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Setor químico descarta demissões


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

13/11/2008 | 07:00


As indústrias petroquímica e química para fins industriais, com forte presença no Grande ABC, não devem escapar da crise financeira internacional. Os efeitos devem atingir o setor no primeiro trimestre do próximo ano.

No entanto, não haverá demissões, prevê Nelson Pereira dos Reis, presidente do Sinproquim (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo) e do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

"A economia regional sentirá os reflexos da crise, já que temos níveis de estoques altos e produtos importados chegando", explica Reis, completando: " Como boa parte da produção vai para a indústria automobilística, também fortemente presente no Grande ABC, dependemos do desempenho do setor, cujo maior problema é a exportação".

O presidente do Sinproquim refere-se à indústria transformadora de plástico, que gera todas as peças, componentes e acessórios dos veículos.

No entanto, Reis afirma que não haverá demissões. O que deve acontecer é uma desaceleração da produção.

"As empresas farão um esforço, assim como as montadoras estão fazendo, para não demitir ninguém. No máximo, caso seja necessário, podem dar férias coletivas. Afinal, houve um custo para treinar e qualificar os profissionais do segmento".

CENÁRIO
Com o aporte de R$ 4 bilhões para ajudar fabricantes do setor automobilístico anunciado anteontem pelo governo estadual, oferecido por intermédio do banco Nossa Caixa, o cenário para ambas as indústrias pode melhorar.

Havendo maior oferta de crédito para financiamento de veículos oferecido pelos bancos das montadoras, o mercado pode ser aquecido novamente e, com ele, as produções química e petroquímica.

Segundo o empresário, o desempenho doméstico depende bastante da questão internacional.

"O câmbio de hoje seria favorável para reduzir as importações de produtos químicos, mas o problema é a queda dos preços no mercado externo. Estão fazendo uma liquidação, portanto, o produto de fora continua entrando no País, desfavorecendo a produção local", afirma o presidente da entidade.

Diante da situação, Reis relata que acabou de firmar diversas ações com o governo, entre elas a reforma tributária, cujo objetivo será acabar com os incentivos desleais de competitividade do setor.

Outro ponto, é a questão regulatória ambiental. Com as regras mais flexibilizadas, é possível que as indústrias expandam suas atividades no Estado.

Considerando o desempenho do segmento entre janeiro e setembro deste ano, o presidente do Sinproquim afirma ter notado um consumo aparente em torno de 10%. Portanto, por mais que agora se tenha uma situação de prejuízo, o setor deve encerrar 2008 com um balanço positivo. Enquanto isso, as indústrias petroquímica e de produtos químicos para fins industriais devem ter cautela e se preparar para o início do próximo ano, conclui Reis.

PRODUTO - Após analisar as condições para o setor em meio à crise, Nelson Pereira dos Reis divulgou o lançamento da Feira Internacional para a Indústria Química e Petroquímica, a ser realizada daqui a um ano, ou seja, em novembro de 2009.

O evento, que terá o apoio do Sinproquim e da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), será uma oportunidade de exposição e fornecimento dos equipamentos e materiais mais modernos dos setores químico e petroquímico.

"Muitos fabricantes viajam para o Exterior em busca de novidades. Agora, mesmo os pequenos e médios empresários, que têm menor acesso às inovações tecnológicas, poderão alavancar negócios com empresas internacionais", finaliza.



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Setor químico descarta demissões

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

13/11/2008 | 07:00


As indústrias petroquímica e química para fins industriais, com forte presença no Grande ABC, não devem escapar da crise financeira internacional. Os efeitos devem atingir o setor no primeiro trimestre do próximo ano.

No entanto, não haverá demissões, prevê Nelson Pereira dos Reis, presidente do Sinproquim (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo) e do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

"A economia regional sentirá os reflexos da crise, já que temos níveis de estoques altos e produtos importados chegando", explica Reis, completando: " Como boa parte da produção vai para a indústria automobilística, também fortemente presente no Grande ABC, dependemos do desempenho do setor, cujo maior problema é a exportação".

O presidente do Sinproquim refere-se à indústria transformadora de plástico, que gera todas as peças, componentes e acessórios dos veículos.

No entanto, Reis afirma que não haverá demissões. O que deve acontecer é uma desaceleração da produção.

"As empresas farão um esforço, assim como as montadoras estão fazendo, para não demitir ninguém. No máximo, caso seja necessário, podem dar férias coletivas. Afinal, houve um custo para treinar e qualificar os profissionais do segmento".

CENÁRIO
Com o aporte de R$ 4 bilhões para ajudar fabricantes do setor automobilístico anunciado anteontem pelo governo estadual, oferecido por intermédio do banco Nossa Caixa, o cenário para ambas as indústrias pode melhorar.

Havendo maior oferta de crédito para financiamento de veículos oferecido pelos bancos das montadoras, o mercado pode ser aquecido novamente e, com ele, as produções química e petroquímica.

Segundo o empresário, o desempenho doméstico depende bastante da questão internacional.

"O câmbio de hoje seria favorável para reduzir as importações de produtos químicos, mas o problema é a queda dos preços no mercado externo. Estão fazendo uma liquidação, portanto, o produto de fora continua entrando no País, desfavorecendo a produção local", afirma o presidente da entidade.

Diante da situação, Reis relata que acabou de firmar diversas ações com o governo, entre elas a reforma tributária, cujo objetivo será acabar com os incentivos desleais de competitividade do setor.

Outro ponto, é a questão regulatória ambiental. Com as regras mais flexibilizadas, é possível que as indústrias expandam suas atividades no Estado.

Considerando o desempenho do segmento entre janeiro e setembro deste ano, o presidente do Sinproquim afirma ter notado um consumo aparente em torno de 10%. Portanto, por mais que agora se tenha uma situação de prejuízo, o setor deve encerrar 2008 com um balanço positivo. Enquanto isso, as indústrias petroquímica e de produtos químicos para fins industriais devem ter cautela e se preparar para o início do próximo ano, conclui Reis.

PRODUTO - Após analisar as condições para o setor em meio à crise, Nelson Pereira dos Reis divulgou o lançamento da Feira Internacional para a Indústria Química e Petroquímica, a ser realizada daqui a um ano, ou seja, em novembro de 2009.

O evento, que terá o apoio do Sinproquim e da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), será uma oportunidade de exposição e fornecimento dos equipamentos e materiais mais modernos dos setores químico e petroquímico.

"Muitos fabricantes viajam para o Exterior em busca de novidades. Agora, mesmo os pequenos e médios empresários, que têm menor acesso às inovações tecnológicas, poderão alavancar negócios com empresas internacionais", finaliza.

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