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Processo de cassação abala Saulo Benevides

Tiago Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

28/11/2012 | 07:13


 

A tensão dá o tom no grupo aliado ao prefeito eleito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB). O futuro chefe do Executivo admitiu que não conseguiu dormir direito na noite de segunda-feira e demonstrou preocupação com o parecer da PRE-SP (Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo), que se manifestou pela cassação do registro de sua candidatura.

O peemedebista é acusado de praticar crime de abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral. O então candidato teria utilizado jornal da cidade a seu favor e a estrutura da campanha - carros e cabos eleitorais - para distribuir o material pela cidade.

A corrida agora é contra o tempo. O PMDB torce para que a juíza do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) Clarissa Campos Bernardo coloque o processo em votação após a diplomação, marcada para o dia 19. A ação com o parecer negativo da PRE chegou ontem pela manhã ao gabinete da magistrada. A avaliação é a de que diplomado Saulo ganha força para assumir o cargo, pois pode encontrar facilidade para obter liminar, caso tenha julgamento desfavorável.

Koiti Takaki, homem-forte do grupo peemedebista, prega calma aos apoiadores e confessa que a opinião da PRE abateu o grupo eleito para comandar a cidade a partir de 1º de janeiro. "É inegável (o abalo). Mas esse é o ônus que temos que carregar. Precisamos ter calma e pé no chão", pondera.

Saulo acredita que a vitória obtida em Ribeirão sensibilizará os juízes do TRE. "A tendência do colegiado é manter a decisão de primeira instância. O juiz do município foi quem acompanhou a campanha de perto e sabe da realidade."

Caso o TRE casse o registro, a cidade passará por outra eleição, pois o peemedebista teve mais de 50% dos votos válidos. Neste cenário, o presidente da Câmara assumirá o Executivo para preparar o pleito.

 

CHUMBO TROCADO

Saulo Benevides foi responsável por iniciar a batalha nos tribunais. Em julho, ele pediu o indeferimento do registro de candidatura do vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (PPS), que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, após ter sido condenado por abuso de poder econômico na eleição de 2004, quando concorreu ao Legislativo. "Não fui eu quem produziu provas contra ele. Apenas comuniquei a Justiça que ele estava em débito", reitera.

O futuro prefeito acusa o popular-socialista de "criar e armar" as fotos e os vídeos anexados ao processo que comprovariam o suposto esquema de distribuição do jornal.

Dedé rechaça a teoria do adversário. "Ele que se resolva com a Justiça. Não quero comentar. Sei que ele falou isso num momento de abalo emocional."

Câmara aprova Orçamento de R$ 241 mi

 

Os vereadores de Ribeirão Pires aprovaram em segunda votação o Orçamento de R$ 241 milhões. O projeto teve apenas uma emenda, que foi assinada por todos os vereadores. O texto aditivo aumentou de 10% para 25% o índice de remanejamento de verbas.

A proposta é do presidente da Comissão de Finanças da Câmara e futuro secretário de Administração, Vicentinho (PR). O acréscimo foi demandado pelo vereador e prefeito eleito, Saulo Benevides (PMDB).

A Casa atendeu a solicitação do peemedebista, que no início do mês alegou ser inviável administrar com apenas 10% de remanejamento - R$ 24 milhões.

Tradicionalmente, o índice é de 25%. Neste ano, o chefe do Executivo, Clóvis Volpi (PV), resolveu reduzir a porcentagem. O governo alegou que seguiu orientação do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Com a aprovação do Orçamento, os parlamentares começam a organizar as férias. O presidente da Câmara, Gerson Constantino (PSD), pediu à secretaria executiva da Casa que prepare os projetos de lei para a próxima sessão. "Como estipulado no começo da minha gestão, não quero deixar nada pendente", destacou o pessedista durante a sessão.

Os parlamentares aprovaram ontem projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a doar a estrutura metálica da antiga rodoviária para a Apraespi. O material está avaliado em R$ 3 milhões e será destinado para a cobertura de uma quadra da instituição, que atende deficientes físicos.

 

 

 



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