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Câmbio estimula exportações em euro



04/05/2008 | 07:03


A desvalorização do dólar está levando os empresários brasileiros que exportam para a União Européia a ampliarem o uso do euro nas transações comerciais.

No primeiro trimestre deste ano, os RE's (Registros de Exportação) na moeda comum do mercado europeu cresceram 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto que em dólar norte-americano a alta foi de apenas 0,01%, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo especialistas, o avanço das operações em euro ocorre pela valorização que a moeda européia apresenta ante o real neste ano, de 6,7%. Já o dólar se desvalorizou 4,8% em relação à moeda brasileira.

"O fato de o euro estar se apreciando mais rápido do que o real sobre o dólar eleva o poder de compra das exportações brasileiras à Europa", afirmou a economista da Tendência Consultoria Integrada Alessandra Ribeiro. "O real está se valorizando sobre o dólar, mas num ritmo inferior ao do euro", explica.

Os empresários estão encontrando ainda no euro uma maior estabilidade nos preços, já que a moeda não apresenta uma tendência de queda, como vem ocorrendo com o dólar.

"Quando se estabelece uma venda em euro, se mexe menos nos preços, pela variação cambial ser menor", destacou Humberto Barbato, diretor-superintendente da Cerâmica Santa Terezinha, que destina 50% de suas exportações à Europa.

"O risco cambial que se tem atualmente em dólares é muito maior do que em euro ou em libra esterlina (moeda inglesa)", completou Barbato. O crescimento dos registros de exportação em libra esterlina, por exemplo, foi de 80,2% nos três primeiros meses do ano.

Mesmo que os contratos em dólares tenham ficado praticamente estagnados no período, a moeda norte-americana mantém a liderança nas negociações com o exterior, com uma participação de 93,35% sobre o montante exportado.

Os RE's em dólares somaram 1,014 milhão entre janeiro e março, enquanto que os registros em euro foram de 83,5 mil.

"A tradição dos exportadores é vender em dólares", ressaltou o vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.

De fato, os exportadores têm poucas opções de negociações, já que as vendas podem ser realizadas, além do euro, dólar e libra esterlina, apenas com as moedas da Dinamarca, Noruega, Suécia, Austrália, Canadá, Suíça e Japão. No primeiro trimestre de 2008, a participação do euro foi de 5,51% sobre as vendas ao exterior, valor superior aos 3,74% registrados no mesmo período de 2006.

"De maneira geral, as empresas que vendem para a União Européia estão preferindo negociar em euro", explicou Castro, acrescentando que o aumento das exportações brasileiras para a Europa no primeiro trimestre decorre principalmente da valorização dos preços das commodities.

Entre janeiro e março, a União Européia foi o principal destino das exportações brasileiras, com 24,9% de participação e aumento de 14,5% sobre o mesmo período do ano passado, para US$ 9,625 bilhões.



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Câmbio estimula exportações em euro


04/05/2008 | 07:03


A desvalorização do dólar está levando os empresários brasileiros que exportam para a União Européia a ampliarem o uso do euro nas transações comerciais.

No primeiro trimestre deste ano, os RE's (Registros de Exportação) na moeda comum do mercado europeu cresceram 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto que em dólar norte-americano a alta foi de apenas 0,01%, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo especialistas, o avanço das operações em euro ocorre pela valorização que a moeda européia apresenta ante o real neste ano, de 6,7%. Já o dólar se desvalorizou 4,8% em relação à moeda brasileira.

"O fato de o euro estar se apreciando mais rápido do que o real sobre o dólar eleva o poder de compra das exportações brasileiras à Europa", afirmou a economista da Tendência Consultoria Integrada Alessandra Ribeiro. "O real está se valorizando sobre o dólar, mas num ritmo inferior ao do euro", explica.

Os empresários estão encontrando ainda no euro uma maior estabilidade nos preços, já que a moeda não apresenta uma tendência de queda, como vem ocorrendo com o dólar.

"Quando se estabelece uma venda em euro, se mexe menos nos preços, pela variação cambial ser menor", destacou Humberto Barbato, diretor-superintendente da Cerâmica Santa Terezinha, que destina 50% de suas exportações à Europa.

"O risco cambial que se tem atualmente em dólares é muito maior do que em euro ou em libra esterlina (moeda inglesa)", completou Barbato. O crescimento dos registros de exportação em libra esterlina, por exemplo, foi de 80,2% nos três primeiros meses do ano.

Mesmo que os contratos em dólares tenham ficado praticamente estagnados no período, a moeda norte-americana mantém a liderança nas negociações com o exterior, com uma participação de 93,35% sobre o montante exportado.

Os RE's em dólares somaram 1,014 milhão entre janeiro e março, enquanto que os registros em euro foram de 83,5 mil.

"A tradição dos exportadores é vender em dólares", ressaltou o vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.

De fato, os exportadores têm poucas opções de negociações, já que as vendas podem ser realizadas, além do euro, dólar e libra esterlina, apenas com as moedas da Dinamarca, Noruega, Suécia, Austrália, Canadá, Suíça e Japão. No primeiro trimestre de 2008, a participação do euro foi de 5,51% sobre as vendas ao exterior, valor superior aos 3,74% registrados no mesmo período de 2006.

"De maneira geral, as empresas que vendem para a União Européia estão preferindo negociar em euro", explicou Castro, acrescentando que o aumento das exportações brasileiras para a Europa no primeiro trimestre decorre principalmente da valorização dos preços das commodities.

Entre janeiro e março, a União Européia foi o principal destino das exportações brasileiras, com 24,9% de participação e aumento de 14,5% sobre o mesmo período do ano passado, para US$ 9,625 bilhões.

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