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Consegs ainda têm baixa adesão entre moradores da região

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grande ABC possui 20 conselhos de Segurança ativos, porém, poucas pessoas participam regularmente das reuniões mensais


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

18/08/2014 | 07:02


Os Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança) são grupos criados para aproximar população, polícias Civil e Militar, GCM (Guarda Civil Municipal) e administração pública por meio de reuniões mensais destinadas ao debate de temas relativos à Segurança Pública. Criados há quase 28 anos e com total de 20 grupos ativos no Grande ABC, ainda enfrentam baixa adesão da população.

Nos encontros, são discutidos assuntos que variam de acordo com cada região, como explica o tenente-coronel da PM (Polícia Militar) Fábio de Jesus Leite. “A demanda é determinada pelo perfil da comunidade. Naturalmente, na periferia temos mais problemas do que na área central. Na Vila Palmares (em Santo André), por exemplo, identificamos por meio das reuniões uma área em que havia concentração de usuários de drogas que incomodavam os moradores. Ampliamos o patrulhamento e eles dispersaram”, relata.

Segundo o especialista em Segurança Pública Jorge Lordello, a baixa adesão é explicada pelo comportamento do brasileiro. “Já faz parte da nossa cultura o não comparecimento a reuniões em geral. As assembleias de condomínio, por exemplo, em que situações importantes são discutidas, têm menos de 15% de comparecimento dos moradores.”

Para Lordello, o modelo tende a funcionar melhor em áreas com forte atividade comercial. Isso porque os empresários acabam se interessando mais pelos problemas de Segurança na região onde possuem estabelecimentos.

Além dos representantes policiais, os Consegs precisam de um presidente que represente os interesses da comunidade. O microempresário Uilton Araujo Pessoa, 55 anos, faz esse papel no conselho da região do Parque dos Pássaros, em São Bernardo. São 37 pessoas que se encontram mensalmente na 3ª Companhia do 40º Batalhão da PM. “Há discussões de todos os tipos, que vão desde a Segurança Pública até casos de terrenos baldios que a Prefeitura não tomou providência. E não é só um bairro que participa, são os 22 que integram a região.”

Segundo ele, o conselho também planeja ações em escolas públicas. “Eu e representantes das polícias Militar, Civil e da GCM vamos falar com as crianças e explicamos as diferenças e o trabalho de cada um. Acreditamos que é educando os pequenos que formamos cidadãos de bem.”

Para Pessoa, o principal benefício do Conseg para os bairros é que os vizinhos se solidarizam mais entre si. Como exemplo, ele cita que quando alguém viaja, os outros cuidam da casa e avisam a polícia se algo acontecer.

O delegado do 1º DP (Centro) de Santo André, Lupércio Antônio Dimov, faz parte do Conseg da região central. “Temos 18 bairros e boa representatividade. Cerca de 70 pessoas participam. A maioria das reclamações é em relação a serviços da Prefeitura, como limpeza de uma praça ou melhoria da sinalização. Por isso, também temos um representante da administração municipal e do Departamento de Engenharia de Tráfego, já que preenchemos uma via e encaminhamos para o órgão responsável.”

Quem quiser mais informações sobre os Consegs da região pode procurar as companhias da Polícia Militar e as delegacias da Polícia Civil.
 



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Consegs ainda têm baixa adesão entre moradores da região

Grande ABC possui 20 conselhos de Segurança ativos, porém, poucas pessoas participam regularmente das reuniões mensais

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

18/08/2014 | 07:02


Os Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança) são grupos criados para aproximar população, polícias Civil e Militar, GCM (Guarda Civil Municipal) e administração pública por meio de reuniões mensais destinadas ao debate de temas relativos à Segurança Pública. Criados há quase 28 anos e com total de 20 grupos ativos no Grande ABC, ainda enfrentam baixa adesão da população.

Nos encontros, são discutidos assuntos que variam de acordo com cada região, como explica o tenente-coronel da PM (Polícia Militar) Fábio de Jesus Leite. “A demanda é determinada pelo perfil da comunidade. Naturalmente, na periferia temos mais problemas do que na área central. Na Vila Palmares (em Santo André), por exemplo, identificamos por meio das reuniões uma área em que havia concentração de usuários de drogas que incomodavam os moradores. Ampliamos o patrulhamento e eles dispersaram”, relata.

Segundo o especialista em Segurança Pública Jorge Lordello, a baixa adesão é explicada pelo comportamento do brasileiro. “Já faz parte da nossa cultura o não comparecimento a reuniões em geral. As assembleias de condomínio, por exemplo, em que situações importantes são discutidas, têm menos de 15% de comparecimento dos moradores.”

Para Lordello, o modelo tende a funcionar melhor em áreas com forte atividade comercial. Isso porque os empresários acabam se interessando mais pelos problemas de Segurança na região onde possuem estabelecimentos.

Além dos representantes policiais, os Consegs precisam de um presidente que represente os interesses da comunidade. O microempresário Uilton Araujo Pessoa, 55 anos, faz esse papel no conselho da região do Parque dos Pássaros, em São Bernardo. São 37 pessoas que se encontram mensalmente na 3ª Companhia do 40º Batalhão da PM. “Há discussões de todos os tipos, que vão desde a Segurança Pública até casos de terrenos baldios que a Prefeitura não tomou providência. E não é só um bairro que participa, são os 22 que integram a região.”

Segundo ele, o conselho também planeja ações em escolas públicas. “Eu e representantes das polícias Militar, Civil e da GCM vamos falar com as crianças e explicamos as diferenças e o trabalho de cada um. Acreditamos que é educando os pequenos que formamos cidadãos de bem.”

Para Pessoa, o principal benefício do Conseg para os bairros é que os vizinhos se solidarizam mais entre si. Como exemplo, ele cita que quando alguém viaja, os outros cuidam da casa e avisam a polícia se algo acontecer.

O delegado do 1º DP (Centro) de Santo André, Lupércio Antônio Dimov, faz parte do Conseg da região central. “Temos 18 bairros e boa representatividade. Cerca de 70 pessoas participam. A maioria das reclamações é em relação a serviços da Prefeitura, como limpeza de uma praça ou melhoria da sinalização. Por isso, também temos um representante da administração municipal e do Departamento de Engenharia de Tráfego, já que preenchemos uma via e encaminhamos para o órgão responsável.”

Quem quiser mais informações sobre os Consegs da região pode procurar as companhias da Polícia Militar e as delegacias da Polícia Civil.
 

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