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Pessoas têm de complementar renda para manter nível de vida


Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

13/11/2008 | 07:00


Mesmo com o crescimento da renda dos mais pobres nos últimos anos, muitas pessoas não conseguem pagar todas as contas apenas com o salário. Por isso, muitos acabam completando a remuneração mensal com recursos de aluguéis e investimentos.

É o que acontece com a professora aposentada Carmem Rosa Loteto Muhalbaüer, 71 anos, de São Caetano. Ela afirma que com a aposentadoria apenas não conseguiria pagar o plano de saúde, cuja cobrança mensal é de R$ 850. Segundo ela, por insistência do marido, eles investiram há muitos anos em imóveis nas cidades do Grande ABC. "Hoje, com o aluguel das sete casas que temos, consigo pagar meu convênio. Aliás, metade do dinheiro vai para o plano de saúde", afirma Carmem.

Segundo Moisés Pais dos Santos, economista da Prefeitura de Santo André, é comum as pessoas usarem rendas mistas para se manterem. "O salário cresceu, mas não consegue acompanhar a alta de juros - em educação e saúde, por exemplo - por ser muito superior", explica.

Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgados anteriormente, mostram que os gastos com juros são muito maiores do que os gastos com outras despesas, como educação, saúde e os próprios investimentos. Entre 2000 e 2007, as despesas com juros somaram US$ 1,26 trilhão, enquanto a saúde consumiu R$ 310 bilhões e a educação, R$ 149 bilhões. No caso dos investimentos, eles totalizaram R$ 93 bilhões entre 2000 e 2007, diz o Ipea.

RENDA NACIONAL - Segundo o estudo do Ipea divulgado ontem, entre 1996 e 2001, a renda nacional cresceu, em média, somente 1,9% ao ano, fruto, em grande parte, de ações adotadas para enfrentar as crises financeiras da época, adicionadas à desvalorização do real e à contenção das importações.

De 2005 a 2007, a renda nacional aumentou 4,2% como média anual, estimulada pelo crescimento do mercado interno e das exportações. Ainda segundo o estudo, nesse período, o peso do rendimento do trabalho em relação à renda nacional voltou a se recuperar, sem atingir, contudo, a mesma situação já constatada em 1990 (53,4%). Em compensação, a parcela da renda da propriedade e mista, no total, caiu de 53,6%, em 2004 para 51,1% em 2007, como estimativa.



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Pessoas têm de complementar renda para manter nível de vida

Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

13/11/2008 | 07:00


Mesmo com o crescimento da renda dos mais pobres nos últimos anos, muitas pessoas não conseguem pagar todas as contas apenas com o salário. Por isso, muitos acabam completando a remuneração mensal com recursos de aluguéis e investimentos.

É o que acontece com a professora aposentada Carmem Rosa Loteto Muhalbaüer, 71 anos, de São Caetano. Ela afirma que com a aposentadoria apenas não conseguiria pagar o plano de saúde, cuja cobrança mensal é de R$ 850. Segundo ela, por insistência do marido, eles investiram há muitos anos em imóveis nas cidades do Grande ABC. "Hoje, com o aluguel das sete casas que temos, consigo pagar meu convênio. Aliás, metade do dinheiro vai para o plano de saúde", afirma Carmem.

Segundo Moisés Pais dos Santos, economista da Prefeitura de Santo André, é comum as pessoas usarem rendas mistas para se manterem. "O salário cresceu, mas não consegue acompanhar a alta de juros - em educação e saúde, por exemplo - por ser muito superior", explica.

Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgados anteriormente, mostram que os gastos com juros são muito maiores do que os gastos com outras despesas, como educação, saúde e os próprios investimentos. Entre 2000 e 2007, as despesas com juros somaram US$ 1,26 trilhão, enquanto a saúde consumiu R$ 310 bilhões e a educação, R$ 149 bilhões. No caso dos investimentos, eles totalizaram R$ 93 bilhões entre 2000 e 2007, diz o Ipea.

RENDA NACIONAL - Segundo o estudo do Ipea divulgado ontem, entre 1996 e 2001, a renda nacional cresceu, em média, somente 1,9% ao ano, fruto, em grande parte, de ações adotadas para enfrentar as crises financeiras da época, adicionadas à desvalorização do real e à contenção das importações.

De 2005 a 2007, a renda nacional aumentou 4,2% como média anual, estimulada pelo crescimento do mercado interno e das exportações. Ainda segundo o estudo, nesse período, o peso do rendimento do trabalho em relação à renda nacional voltou a se recuperar, sem atingir, contudo, a mesma situação já constatada em 1990 (53,4%). Em compensação, a parcela da renda da propriedade e mista, no total, caiu de 53,6%, em 2004 para 51,1% em 2007, como estimativa.

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