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Série policial nacional pode melhorar


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

12/06/2008 | 07:02


Mesmo bebendo da fonte das tramas policiais contemporâneas produzidas nos Estados Unidos, a série 9MM São Paulo, que estreou anteontem na faixa das 22h no canal pago Fox, conseguiu dar a chamada cor local ao cotidiano de uma divisão de homicídios da Capital. É periferia sem maquiagem e homens (e uma mulher) da lei que poderiam ser encontrados em qualquer delegacia (profissionais da área de São Paulo foram entrevistados para composição dos personagens).

Porém, pelo menos no piloto desse que é o primeiro programa do canal totalmente produzido no Brasil, a vontade de diferenciar a linguagem também fez com que a produção escorregasse. A iluminação ficou noir demais, e dificultou ver cenas que, a princípio, não exigiriam tamanho velo. Alguns testes de enquadramento e velocidade atrapalharam mais do que acrescentaram à ação.

O ponto positivo foi a grande parte dos diálogos: bastante críveis, principalmente quando os cinco personagens principais contracenavam: jargões, sarcasmo e brincadeiras. O elenco, que pode ser reconhecido principalmente do teatro, campanhas publicitárias e da dramaturgia do SBT e Record, segura bem a bronca.

Aqui se Faz, Aqui se Paga abordou a pedofilia em uma hora de duração (com apenas um intervalo comercial na metade). Em meio às investigações do assassinato de uma garota de programa recém-saída de um reality show (a cutucada ao gênero ficou clara), surge também o caso de uma menina que supostamente sofreu abusos sexuais do próprio pai, depois de testemunhar a mãe ser assassinada por ele.

Os personagens foram bem apresentados, embora os conflitos mais bem estabelecidos foram os dos investigadores Horácio (Norival Rizzo), veterano mezzo corrupto, mezzo justiceiro, e Luisa (Clarissa Kiste), que mergulha no trabalho para não lidar com a filha adolescente. O delegado Eduardo (Luciano Quirino), é uma promessa para os próximos três episódios já produzidos. Negro, estudado e, aparentemente, cheio de princípios, tem de de se livrar das vontades do sogro deputado, que parece ter dado um empurrãozinho à sua carreira. Faltou explorar o novato 3P (Nicolas Trevijano) e o bem-relacionado com criminosos Tavares (Marcos Cesana). A série tem mais nove capítulos em pré-produção e será exibida todas as terças, às 22h.



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Série policial nacional pode melhorar

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

12/06/2008 | 07:02


Mesmo bebendo da fonte das tramas policiais contemporâneas produzidas nos Estados Unidos, a série 9MM São Paulo, que estreou anteontem na faixa das 22h no canal pago Fox, conseguiu dar a chamada cor local ao cotidiano de uma divisão de homicídios da Capital. É periferia sem maquiagem e homens (e uma mulher) da lei que poderiam ser encontrados em qualquer delegacia (profissionais da área de São Paulo foram entrevistados para composição dos personagens).

Porém, pelo menos no piloto desse que é o primeiro programa do canal totalmente produzido no Brasil, a vontade de diferenciar a linguagem também fez com que a produção escorregasse. A iluminação ficou noir demais, e dificultou ver cenas que, a princípio, não exigiriam tamanho velo. Alguns testes de enquadramento e velocidade atrapalharam mais do que acrescentaram à ação.

O ponto positivo foi a grande parte dos diálogos: bastante críveis, principalmente quando os cinco personagens principais contracenavam: jargões, sarcasmo e brincadeiras. O elenco, que pode ser reconhecido principalmente do teatro, campanhas publicitárias e da dramaturgia do SBT e Record, segura bem a bronca.

Aqui se Faz, Aqui se Paga abordou a pedofilia em uma hora de duração (com apenas um intervalo comercial na metade). Em meio às investigações do assassinato de uma garota de programa recém-saída de um reality show (a cutucada ao gênero ficou clara), surge também o caso de uma menina que supostamente sofreu abusos sexuais do próprio pai, depois de testemunhar a mãe ser assassinada por ele.

Os personagens foram bem apresentados, embora os conflitos mais bem estabelecidos foram os dos investigadores Horácio (Norival Rizzo), veterano mezzo corrupto, mezzo justiceiro, e Luisa (Clarissa Kiste), que mergulha no trabalho para não lidar com a filha adolescente. O delegado Eduardo (Luciano Quirino), é uma promessa para os próximos três episódios já produzidos. Negro, estudado e, aparentemente, cheio de princípios, tem de de se livrar das vontades do sogro deputado, que parece ter dado um empurrãozinho à sua carreira. Faltou explorar o novato 3P (Nicolas Trevijano) e o bem-relacionado com criminosos Tavares (Marcos Cesana). A série tem mais nove capítulos em pré-produção e será exibida todas as terças, às 22h.

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