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Grandes varejistas seguram juros



28/11/2008 | 07:00


As redes de varejo que possuem parcerias com instituições financeiras têm conseguido oferecer condições de financiamento similares às existentes no período pré-crise para manter as vendas aquecidas.

Com acesso a recursos, essas varejistas puderam manter os prazos de parcelamentos e em muitos casos as taxas de juros, mesmo sacrificando as margens.

"Estamos mantendo os mesmos prazos de financiamento e taxas para todos nossos produtos", afirmou na semana passada o diretor-executivo da Casas Bahia, Michel Klein.

A maior rede varejista de eletroeletrônicos do País oferece financiamento por cartão administrado pelo Bradesco. "Nessa hora você tem que sacrificar as margens", diz o diretor-gerente do Bradesco, Paulo Isola, referindo-se a um dos seus principais parceiros.

Nos últimos 12 meses, a base de clientes com cartões das Casas Bahia aumentou em um milhão de usuários, atingindo 5 milhões de unidades . A participação do cartão sobre as vendas é de 50%. Com esse plástico, é possível parcelar as compras em até seis vezes sem juros. Entre sete e 11 parcelas, a taxa é de 1,08% ao mês e de 12 vezes a 24 vezes, de 3,24% ao mês, juros já praticados no início do segundo semestre.

O diretor-geral da Bradesco Cartões, Marcelo Noronha, explica que a instituição observa o risco de crédito dessas operações. "Fazemos isso de maneira recorrente e o Brasil evoluiu muito nessa área. Esses fatores levam a crer que o crédito ao consumo em um prazo de até 24 meses será pouco afetado".

Além de Casas Bahia, a instituição financeira possui parcerias com as redes Comper, Carone, Dois Irmãos, G. Barbosa, Coop, LeaderCard, Luigi Bertolli, Drogasil, O Boticário e Colombo, entre outras.

Conforme Noronha, em algumas operações houve uma elevação marginal da taxa de juros. "Um inibidor de crescimento da taxa de juros é a própria concorrência, que não efetuou elevações expressivas".

Na concorrência, os parcelamentos sem juros chegam a 15 vezes. Esse é o caso do Extra, do Grupo Pão de Açúcar, que ofereceu essas condições em novembro para produtos comprados com o cartão da rede, emitido em parceria com a Taií, financeira do Itaú. Já o Carrefour manteve o parcelamento em 12 vezes sem juros no departamento de eletroeletrônicos no plástico próprio, em que 40% da administração do produto pertence à Cetelem, financeira da BNB Paribas.



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Grandes varejistas seguram juros


28/11/2008 | 07:00


As redes de varejo que possuem parcerias com instituições financeiras têm conseguido oferecer condições de financiamento similares às existentes no período pré-crise para manter as vendas aquecidas.

Com acesso a recursos, essas varejistas puderam manter os prazos de parcelamentos e em muitos casos as taxas de juros, mesmo sacrificando as margens.

"Estamos mantendo os mesmos prazos de financiamento e taxas para todos nossos produtos", afirmou na semana passada o diretor-executivo da Casas Bahia, Michel Klein.

A maior rede varejista de eletroeletrônicos do País oferece financiamento por cartão administrado pelo Bradesco. "Nessa hora você tem que sacrificar as margens", diz o diretor-gerente do Bradesco, Paulo Isola, referindo-se a um dos seus principais parceiros.

Nos últimos 12 meses, a base de clientes com cartões das Casas Bahia aumentou em um milhão de usuários, atingindo 5 milhões de unidades . A participação do cartão sobre as vendas é de 50%. Com esse plástico, é possível parcelar as compras em até seis vezes sem juros. Entre sete e 11 parcelas, a taxa é de 1,08% ao mês e de 12 vezes a 24 vezes, de 3,24% ao mês, juros já praticados no início do segundo semestre.

O diretor-geral da Bradesco Cartões, Marcelo Noronha, explica que a instituição observa o risco de crédito dessas operações. "Fazemos isso de maneira recorrente e o Brasil evoluiu muito nessa área. Esses fatores levam a crer que o crédito ao consumo em um prazo de até 24 meses será pouco afetado".

Além de Casas Bahia, a instituição financeira possui parcerias com as redes Comper, Carone, Dois Irmãos, G. Barbosa, Coop, LeaderCard, Luigi Bertolli, Drogasil, O Boticário e Colombo, entre outras.

Conforme Noronha, em algumas operações houve uma elevação marginal da taxa de juros. "Um inibidor de crescimento da taxa de juros é a própria concorrência, que não efetuou elevações expressivas".

Na concorrência, os parcelamentos sem juros chegam a 15 vezes. Esse é o caso do Extra, do Grupo Pão de Açúcar, que ofereceu essas condições em novembro para produtos comprados com o cartão da rede, emitido em parceria com a Taií, financeira do Itaú. Já o Carrefour manteve o parcelamento em 12 vezes sem juros no departamento de eletroeletrônicos no plástico próprio, em que 40% da administração do produto pertence à Cetelem, financeira da BNB Paribas.

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