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Mesmo irritado, Belluzzo admite ter exagerado nas críticas a árbitro

Presidente do Palmeiras culpa imprensa pela punição de
nove meses no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva



19/11/2009 | 07:00


Luiz Gonzaga Belluzzo não mede as palavras. Ao contrário de seu antecessor, Affonso Della Monica, o atual presidente do Palmeiras é mais enérgico e polêmico. As recentes reclamações contra o árbitro Carlos Eugênio Simon, que anulou um gol legítimo de Obina contra o Fluminense (derrota por 1 a 0), e as insinuações contra o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) lhe renderam uma punição de nove meses. Neste período, ele está proibido de comandar o clube, mas já avisou que vai recorrer da decisão.

A pena que recebeu poderia ter chegado a seis anos. "Eu acho que merecia ser punido, pois falei algo pesado", reconheceu Belluzzo. Ele, porém, não vai se esquivar quando achar que o Palmeiras for prejudicado em campo. "Ele (Simon) cometeu um erro óbvio e eu só falei contra certo tipo de atitude", explicou o presidente do Palmeiras. "Aí a imprensa vem e faz nheco nheco", disse, inconformado com a atitude de alguns. "As pessoas se portam como devem se portar. A imprensa agiu com o cinismo habitual. Conheço essa tigrada de muitos anos. Eram a favor da democracia e fizeram a ditadura."

Belluzzo não compareceu ao seu julgamento no STJD, na terça-feira, no Rio. Como dá aulas em São Paulo, também não foi ao Estádio Olímpico ver o jogo contra o Grêmio, na noite de ontem pela 36ª rodada do Brasileirão.

Assim, horas antes da decisiva partida em Porto Alegre, o presidente do Palmeiras disse não estar ligando para a punição que recebera: "Não estou preocupado com isso, apenas quero o time jogando bem."

Belluzzo ainda não completou um ano de mandato. Tem mais 13 meses pela frente. A oposição, indignada com o atual balanço financeiro palmeirense (dizem que o déficit da temporada chegará aos R$ 25 milhões), já planeja um impeachment contra o presidente. Ele, no entanto, nem pensa em deixar o cargo.

Torcedor declarado e apaixonado, Belluzzo encontrou na presidência (anteriormente, era diretor de planejamento) um ambiente que não esperava. E não gosta de usar a palavra "decepcionado" para falar dos últimos meses.



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Mesmo irritado, Belluzzo admite ter exagerado nas críticas a árbitro

Presidente do Palmeiras culpa imprensa pela punição de
nove meses no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva


19/11/2009 | 07:00


Luiz Gonzaga Belluzzo não mede as palavras. Ao contrário de seu antecessor, Affonso Della Monica, o atual presidente do Palmeiras é mais enérgico e polêmico. As recentes reclamações contra o árbitro Carlos Eugênio Simon, que anulou um gol legítimo de Obina contra o Fluminense (derrota por 1 a 0), e as insinuações contra o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) lhe renderam uma punição de nove meses. Neste período, ele está proibido de comandar o clube, mas já avisou que vai recorrer da decisão.

A pena que recebeu poderia ter chegado a seis anos. "Eu acho que merecia ser punido, pois falei algo pesado", reconheceu Belluzzo. Ele, porém, não vai se esquivar quando achar que o Palmeiras for prejudicado em campo. "Ele (Simon) cometeu um erro óbvio e eu só falei contra certo tipo de atitude", explicou o presidente do Palmeiras. "Aí a imprensa vem e faz nheco nheco", disse, inconformado com a atitude de alguns. "As pessoas se portam como devem se portar. A imprensa agiu com o cinismo habitual. Conheço essa tigrada de muitos anos. Eram a favor da democracia e fizeram a ditadura."

Belluzzo não compareceu ao seu julgamento no STJD, na terça-feira, no Rio. Como dá aulas em São Paulo, também não foi ao Estádio Olímpico ver o jogo contra o Grêmio, na noite de ontem pela 36ª rodada do Brasileirão.

Assim, horas antes da decisiva partida em Porto Alegre, o presidente do Palmeiras disse não estar ligando para a punição que recebera: "Não estou preocupado com isso, apenas quero o time jogando bem."

Belluzzo ainda não completou um ano de mandato. Tem mais 13 meses pela frente. A oposição, indignada com o atual balanço financeiro palmeirense (dizem que o déficit da temporada chegará aos R$ 25 milhões), já planeja um impeachment contra o presidente. Ele, no entanto, nem pensa em deixar o cargo.

Torcedor declarado e apaixonado, Belluzzo encontrou na presidência (anteriormente, era diretor de planejamento) um ambiente que não esperava. E não gosta de usar a palavra "decepcionado" para falar dos últimos meses.

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