Fechar
Publicidade

Sábado, 31 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Globo espera alavancar audiência com 'Negócio da China'


Mariana Trigo
Da TV Press

05/10/2008 | 07:02


A Globo acredita que pode dar um golpe na baixa audiência do horário das seis com Negócio da China. Para isso, escalou o tom irônico do autor Miguel Falabella para uma trama que mais parece uma colcha de retalhos cosmopolitas. Protagonizada pelo triângulo amoroso vivido por Grazi Massafera, Fábio Assunção e Ricardo Pereira, nas peles de Lívia, Heitor e João, a história mescla um roubo milionário na China com a lusofonia.

Neste mosaico internacional, o autor mistura os núcleos do subúrbio carioca, de um fracassado restaurante mexicano e de muitos golpes de kung fu. O que promete ser uma espécie de história em quadrinhos, pelos efeitos especiais e pelo dinamismo da direção de Mauro Mendonça Filho.

Mas, além de herdar a audiência de inexpressivos 22 pontos de Ciranda de Pedra, a novela ainda estréia em horário de verão, o que pode ser um golpe fatal nos sonhos de Falabella. "Aviso logo que não vou fazer um Globo Repórter. Em novela, tudo pode existir. Eu faço realismo fantástico", defende-se de antemão o autor, que não teme a excêntrica mistura de personagens com histórias mirabolantes.

A trama começa com um roubo bilionário num cassino chinês pelo marginal chinês Liu, de Jui Huang. Para não deixar rastros, o personagem guarda todas as informações sobre o dinheiro num pen drive e foge para Lisboa.

No aeroporto, conhece os portugueses D. Aurora, de Maria Vieira, e João, de Ricardo Pereira, que estão embarcando para o Brasil. Com isso, Liu decide esconder o pen drive na bolsa da portuguesa. Antes de embarcar, João se apaixona à primeira vista por Lívia, que está de volta ao Brasil.

"Um dia, estava em Lisboa e tive a idéia de falar sobre povos que falam português. Depois, incrementei com um roubo extraordinário", argumenta Falabella. "Vou colocar essa aventura no universo chinês que está presente em detalhes da nossa vida e no universo do autor", observa o diretor Mauro Mendonça Filho.

No Brasil, o mimado Heitor, papel de Fábio Assunção, faz tudo para reatar com sua ex-mulher Lívia, que, apesar de ainda ser apaixonada por ele, tem a consciência de que a relação não dá certo. "Como diz o Falabella, a tesoura não corta esse amor, mas mastiga. É sofrido, doloroso", ressalta Fábio.

Mas a comédia parece falar mais alto que o romantismo. Principalmente no núcleo suburbano da trama, o fictício bairro Parque das Nações. Ele abriga a Panificação Nossa Senhora Desatadora dos Nós, da família portuguesa de Celeste - de Juliana Didone -, e a academia de kung fu Terra do Meio, onde treinam Flor de Lys e Diego - de Bruna Marquezine e Thiago Fragoso.

A comicidade se instala mesmo é no fracassado El Chaparrito, restaurante mexicano de Maralanis e seu marido Edmar, vividos por Leona Cavalli e Ney Latorraca. Enquanto Edmar é seqüestrado pelas Farc, Maralanis, sem nenhum dom artístico, desperdiça o talento musical de seus cozinheiros e insiste em ser a estrela de seus shows. "O humor não vai ser óbvio. Ele está nas situações", valoriza Ney.

Na contramão da comédia, a história também aborda a inseminação artificial através do personagem Diego, de Thiago Fragoso. Filho de Júlia, de Natália do Vale, e neto de Augusta, vivida por Nathália Timberg, no dia da morte de seu pai Ernesto - breve participação de Antônio Fagundes -, ele descobre que seu pai de criação era estéril.

Com isso, parte em busca de seu pai biológico, apoiado pela rancorosa tia Denise, de Luciana Braga. Amargurada com sua vida, Denise é amante de Mauro, vivido por Oscar Magrini. Ele tem uma família com a mulher Joelma, - de Vera Zimmermann -, e a filha Antonella, uma advogada vivida por Fernanda de Freitas.

"Atordoado, meu personagem vai para São Paulo, onde foi feita a inseminação, para tentar achar o pai", adianta Thiago Fragoso.

O humor escrachado de Negócio da China se reflete na escolha da caracterização dos personagens e, principalmente, no figurino de Sônia Soares. Inspirada em longas com temáticas orientais, como O Clã das Adagas Voadoras e O Tigre e o Dragão, a figurinista viajou para a China e para Portugal para pesquisar e comprar tecidos e acessórios para os personagens. As lutadoras de kung fu Flor de Lys, de Bruna Marquezine, por exemplo, é inspirada no visual das personagens de revistas de mangás.

Mas a exuberância está presente mesmo é nos figurinos de Maralanis, de Leona Cavalli, que mistura estampas, tons extravagantes e uma overdose de bordados. "Ela tem uma leve inspiração em Julia Roberts no filme Erin Brockovich, mas com muita sensualidade", define Sônia.

A comicidade transborda ainda mais no visual do que o autor chama de "Sex and The City do subúrbio". As amigas Lausane, Aldira e Lucivone, respectivamente de Josie Antello, Débora Olivieri e Maria Gladys, tiveram todo figurino e caracterização inspirados em filmes, como As Bruxas de Eastwick. As três imitam seus modelos entre si em compras nos camelódromos e numa fictícia grife do subúrbio carioca.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Globo espera alavancar audiência com 'Negócio da China'

Mariana Trigo
Da TV Press

05/10/2008 | 07:02


A Globo acredita que pode dar um golpe na baixa audiência do horário das seis com Negócio da China. Para isso, escalou o tom irônico do autor Miguel Falabella para uma trama que mais parece uma colcha de retalhos cosmopolitas. Protagonizada pelo triângulo amoroso vivido por Grazi Massafera, Fábio Assunção e Ricardo Pereira, nas peles de Lívia, Heitor e João, a história mescla um roubo milionário na China com a lusofonia.

Neste mosaico internacional, o autor mistura os núcleos do subúrbio carioca, de um fracassado restaurante mexicano e de muitos golpes de kung fu. O que promete ser uma espécie de história em quadrinhos, pelos efeitos especiais e pelo dinamismo da direção de Mauro Mendonça Filho.

Mas, além de herdar a audiência de inexpressivos 22 pontos de Ciranda de Pedra, a novela ainda estréia em horário de verão, o que pode ser um golpe fatal nos sonhos de Falabella. "Aviso logo que não vou fazer um Globo Repórter. Em novela, tudo pode existir. Eu faço realismo fantástico", defende-se de antemão o autor, que não teme a excêntrica mistura de personagens com histórias mirabolantes.

A trama começa com um roubo bilionário num cassino chinês pelo marginal chinês Liu, de Jui Huang. Para não deixar rastros, o personagem guarda todas as informações sobre o dinheiro num pen drive e foge para Lisboa.

No aeroporto, conhece os portugueses D. Aurora, de Maria Vieira, e João, de Ricardo Pereira, que estão embarcando para o Brasil. Com isso, Liu decide esconder o pen drive na bolsa da portuguesa. Antes de embarcar, João se apaixona à primeira vista por Lívia, que está de volta ao Brasil.

"Um dia, estava em Lisboa e tive a idéia de falar sobre povos que falam português. Depois, incrementei com um roubo extraordinário", argumenta Falabella. "Vou colocar essa aventura no universo chinês que está presente em detalhes da nossa vida e no universo do autor", observa o diretor Mauro Mendonça Filho.

No Brasil, o mimado Heitor, papel de Fábio Assunção, faz tudo para reatar com sua ex-mulher Lívia, que, apesar de ainda ser apaixonada por ele, tem a consciência de que a relação não dá certo. "Como diz o Falabella, a tesoura não corta esse amor, mas mastiga. É sofrido, doloroso", ressalta Fábio.

Mas a comédia parece falar mais alto que o romantismo. Principalmente no núcleo suburbano da trama, o fictício bairro Parque das Nações. Ele abriga a Panificação Nossa Senhora Desatadora dos Nós, da família portuguesa de Celeste - de Juliana Didone -, e a academia de kung fu Terra do Meio, onde treinam Flor de Lys e Diego - de Bruna Marquezine e Thiago Fragoso.

A comicidade se instala mesmo é no fracassado El Chaparrito, restaurante mexicano de Maralanis e seu marido Edmar, vividos por Leona Cavalli e Ney Latorraca. Enquanto Edmar é seqüestrado pelas Farc, Maralanis, sem nenhum dom artístico, desperdiça o talento musical de seus cozinheiros e insiste em ser a estrela de seus shows. "O humor não vai ser óbvio. Ele está nas situações", valoriza Ney.

Na contramão da comédia, a história também aborda a inseminação artificial através do personagem Diego, de Thiago Fragoso. Filho de Júlia, de Natália do Vale, e neto de Augusta, vivida por Nathália Timberg, no dia da morte de seu pai Ernesto - breve participação de Antônio Fagundes -, ele descobre que seu pai de criação era estéril.

Com isso, parte em busca de seu pai biológico, apoiado pela rancorosa tia Denise, de Luciana Braga. Amargurada com sua vida, Denise é amante de Mauro, vivido por Oscar Magrini. Ele tem uma família com a mulher Joelma, - de Vera Zimmermann -, e a filha Antonella, uma advogada vivida por Fernanda de Freitas.

"Atordoado, meu personagem vai para São Paulo, onde foi feita a inseminação, para tentar achar o pai", adianta Thiago Fragoso.

O humor escrachado de Negócio da China se reflete na escolha da caracterização dos personagens e, principalmente, no figurino de Sônia Soares. Inspirada em longas com temáticas orientais, como O Clã das Adagas Voadoras e O Tigre e o Dragão, a figurinista viajou para a China e para Portugal para pesquisar e comprar tecidos e acessórios para os personagens. As lutadoras de kung fu Flor de Lys, de Bruna Marquezine, por exemplo, é inspirada no visual das personagens de revistas de mangás.

Mas a exuberância está presente mesmo é nos figurinos de Maralanis, de Leona Cavalli, que mistura estampas, tons extravagantes e uma overdose de bordados. "Ela tem uma leve inspiração em Julia Roberts no filme Erin Brockovich, mas com muita sensualidade", define Sônia.

A comicidade transborda ainda mais no visual do que o autor chama de "Sex and The City do subúrbio". As amigas Lausane, Aldira e Lucivone, respectivamente de Josie Antello, Débora Olivieri e Maria Gladys, tiveram todo figurino e caracterização inspirados em filmes, como As Bruxas de Eastwick. As três imitam seus modelos entre si em compras nos camelódromos e numa fictícia grife do subúrbio carioca.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;