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Consórcio tem como metas
oxigenação e sair do papel

Novos prefeitos abusaram de discurso de regionalidade e
estreiam nesta segunda-feira para tirar grupo do marasmo


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

14/01/2013 | 07:13


O Consórcio Intermunicipal inaugura hoje os trabalhos de 2013 com a entrada de seis novos prefeitos após uma eleição em que a regionalidade ocupou a pauta de maioria dos programas de governo. O discurso de disposição em dialogar com os municípios vizinhos aumenta a expectativa de que a entidade imprima um ritmo maior de produção neste período e, finalmente, possa tirar discussões e projetos integrados do papel.

O colegiado de prefeitos que reúne as sete cidades da região vem discutindo soluções para problemas que extrapolam as divisas geográficas, como a falta de Segurança, congestionamentos, destinação para o lixo e organização da rede de Saúde. Mesmo tendo conquistado autonomia jurídica em 2010 - que o tornou uma autarquia pública, assim autorizando o recebimento de verba pública e assinaturas de convênios com governos estadual e federal -, o Consórcio ainda registra poucas ações concretas em seu currículo de 22 anos.

A expectativa também se reforça com o discurso do prefeito da Capital, Fernando Haddad (PT), que se mostrou disposto a interagir mais com a Região Metropolitana, que inclui o Grande ABC. "A dificuldade vem do fato dos grandes municípios emperrarem a discussão com os menores. Quando o maior está disposto a abrir mão de algumas coisas para negociar é um grande avanço", opinou a professora de políticas públicas da UFABC (Universidade Federal do ABC) Vanessa Elias de Oliveira.

Um exemplo é o modelo do Pitu (Plano Integrado de Transporte Urbano), que discute a mobilidade regional. "Quem tem o maior número de cadeiras é São Paulo e isso dificulta muito a negociação. Mas quando o município se mostra aberto ao diálogo isso contribui para o avanço", comparou Vanessa.

A professora atenta ainda que, mesmo com a vontade dos prefeitos, as negociações não devem ser fáceis. "Ninguém é sempre bonzinho para abrir mão de benefícios. Tem de ser interessante para todos os lados. Ações de políticas públicas também não têm resultados imediatos, os frutos são colhidos a longo prazo."

Outro ponto que precisa ser avançado, na avaliação da especialista, é o envolvimento do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas ações regionais. "O Estado tem esse poder de tomar dianteira das discussões. Os problemas municipais são também problemas de última instância estaduais." A entidade, inclusive, tem discutido a criação de um oitavo assento para o Estado. "Só a cadeira não basta. Tem de haver a disposição para participar."

Para o ex-prefeito de Santo André João Avamileno (PT), que comandou o Consórcio no ano de 2008, a questão financeira é um dos fatores que barra o ritmo. "Os governos federal e estadual poderiam contribuir com repasses para programas. Isso seria um grande avanço", discorreu. De acordo com ele, a vontade de Haddad contribui, mas não é o suficiente. "Vamos trabalhar para convencer o governador a participar do debate."

Apesar da expectativa de crescimento, Avamileno defende conquistas da entidade na área de manutenção e construção de piscinões no combate ao problema crônico de enchentes no Grande ABC.

 

CENÁRIO

Único prefeito reeleito da região, Luiz Marinho (PT-São Bernardo) será indicado hoje em chapa consesual para presidir a entidade com Lauro Michels (PV-Diadema) como vice. Paulo Pinheiro (PMDB-São Caetano), Carlos Grana (PT-Santo André), Donisete Braga (PT-Mauá), Saulo Benevides (PMDB-Ribeirão Pires) e Gabriel Maranhão (PSDB-Rio Grande da Serra) completam o colegiado.



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Consórcio tem como metas
oxigenação e sair do papel

Novos prefeitos abusaram de discurso de regionalidade e
estreiam nesta segunda-feira para tirar grupo do marasmo

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

14/01/2013 | 07:13


O Consórcio Intermunicipal inaugura hoje os trabalhos de 2013 com a entrada de seis novos prefeitos após uma eleição em que a regionalidade ocupou a pauta de maioria dos programas de governo. O discurso de disposição em dialogar com os municípios vizinhos aumenta a expectativa de que a entidade imprima um ritmo maior de produção neste período e, finalmente, possa tirar discussões e projetos integrados do papel.

O colegiado de prefeitos que reúne as sete cidades da região vem discutindo soluções para problemas que extrapolam as divisas geográficas, como a falta de Segurança, congestionamentos, destinação para o lixo e organização da rede de Saúde. Mesmo tendo conquistado autonomia jurídica em 2010 - que o tornou uma autarquia pública, assim autorizando o recebimento de verba pública e assinaturas de convênios com governos estadual e federal -, o Consórcio ainda registra poucas ações concretas em seu currículo de 22 anos.

A expectativa também se reforça com o discurso do prefeito da Capital, Fernando Haddad (PT), que se mostrou disposto a interagir mais com a Região Metropolitana, que inclui o Grande ABC. "A dificuldade vem do fato dos grandes municípios emperrarem a discussão com os menores. Quando o maior está disposto a abrir mão de algumas coisas para negociar é um grande avanço", opinou a professora de políticas públicas da UFABC (Universidade Federal do ABC) Vanessa Elias de Oliveira.

Um exemplo é o modelo do Pitu (Plano Integrado de Transporte Urbano), que discute a mobilidade regional. "Quem tem o maior número de cadeiras é São Paulo e isso dificulta muito a negociação. Mas quando o município se mostra aberto ao diálogo isso contribui para o avanço", comparou Vanessa.

A professora atenta ainda que, mesmo com a vontade dos prefeitos, as negociações não devem ser fáceis. "Ninguém é sempre bonzinho para abrir mão de benefícios. Tem de ser interessante para todos os lados. Ações de políticas públicas também não têm resultados imediatos, os frutos são colhidos a longo prazo."

Outro ponto que precisa ser avançado, na avaliação da especialista, é o envolvimento do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas ações regionais. "O Estado tem esse poder de tomar dianteira das discussões. Os problemas municipais são também problemas de última instância estaduais." A entidade, inclusive, tem discutido a criação de um oitavo assento para o Estado. "Só a cadeira não basta. Tem de haver a disposição para participar."

Para o ex-prefeito de Santo André João Avamileno (PT), que comandou o Consórcio no ano de 2008, a questão financeira é um dos fatores que barra o ritmo. "Os governos federal e estadual poderiam contribuir com repasses para programas. Isso seria um grande avanço", discorreu. De acordo com ele, a vontade de Haddad contribui, mas não é o suficiente. "Vamos trabalhar para convencer o governador a participar do debate."

Apesar da expectativa de crescimento, Avamileno defende conquistas da entidade na área de manutenção e construção de piscinões no combate ao problema crônico de enchentes no Grande ABC.

 

CENÁRIO

Único prefeito reeleito da região, Luiz Marinho (PT-São Bernardo) será indicado hoje em chapa consesual para presidir a entidade com Lauro Michels (PV-Diadema) como vice. Paulo Pinheiro (PMDB-São Caetano), Carlos Grana (PT-Santo André), Donisete Braga (PT-Mauá), Saulo Benevides (PMDB-Ribeirão Pires) e Gabriel Maranhão (PSDB-Rio Grande da Serra) completam o colegiado.

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