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Fabricando o
cinema de Tarantino

Mostra entra em cartaz amanhã e traz filmes que inspiraram o
diretor pop; sessões vão até domingo e bilhetes custam R$ 4


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

14/01/2013 | 07:00


A cultura pop é prato cheio para Quentin Tarantino. Música, literatura, televisão e tantos outros universos servem como alimento para que o diretor possa trazer para as telas sua percepção do mundo e da sociedade. Tudo é digerido dentro da mente do ex-atendente de locadora de vídeos e colocado de maneira dinâmica em alguns dos roteiros contemporâneos mais instigantes e criativos.

A bagagem para a formação dessa pulsante fábrica cinematográfica é vasta. Há espaço para western spaghetti, filmes de kung fu, clássicos asiáticos e representantes do gênero blaxploitation (com títulos voltados à cultura negra da década de 1970), entre outros estilos. Parte dessa inspiração entra em cartaz amanhã, no auditório do MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo), com a Mostra Tarantino. As sessões ocorrem até domingo e os ingressos custam R$ 4.

O evento chega em um momento especial para o homenageado. Este ano será comemorado o aniversário de 20 anos de Cães de Aluguel (1993), seu primeiro filme como diretor, e os fãs aguardam ansiosos para a estreia do longa-metragem Django Livre, que chega às salas brasileiras na sexta-feira.

Na programação montada pela curadora Márcia Scapaticio, o festival reúne obras lançadas entre as décadas de 1940 e 1990, algumas já consideradas clássicos cultuados. O Homem Que Quis Matar Hitler (1941), de Fritz Lang, Rastros de Ódio (1956), assinado por John Ford, O Grande Golpe (1956), com direção de Stanley Kubrick, e Yojimbo (1961), de Akira Kurosawa, fazem parte do acervo (veja no quadro ao lado).

ANÁLISE DA OBRA

Um dos objetivos da mostra é estimular a discussão de sua obra. "Ele trabalha muito a questão da cultura pop, seja discutindo uma música da Madonna, fazendo referência às lutas de kung fu ou comentando sobre algum seriado de TV de sucesso. Mais do que pós-moderno, Tarantino está bem próximo da pop art, pegando esses elementos populares e transformado-os em produtos da sétima arte", analisa o crítico Marcelo Lyra, responsável pelo curso O Cinema Pós-moderno de Quentin Tarantino, já com inscrições encerradas e que complementa o evento especial do MIS. "O que o diferencia dos outros diretores é que ele não apenas cita essas coisas, mas coloca tudo como parte presente em um filme corrido. Nada é gratuito."

Após duas décadas de carreira, o cineasta norte-americano montou seu próprio estilo de contar histórias, mesclando violência e comédia de maneira bruta e com uma estética visual peculiar - e não ficando preso a único gênero. "Ele é uma espécie de mago da técnica de mudar de estilo rapidamente, muitas vezes em uma mesma cena. O Pulp Fiction - Tempo de Violência (de 2004), por exemplo, pode ser ação, policial ou comédia", diz Lyra, ressaltando que Tarantino é um dos poucos autores da indústria que também consegue ter forte apelo comercial, assim como Martin Scorsese.

Programação:
MOSTRA TARANTINO. No MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) -  Avenida Europa, 158. Tel.: 2117-4777. Ingr: R$ 2 (meia) e R$ 4

Amanhã
- Fuga de Nova York, às 19h
- Jogo da Morte, às 21h
Quarta
- O Grande Golpe, às 19h
Quinta
- Ajuste Final, às 19h
- Shaft, às 21h
Sexta
- Rastros de Ódio, às 19h
- Django, às 21h
Sábado
- O Grande Golpe, às 16h
- A Morte Anda a Cavalo, às 18h
- O Homem Que Quis Matar Hitler, às 20h
Domingo
- O Homem Que Quis Matar Hitler, às 16h
- Jogo da Morte, às 18h
- Yojimbo, às 20h



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Fabricando o
cinema de Tarantino

Mostra entra em cartaz amanhã e traz filmes que inspiraram o
diretor pop; sessões vão até domingo e bilhetes custam R$ 4

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

14/01/2013 | 07:00


A cultura pop é prato cheio para Quentin Tarantino. Música, literatura, televisão e tantos outros universos servem como alimento para que o diretor possa trazer para as telas sua percepção do mundo e da sociedade. Tudo é digerido dentro da mente do ex-atendente de locadora de vídeos e colocado de maneira dinâmica em alguns dos roteiros contemporâneos mais instigantes e criativos.

A bagagem para a formação dessa pulsante fábrica cinematográfica é vasta. Há espaço para western spaghetti, filmes de kung fu, clássicos asiáticos e representantes do gênero blaxploitation (com títulos voltados à cultura negra da década de 1970), entre outros estilos. Parte dessa inspiração entra em cartaz amanhã, no auditório do MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo), com a Mostra Tarantino. As sessões ocorrem até domingo e os ingressos custam R$ 4.

O evento chega em um momento especial para o homenageado. Este ano será comemorado o aniversário de 20 anos de Cães de Aluguel (1993), seu primeiro filme como diretor, e os fãs aguardam ansiosos para a estreia do longa-metragem Django Livre, que chega às salas brasileiras na sexta-feira.

Na programação montada pela curadora Márcia Scapaticio, o festival reúne obras lançadas entre as décadas de 1940 e 1990, algumas já consideradas clássicos cultuados. O Homem Que Quis Matar Hitler (1941), de Fritz Lang, Rastros de Ódio (1956), assinado por John Ford, O Grande Golpe (1956), com direção de Stanley Kubrick, e Yojimbo (1961), de Akira Kurosawa, fazem parte do acervo (veja no quadro ao lado).

ANÁLISE DA OBRA

Um dos objetivos da mostra é estimular a discussão de sua obra. "Ele trabalha muito a questão da cultura pop, seja discutindo uma música da Madonna, fazendo referência às lutas de kung fu ou comentando sobre algum seriado de TV de sucesso. Mais do que pós-moderno, Tarantino está bem próximo da pop art, pegando esses elementos populares e transformado-os em produtos da sétima arte", analisa o crítico Marcelo Lyra, responsável pelo curso O Cinema Pós-moderno de Quentin Tarantino, já com inscrições encerradas e que complementa o evento especial do MIS. "O que o diferencia dos outros diretores é que ele não apenas cita essas coisas, mas coloca tudo como parte presente em um filme corrido. Nada é gratuito."

Após duas décadas de carreira, o cineasta norte-americano montou seu próprio estilo de contar histórias, mesclando violência e comédia de maneira bruta e com uma estética visual peculiar - e não ficando preso a único gênero. "Ele é uma espécie de mago da técnica de mudar de estilo rapidamente, muitas vezes em uma mesma cena. O Pulp Fiction - Tempo de Violência (de 2004), por exemplo, pode ser ação, policial ou comédia", diz Lyra, ressaltando que Tarantino é um dos poucos autores da indústria que também consegue ter forte apelo comercial, assim como Martin Scorsese.

Programação:
MOSTRA TARANTINO. No MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) -  Avenida Europa, 158. Tel.: 2117-4777. Ingr: R$ 2 (meia) e R$ 4

Amanhã
- Fuga de Nova York, às 19h
- Jogo da Morte, às 21h
Quarta
- O Grande Golpe, às 19h
Quinta
- Ajuste Final, às 19h
- Shaft, às 21h
Sexta
- Rastros de Ódio, às 19h
- Django, às 21h
Sábado
- O Grande Golpe, às 16h
- A Morte Anda a Cavalo, às 18h
- O Homem Que Quis Matar Hitler, às 20h
Domingo
- O Homem Que Quis Matar Hitler, às 16h
- Jogo da Morte, às 18h
- Yojimbo, às 20h

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