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Lula reforça campanha em São Paulo, Minas e Bahia



05/07/2010 | 07:01


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)já deu sinais ao comando da campanha da candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), de que poderá concentrar sua agenda em São Paulo, Minas e Bahia na reta final da eleição caso haja um quadro de ascensão da candidata nas pesquisas de intenção de votos nas próximas semanas.

Ciente de que funciona como ímã de votos para a candidata, o presidente articula uma cartada para a reta final do primeiro turno, ainda que os petistas, incluindo o próprio Lula, optem pela cautela em comentários públicos, evitando cogitar a possibilidade de uma disputa fácil contra o tucano José Serra.

Além de os três Estados serem estratégicos sob o ponto de vista eleitoral - juntos, representam 40% do eleitorado, o equivalente a 53 milhões de eleitores -, há ainda razões afetivas que explicam o direcionamento da agenda de Lula.

Diante das incertezas da Justiça Eleitoral sobre o que é permitido e o que é vedado nos palanques eletrônicos, a presença física de Lula nos Estados poderá ser decisiva, preveem coordenadores da campanha petista.

Em São Paulo e na Bahia, os candidatos petistas, Aloizio Mercadante e Jaques Wagner, respectivamente, são companheiros históricos do presidente. São Paulo é ainda o berço petista e Estado onde o presidente consolidou sua trajetória política.

Os petistas lembram, por exemplo, o tom emocionado do discurso de Lula no comício do 1º de Maio em São Bernardo, quando chegou a chorar ao se "despedir" dos trabalhadores da região.

No caso de Wagner, petistas o citam, hoje, como um dos amigos mais próximos do presidente Lula. Além disso, o governador da Bahia é um dos poucos petistas com chance concreta de ser reeleito.

A Bahia teria, também, o simbolismo de ser a porta de entrada de Dilma no Nordeste, região onde aglutina o maior porcentual de votos.

Em Minas, o presidente acredita que seu empenho poderia garantir a ida do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) ao segundo turno da corrida estadual, o que abriria, segundo dirigentes do PT, a possibilidade de vitória contra Antonio Anastasia (PSDB), afilhado político do ex-governador Aécio Neves.

Dilma pretende investir no social

A candidata petista Dilma Rousseff pretende dar ênfase à manutenção e ampliação dos programas sociais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o Bolsa-Família, no esboço de programa de governo que entrega hoje do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) juntamente com o pedido de registro de sua candidatura.

As propostas de Dilma a serem entregues ao TSE são cópia fiel de tudo o que ela e o presidente vêm falando a respeito de um eventual governo da petista. Desde a continuidade de todos os programas adotados por Lula em todos os setores, até a criação de novos, destinados a complementar os atuais, principalmente "para erradicar a miséria" na década que se inicia.

Dilma dividiu seu esboço de proposta de governo em oito temas. O primeiro é o que o governo de Lula mais
valoriza, os programas sociais, que de acordo com Dilma já tiraram 24 milhões de pessoas da pobreza só nos últimos sete anos e meio.

A petista propõe ainda priorizar a qualidade da educação, melhorando o salário dos professores e aumentando o número de bolsas de estudo para que os alunos sejam mantidos nas escolas, além de aulas informatizadas com acesso à banda larga.

É sabido por todos que o sistema de saúde pública do Brasil é ruim. A candidata não tem proposta para melhorá-lo. A ex-chefe da Casa Civil promete apenas aprimorar "a eficácia do sistema", garantindo mais recursos para o SUS, reforçando as redes de atenção à saúde e unificando as ações entre os diferentes níveis de governo.

Também é anunciada uma reforma urbana, com a participação dos governos federal, estaduais e municipais, de forma a beneficiar prioritariamente os mais pobres, além de universalizar o saneamento.

A candidata do PT propõe ainda implementar transporte seguro, barato e eficiente. E reforçar os programas de segurança pública.

Quanto ao respeito ao meio ambiente, a petista Dilma assegura que vai trabalhar para reduzir o desmatamento e impulsionar a matriz energética mais limpa do mundo, mantendo a vanguarda nacional na produção de biocombustíveis.

Para Serra, droga é caso de saúde

O programa do candidato à presidência José Serra (PSDB) propõe como foco do combate às drogas uma política de saúde pública - e não de segurança. A Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), subordinada ao gabinete de Segurança Institucional da Presidência, seria transferida para o Ministério da Saúde.

A ideia é aproveitar a capilaridade da infraestrutura da pasta no tratamento de viciados, em especial, na luta contra o crack. Ações de prevenção seriam municipalizadas, com orientação e repasse de verbas federais e envolvimento da pasta da Educação e Assistência Social.

Isso representa uma mudança significativa em relação à política de segurança em São Paulo, nas gestões tucanas, voltada a presídios e repressão policial.

No plano de Serra, o combate ao narcotráfico se concentra nas fronteiras, portos e aeroportos, com a criação de uma polícia nacional fardada para fazer o patrulhamento preventivo. A proposta é aumentar o controle sobre a entrada de carga no Brasil, inclusive armas e pirataria, e envolver o Itamaraty na negociação com países vizinhos.

A polícia federal focaria esforços em inteligência. A coordenação das polícias, de prevenção e tratamento seria do Ministério da Segurança Pública, bandeira de Serra. O objetivo do órgão seria articular as políticas para a área, nos Estados, em torno de diretriz nacional.

TRÂNSITO - São quatro frentes: drogas, política penitenciária, segurança nacional e trânsito. A lógica de passar o trânsito, a cargo do Ministério das Cidades, para a pasta da segurança é a mesma das drogas: focar em prevenção e tratamento.

"O Brasil é o país que mais mata no mundo, campeão de homicídios, muito ligados ao narcotráfico, e acidentes de trânsito", diz o coronel José Vicente, da Silva, Secretário Nacional de Segurança do governo FHC, que colabora com o plano de governo tucano.

A definição do programa foi acelerada nos últimos dias, devido à nova resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que obriga os partidos a apresentarem, no ato de registro das candidaturas, o programa dos candidatos ou pelo menos um resumo das propostas.



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Lula reforça campanha em São Paulo, Minas e Bahia


05/07/2010 | 07:01


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)já deu sinais ao comando da campanha da candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), de que poderá concentrar sua agenda em São Paulo, Minas e Bahia na reta final da eleição caso haja um quadro de ascensão da candidata nas pesquisas de intenção de votos nas próximas semanas.

Ciente de que funciona como ímã de votos para a candidata, o presidente articula uma cartada para a reta final do primeiro turno, ainda que os petistas, incluindo o próprio Lula, optem pela cautela em comentários públicos, evitando cogitar a possibilidade de uma disputa fácil contra o tucano José Serra.

Além de os três Estados serem estratégicos sob o ponto de vista eleitoral - juntos, representam 40% do eleitorado, o equivalente a 53 milhões de eleitores -, há ainda razões afetivas que explicam o direcionamento da agenda de Lula.

Diante das incertezas da Justiça Eleitoral sobre o que é permitido e o que é vedado nos palanques eletrônicos, a presença física de Lula nos Estados poderá ser decisiva, preveem coordenadores da campanha petista.

Em São Paulo e na Bahia, os candidatos petistas, Aloizio Mercadante e Jaques Wagner, respectivamente, são companheiros históricos do presidente. São Paulo é ainda o berço petista e Estado onde o presidente consolidou sua trajetória política.

Os petistas lembram, por exemplo, o tom emocionado do discurso de Lula no comício do 1º de Maio em São Bernardo, quando chegou a chorar ao se "despedir" dos trabalhadores da região.

No caso de Wagner, petistas o citam, hoje, como um dos amigos mais próximos do presidente Lula. Além disso, o governador da Bahia é um dos poucos petistas com chance concreta de ser reeleito.

A Bahia teria, também, o simbolismo de ser a porta de entrada de Dilma no Nordeste, região onde aglutina o maior porcentual de votos.

Em Minas, o presidente acredita que seu empenho poderia garantir a ida do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) ao segundo turno da corrida estadual, o que abriria, segundo dirigentes do PT, a possibilidade de vitória contra Antonio Anastasia (PSDB), afilhado político do ex-governador Aécio Neves.

Dilma pretende investir no social

A candidata petista Dilma Rousseff pretende dar ênfase à manutenção e ampliação dos programas sociais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o Bolsa-Família, no esboço de programa de governo que entrega hoje do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) juntamente com o pedido de registro de sua candidatura.

As propostas de Dilma a serem entregues ao TSE são cópia fiel de tudo o que ela e o presidente vêm falando a respeito de um eventual governo da petista. Desde a continuidade de todos os programas adotados por Lula em todos os setores, até a criação de novos, destinados a complementar os atuais, principalmente "para erradicar a miséria" na década que se inicia.

Dilma dividiu seu esboço de proposta de governo em oito temas. O primeiro é o que o governo de Lula mais
valoriza, os programas sociais, que de acordo com Dilma já tiraram 24 milhões de pessoas da pobreza só nos últimos sete anos e meio.

A petista propõe ainda priorizar a qualidade da educação, melhorando o salário dos professores e aumentando o número de bolsas de estudo para que os alunos sejam mantidos nas escolas, além de aulas informatizadas com acesso à banda larga.

É sabido por todos que o sistema de saúde pública do Brasil é ruim. A candidata não tem proposta para melhorá-lo. A ex-chefe da Casa Civil promete apenas aprimorar "a eficácia do sistema", garantindo mais recursos para o SUS, reforçando as redes de atenção à saúde e unificando as ações entre os diferentes níveis de governo.

Também é anunciada uma reforma urbana, com a participação dos governos federal, estaduais e municipais, de forma a beneficiar prioritariamente os mais pobres, além de universalizar o saneamento.

A candidata do PT propõe ainda implementar transporte seguro, barato e eficiente. E reforçar os programas de segurança pública.

Quanto ao respeito ao meio ambiente, a petista Dilma assegura que vai trabalhar para reduzir o desmatamento e impulsionar a matriz energética mais limpa do mundo, mantendo a vanguarda nacional na produção de biocombustíveis.

Para Serra, droga é caso de saúde

O programa do candidato à presidência José Serra (PSDB) propõe como foco do combate às drogas uma política de saúde pública - e não de segurança. A Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), subordinada ao gabinete de Segurança Institucional da Presidência, seria transferida para o Ministério da Saúde.

A ideia é aproveitar a capilaridade da infraestrutura da pasta no tratamento de viciados, em especial, na luta contra o crack. Ações de prevenção seriam municipalizadas, com orientação e repasse de verbas federais e envolvimento da pasta da Educação e Assistência Social.

Isso representa uma mudança significativa em relação à política de segurança em São Paulo, nas gestões tucanas, voltada a presídios e repressão policial.

No plano de Serra, o combate ao narcotráfico se concentra nas fronteiras, portos e aeroportos, com a criação de uma polícia nacional fardada para fazer o patrulhamento preventivo. A proposta é aumentar o controle sobre a entrada de carga no Brasil, inclusive armas e pirataria, e envolver o Itamaraty na negociação com países vizinhos.

A polícia federal focaria esforços em inteligência. A coordenação das polícias, de prevenção e tratamento seria do Ministério da Segurança Pública, bandeira de Serra. O objetivo do órgão seria articular as políticas para a área, nos Estados, em torno de diretriz nacional.

TRÂNSITO - São quatro frentes: drogas, política penitenciária, segurança nacional e trânsito. A lógica de passar o trânsito, a cargo do Ministério das Cidades, para a pasta da segurança é a mesma das drogas: focar em prevenção e tratamento.

"O Brasil é o país que mais mata no mundo, campeão de homicídios, muito ligados ao narcotráfico, e acidentes de trânsito", diz o coronel José Vicente, da Silva, Secretário Nacional de Segurança do governo FHC, que colabora com o plano de governo tucano.

A definição do programa foi acelerada nos últimos dias, devido à nova resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que obriga os partidos a apresentarem, no ato de registro das candidaturas, o programa dos candidatos ou pelo menos um resumo das propostas.

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