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Camelôs protestam na 25 de Março

Vendedores tentam voltar à rua e entram em confronto com a polícia



09/05/2009 | 07:00


Pelo segundo dia, cerca de 150 ambulantes irregulares promoveram manifestação na Rua 25 de Março, no Centro da Capital. Eles são contra o veto, por cem dias, aos camelôs na principal via do comércio popular da cidade, para que sejam feitos a limpeza e drenagem de bueiros e o conserto das calçadas. O protesto de ontem, no entanto, foi mais tenso do que o realizado no dia anterior. Manifestantes destruíram caixotes de madeira e estruturas de barracas dos camelôs que não quiseram participar da passeata. Algumas lojas fecharam as portas, e o ato terminou com três detidos.

A passeata começou às 9h30 na esquina da Rua 25 de Março com a Ladeira Porto Geral, e acabou às 13h30, sempre acompanhada pela Polícia Militar. "Camelô na rua, Kassab a culpa é sua", gritavam os manifestantes, enquanto caminhavam empunhando bandeiras e cartazes e faziam barulho com apitos.

O protesto seguia pacífico até o momento em que os manifestantes entraram na Rua Comendador Afonso Kherlakian. Eles quebraram estruturas de ambulantes que não participaram da manifestação. Houve discussão entre os camelôs. "Se não estão com nós, estão contra nós", justificavam os que estavam no protesto. Um morador de rua atirou um coco em uma viatura da Polícia Militar e foi atingido por gás de pimenta e dominado.

Logo depois, o protesto voltou à 25 de Março e, em seguida, o grupo foi para a sede da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá. Eles queriam ser recebidos por uma comissão, mas não foram atendidos. "Kassab, atente o pedido de um pai desesperado. Não somos bandidos. Recebe a gente", insistiu o camelô Luciano da Silva, 32 anos. Na tentativa de serem ouvidos, eles seguiram para a Câmara Municipal, no Viaduto Jacareí, mas não foram recebidos.

O protesto, então, voltou novamente para região da 25 de Março. Quando o grupo descia a Ladeira Porto Geral, houve mais quebra-quebra de pertences de vendedores ambulantes que não participaram do ato. A mando dos manifestantes, os lojistas fecharam as portas. Com medo, consumidores tentavam se proteger. "Nunca tinha visto algo parecido", contou a cliente Maria da Silva, de 22 anos.

Quando chegou à 25 de Março, o grupo encontrou a via isolada por 15 policiais. Após uma hora de conversa com policiais militares, os ambulantes entraram na rua por uma via paralela e tentaram fazer com que os lojistas fechassem as portas. Diante da negativa, o grupo partiu para cima dos camelôs que não participaram do ato e houve tumulto. A Polícia Militar conseguiu dispersar os vendedores ambulantes após deter três deles.



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