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Música digital na crista da onda

Novo serviço agita mercado ao dispor acervo de 3,6 milhões de músicas e movimentou R$ 43,5 milhões


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

29/04/2009 | 07:00


O comércio de música digital no País, que, segundo a ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) movimentou R$ 43,5 milhões em 2008 - o que representa 12% do mercado fonográfico - ganhou impulso inédito e que deve servir de inspiração para outras empreitadas. Selos independentes, majors e editoras musicais selaram acordo com empresa de telefonia para comercialização de serviço que permite ao usuário fazer downloads gratuitos de um acervo de 3,6 milhões de canções no período de um ano, utilizando o aparelho celular ou computador. Mas para isso, será necessário comprar o telefone específico.

O catálogo está dividido em 18 gêneros, do metal ao gospel, e inclui álbuns clássicos de artistas tão diversos quanto Carmen Miranda, Sepultura, Paulinho da Viola e Ramones.

O Brasil será o primeiro país nas Américas a adotar o sistema, já promovido em nações como Inglaterra, Suécia e Itália.

Conforme a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, em 2008, a venda de músicas digitais cresceu 25% mundialmente, em relação ao ano anterior. Apesar disso, 95% dos downloads feitos na rede não respeitam direitos autorais.

"Os downloads ilegais dominaram a indústria fonográfica e nossa proposta deixa todo mundo feliz, porque as gravadoras serão remuneradas, os compositores receberão seus direitos e entregaremos bom produto ao consumidor", afirma o presidente de empresa de telefonia Almir Narcizo.

O executivo acredita que o aparelho celular é atualmente a principal ferramenta da música digital no Brasil e que a popularização do produto nas classes C e D resultará em diminuição da pirataria. Em 2008, 78% dos downloads legais foram realizados por operadoras de telefonia.

"Fizemos uma pesquisa e constatamos que o público consumidor é formado principalmente por pessoas de 18 a 35 anos que não querem pagar por música."

APOIOS - Entre os defensores da iniciativa está o diretor de novos negócios da Sony Cláudio Vargas. "Somos favoráveis a qualquer proposta de consumo legal porque é a única forma de os artistas receberem. Os fãs poderão baixar nossos principais contratados, como as duplas Victor & Léo, Bruno & Marrone, Vanessa da Mata e Britney Spears".

O gerente de novas mídias da Deckdisc Fábio Silveira também ressalta o potencial do empreendimento. "Desde 2007, investimos muito em música digital, que representa 30% do nosso faturamento. Talvez esse seja o primeiro programa que leva em conta a ótica do consumidor. É simples e os usuários precisarão de poucos toques para baixar as músicas, não deverão mais fazer ginásticas".

OUTRAS INICIATIVAS - Quem consome música digital de maneira legal pode contar com outros sites e serviços. No ano passado, a gravadora Trama lançou discos da banda de rock Macaco Bong e dos cantores Tom Zé e Ed Motta pelo programa ÁlbumVirtual (www.albumvirtual.trama.uol.com.br). Patrocinado pela iniciativa privada, o site permite que o internauta faça o download gratuito do CD. Há outros portais de músicas na internet, em que as canções são vendidas a R$ 1,99, em média.



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Música digital na crista da onda

Novo serviço agita mercado ao dispor acervo de 3,6 milhões de músicas e movimentou R$ 43,5 milhões

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

29/04/2009 | 07:00


O comércio de música digital no País, que, segundo a ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) movimentou R$ 43,5 milhões em 2008 - o que representa 12% do mercado fonográfico - ganhou impulso inédito e que deve servir de inspiração para outras empreitadas. Selos independentes, majors e editoras musicais selaram acordo com empresa de telefonia para comercialização de serviço que permite ao usuário fazer downloads gratuitos de um acervo de 3,6 milhões de canções no período de um ano, utilizando o aparelho celular ou computador. Mas para isso, será necessário comprar o telefone específico.

O catálogo está dividido em 18 gêneros, do metal ao gospel, e inclui álbuns clássicos de artistas tão diversos quanto Carmen Miranda, Sepultura, Paulinho da Viola e Ramones.

O Brasil será o primeiro país nas Américas a adotar o sistema, já promovido em nações como Inglaterra, Suécia e Itália.

Conforme a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, em 2008, a venda de músicas digitais cresceu 25% mundialmente, em relação ao ano anterior. Apesar disso, 95% dos downloads feitos na rede não respeitam direitos autorais.

"Os downloads ilegais dominaram a indústria fonográfica e nossa proposta deixa todo mundo feliz, porque as gravadoras serão remuneradas, os compositores receberão seus direitos e entregaremos bom produto ao consumidor", afirma o presidente de empresa de telefonia Almir Narcizo.

O executivo acredita que o aparelho celular é atualmente a principal ferramenta da música digital no Brasil e que a popularização do produto nas classes C e D resultará em diminuição da pirataria. Em 2008, 78% dos downloads legais foram realizados por operadoras de telefonia.

"Fizemos uma pesquisa e constatamos que o público consumidor é formado principalmente por pessoas de 18 a 35 anos que não querem pagar por música."

APOIOS - Entre os defensores da iniciativa está o diretor de novos negócios da Sony Cláudio Vargas. "Somos favoráveis a qualquer proposta de consumo legal porque é a única forma de os artistas receberem. Os fãs poderão baixar nossos principais contratados, como as duplas Victor & Léo, Bruno & Marrone, Vanessa da Mata e Britney Spears".

O gerente de novas mídias da Deckdisc Fábio Silveira também ressalta o potencial do empreendimento. "Desde 2007, investimos muito em música digital, que representa 30% do nosso faturamento. Talvez esse seja o primeiro programa que leva em conta a ótica do consumidor. É simples e os usuários precisarão de poucos toques para baixar as músicas, não deverão mais fazer ginásticas".

OUTRAS INICIATIVAS - Quem consome música digital de maneira legal pode contar com outros sites e serviços. No ano passado, a gravadora Trama lançou discos da banda de rock Macaco Bong e dos cantores Tom Zé e Ed Motta pelo programa ÁlbumVirtual (www.albumvirtual.trama.uol.com.br). Patrocinado pela iniciativa privada, o site permite que o internauta faça o download gratuito do CD. Há outros portais de músicas na internet, em que as canções são vendidas a R$ 1,99, em média.

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