao Grupo Fundição.

A central sindical – à qual são filiados os sindicatos dos Metalúrgicos de Santo André e São Caetano – pede um reajuste de 14%, piso salarial único de R$ 800 e isenção de tarifas bancárias.



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