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Mercado interno pode ter escassez de aço em 2008



25/02/2008 | 07:03


Sem aumentos de capacidade produtiva previstos para este ano, as siderúrgicas devem enfrentar dificuldades para abastecer a demanda do mercado interno. A situação só deve se normalizar com a entrada dos projetos de ampliação das siderúrgicas, a partir do ano que vem.

Segundo estimativas do Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço), se o crescimento do consumo de aços planos alcançar 15% este ano sobre as 11,7 milhões de toneladas de 2007, a demanda chegará muito perto da capacidade de produção, de 14 milhões de toneladas. “Podem surgir problemas de abastecimento no segundo semestre”, disse o presidente do Inda, Christiano da Cunha Freire.

Em 2007, a limitação da capacidade provocou uma queda significativa das exportações de aço, que foram direcionadas para atender o crescente mercado interno. No entanto, especialistas acreditam que essa opção está próxima do seu limite, porque coloca em risco as relações comerciais das siderúrgicas no mercado externo. “As vendas internas podem chegar no máximo a 80% porque existem contratos de longo prazo no exterior”, disse o analista da Link Corretora Leonardo Alves.

Nos nove primeiros meses do ano passado, a Usiminas reduziu suas exportações em 25%; A CSN diminuiu suas vendas internacionais em 18% no terceiro trimestre de 2007 e a Gerdau derrubou seus embarques em 10,3% no ano passado.

Isso indica que as siderúrgicas terão pouco espaço para cortar ainda mais suas exportações, gerando dificuldades de abastecimento internamente. As usinas e a indústria terão de apelar para as importações de aço justamente em um momento de alta nos preços internacionais. Desde o início do ano, o aço laminado a quente no exterior subiu 20%, passando para US$ 800 por tonelada, impulsionado pela demanda e pela alta dos insumos.



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Mercado interno pode ter escassez de aço em 2008


25/02/2008 | 07:03


Sem aumentos de capacidade produtiva previstos para este ano, as siderúrgicas devem enfrentar dificuldades para abastecer a demanda do mercado interno. A situação só deve se normalizar com a entrada dos projetos de ampliação das siderúrgicas, a partir do ano que vem.

Segundo estimativas do Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço), se o crescimento do consumo de aços planos alcançar 15% este ano sobre as 11,7 milhões de toneladas de 2007, a demanda chegará muito perto da capacidade de produção, de 14 milhões de toneladas. “Podem surgir problemas de abastecimento no segundo semestre”, disse o presidente do Inda, Christiano da Cunha Freire.

Em 2007, a limitação da capacidade provocou uma queda significativa das exportações de aço, que foram direcionadas para atender o crescente mercado interno. No entanto, especialistas acreditam que essa opção está próxima do seu limite, porque coloca em risco as relações comerciais das siderúrgicas no mercado externo. “As vendas internas podem chegar no máximo a 80% porque existem contratos de longo prazo no exterior”, disse o analista da Link Corretora Leonardo Alves.

Nos nove primeiros meses do ano passado, a Usiminas reduziu suas exportações em 25%; A CSN diminuiu suas vendas internacionais em 18% no terceiro trimestre de 2007 e a Gerdau derrubou seus embarques em 10,3% no ano passado.

Isso indica que as siderúrgicas terão pouco espaço para cortar ainda mais suas exportações, gerando dificuldades de abastecimento internamente. As usinas e a indústria terão de apelar para as importações de aço justamente em um momento de alta nos preços internacionais. Desde o início do ano, o aço laminado a quente no exterior subiu 20%, passando para US$ 800 por tonelada, impulsionado pela demanda e pela alta dos insumos.

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