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Menores são investigados
por arrastões no Rodoanel

Para forçar a parada, jovens jogaram tronco de árvore na
pista; maioria dos suspeitos tem idade entre 13 e 15 anos


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

14/01/2013 | 07:00


Policiais civis do 6º DP (Jardim do Estádio) de Santo André já identificaram cinco de pelo menos dez integrantes da quadrilha que organizou e executou o arrastão contra motoristas que passavam pelo Trecho Sul do Rodoanel na tarde do dia 5. Segundo o delegado Marcos Alexandre Cattani, a maioria dos suspeitos tem idade entre 13 e 15 anos. Todos são moradores da favela do Pintassilgo, localizada às margens da rodovia.

A investigação apontou que um dos homens presos com suspeita de participação no crime, o caixa Tiago Luiz da Silva, 22 anos, capturado no Jardim Santo André pela Polícia Militar por estar fumando maconha, pode ser o líder do bando. "Ele buscava facilitar a ação e recrutar os jovens", afirma Cattani.

Um dos menores detidos, de 17 anos, foi pego por um sargento do Corpo de Bombeiros no momento da ocorrência. A polícia encontrou com ele documentos de uma vítima que tinha sido roubada dois dias antes. Na ocasião, pedaço de tronco de árvore foi jogado na pista, obrigando o motorista a parar. Desde o início do ano, foram três casos registrados, todos no mesmo local, na altura do km 83.

O arrastão chamou a atenção, entretanto, pela audácia do grupo. "Foi uma ousadia grande. A chance de os criminosos se darem mal era muito grande. O motorista poderia tê-los atropelado", comenta o delegado.

Em outras situações, os menores deitaram sobre o asfalto para obrigar a parada dos veículos. Ao menos sete condutores foram abordados. Para tentar apagar da memória a ocorrência traumática, vítimas evitam falar sobre o assunto, tanto que não foram à delegacia fazer reconhecimento dos suspeitos. "Quero esquecer. Tudo ainda é muito recente e eu não quero lembrar disso", diz um homem que caiu nas mãos do grupo.

Além do cerco da Polícia Civil, a Militar Rodoviária informa, em nota, que o Trecho Sul do Rodoanel conta com dois pelotões, que fazem patrulhamento em pontos estratégicos e que a população pode acionar o 190 em caso de movimentações suspeitas. Não há, contudo, nenhuma ação específica planejada para o ponto onde foram registrados os roubos.

Para facilitar o trabalho de prevenção das polícias, a concessionária SPMar promete instalar, até o fim de janeiro, câmeras de segurança em pontos classificados como de maior risco. A empresa descarta reforçar a iluminação em alguns trechos da rodovia.

Líderes comunitários da favela do Pintassilgo não retornaram os pedidos de entrevista. Moradores da comunidade também evitam fazer comentários, com medo de sofrer represálias.


Polícia Militar diz ter reduzido número de ocorrências na via

Mesmo com a ação rápida da Polícia Civil para identificar os integrantes da quadrilha, fica o medo dos motoristas de que o local vire foco de assaltos e outras práticas criminais por conta da falta de vigilância.

No Trecho Sul do Rodoanel, ações pontuais da Polícia Militar conseguiram reduzir o número de ocorrências de roubo de carga, problema observado com frequência na época da inauguração, em 2010. Apenas dois meses após a abertura, uma ação apreendeu 33 veículos com irregularidades, incluindo produtos de roubo e interceptação.

A Polícia Rodoviária possui base fixa no Trecho Sul, na altura do km 65, no mesmo espaço do centro operacional da concessionária.

O problema de arrastões, no entanto, não é novo na região. Em 1996, os casos desse tipo de modalidade criminal só caíram na Via Anchieta após o comando da Polícia Militar reforçar o patrulhamento com viaturas da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar).

Desta vez não foi revelado se haverá reforço do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), tropa de elite da polícia responsável pelas estradas.



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Menores são investigados
por arrastões no Rodoanel

Para forçar a parada, jovens jogaram tronco de árvore na
pista; maioria dos suspeitos tem idade entre 13 e 15 anos

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

14/01/2013 | 07:00


Policiais civis do 6º DP (Jardim do Estádio) de Santo André já identificaram cinco de pelo menos dez integrantes da quadrilha que organizou e executou o arrastão contra motoristas que passavam pelo Trecho Sul do Rodoanel na tarde do dia 5. Segundo o delegado Marcos Alexandre Cattani, a maioria dos suspeitos tem idade entre 13 e 15 anos. Todos são moradores da favela do Pintassilgo, localizada às margens da rodovia.

A investigação apontou que um dos homens presos com suspeita de participação no crime, o caixa Tiago Luiz da Silva, 22 anos, capturado no Jardim Santo André pela Polícia Militar por estar fumando maconha, pode ser o líder do bando. "Ele buscava facilitar a ação e recrutar os jovens", afirma Cattani.

Um dos menores detidos, de 17 anos, foi pego por um sargento do Corpo de Bombeiros no momento da ocorrência. A polícia encontrou com ele documentos de uma vítima que tinha sido roubada dois dias antes. Na ocasião, pedaço de tronco de árvore foi jogado na pista, obrigando o motorista a parar. Desde o início do ano, foram três casos registrados, todos no mesmo local, na altura do km 83.

O arrastão chamou a atenção, entretanto, pela audácia do grupo. "Foi uma ousadia grande. A chance de os criminosos se darem mal era muito grande. O motorista poderia tê-los atropelado", comenta o delegado.

Em outras situações, os menores deitaram sobre o asfalto para obrigar a parada dos veículos. Ao menos sete condutores foram abordados. Para tentar apagar da memória a ocorrência traumática, vítimas evitam falar sobre o assunto, tanto que não foram à delegacia fazer reconhecimento dos suspeitos. "Quero esquecer. Tudo ainda é muito recente e eu não quero lembrar disso", diz um homem que caiu nas mãos do grupo.

Além do cerco da Polícia Civil, a Militar Rodoviária informa, em nota, que o Trecho Sul do Rodoanel conta com dois pelotões, que fazem patrulhamento em pontos estratégicos e que a população pode acionar o 190 em caso de movimentações suspeitas. Não há, contudo, nenhuma ação específica planejada para o ponto onde foram registrados os roubos.

Para facilitar o trabalho de prevenção das polícias, a concessionária SPMar promete instalar, até o fim de janeiro, câmeras de segurança em pontos classificados como de maior risco. A empresa descarta reforçar a iluminação em alguns trechos da rodovia.

Líderes comunitários da favela do Pintassilgo não retornaram os pedidos de entrevista. Moradores da comunidade também evitam fazer comentários, com medo de sofrer represálias.


Polícia Militar diz ter reduzido número de ocorrências na via

Mesmo com a ação rápida da Polícia Civil para identificar os integrantes da quadrilha, fica o medo dos motoristas de que o local vire foco de assaltos e outras práticas criminais por conta da falta de vigilância.

No Trecho Sul do Rodoanel, ações pontuais da Polícia Militar conseguiram reduzir o número de ocorrências de roubo de carga, problema observado com frequência na época da inauguração, em 2010. Apenas dois meses após a abertura, uma ação apreendeu 33 veículos com irregularidades, incluindo produtos de roubo e interceptação.

A Polícia Rodoviária possui base fixa no Trecho Sul, na altura do km 65, no mesmo espaço do centro operacional da concessionária.

O problema de arrastões, no entanto, não é novo na região. Em 1996, os casos desse tipo de modalidade criminal só caíram na Via Anchieta após o comando da Polícia Militar reforçar o patrulhamento com viaturas da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar).

Desta vez não foi revelado se haverá reforço do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), tropa de elite da polícia responsável pelas estradas.

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