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TV perde espaço para mídias sociais

Antonio Cruz/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Especialista crê que atual sistema eleitoral não cativa mais e que pleito de domingo é ‘divisor de águas’


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

14/10/2018 | 07:00


As eleições de 2018 romperam com a forma tradicional de pedir votos. Se por um lado Geraldo Alckmin, presidenciável pelo PSDB, saiu derrotado apesar de contar com maior tempo de televisão, por outro o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), com cerca de dez segundos no horário eleitoral televisivo, atingiu 46,03% dos votos e chegou ao segundo turno na frente.

Para especialista ouvido pelo Diário, bandeiras, adesivos e carreatas já não surtem os mesmos efeitos no eleitor, que não está só cansado dos políticos, mas também da maneira como a política é feita no País.

“Essas eleições serão o divisor de águas. Tudo que será feito de agora em diante levará em conta as redes sociais como um dos principais canais para se comunicar com o eleitor”, afirmou o cientista político Gerson de Moraes, da Universidade Mackenzie.

Para se ter uma ideia, os deputados estaduais e federais campeões de voto não pregaram uma placa sequer em todo o Grande ABC. Janaina Paschoal (PSL) recebeu 2.060.786 votos, sagrando-se a deputada estadual mais votada da história do País. O mesmo fenômeno foi registrado com Eduardo Bolsonaro (PSL), mais bem votado à Câmara Federal por São Paulo, com 1,8 milhão de votos. A dupla saiu como a mais votada em Santo André e em Ribeirão Pires (leia mais abaixo).

Moraes apontou que Bolsonaro e seus filhos já faziam campanha pelas redes sociais há tempos, antes até de os políticos tradicionais começarem a perceber a importância da plataforma. “Antes de mais nada é preciso dizer que Jair Bolsonaro é um fenômeno. Ele conseguiu marco nestas eleições. Por causa dele, os políticos de partidos tradicionais terão que rever a forma de se disputar eleição.”

Para o especialista, Alckmin e o PSDB são os melhores exemplos para ilustrar o que ocorreu neste pleito. Preocupado com o tempo de televisão, o tucano acenou para partidos que fazem parte do ‘Centrão’, que engloba siglas que dizem não ter espectro definido entre a esquerda e a direita. Com a aliança com esses partidos, Alckmin alcançou pouco mais de 40% do tempo de toda propaganda eleitoral que era veiculada na televisão – cinco minutos e 32 segundos dos 12 minutos e 32 segundos. O PT tinha dois minutos e 23 segundos. Mais votado no primeiro turno, o PSL teve apenas oito segundos.

“Mesmo com todo esse tempo, Alckmin amargou o quarto lugar na disputa ao Palácio do Planalto. Ele obteve apenas 4,76% dos votos válidos. Isso é pouco levando em consideração o tempo em que ele estava na televisão”, afirmou Moraes. 

Até a maneira de se fazer alianças está comprometida para o próximo pleito, segundo o professor. “Se algum partido político pensar em fazer parcerias para obter tempo de rádio e televisão, que a situação de Alckmin e do PSDB sirva de exemplo. Independentemente de quem ganhar a eleição presidencial, o PSDB é o maior perdedor desta eleição”, finalizou.



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