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Nova casa para
cinema e TV

Centro de Audiovisual de S.Bernardo abre as portas com
tecnologia de ponta, boa vontade e bom material humano


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

28/11/2012 | 07:00


Tecnologia de ponta, boa vontade e bom material humano são algumas das ferramentas que o coordenador de equipe Sérgio Martinelli tem nas mãos para começar a tocar os trabalhos do Centro de Audiovisual de São Bernardo.

O espaço foi inaugurado na noite de segunda-feira, no Cenforpe (Centro de Formação dos Profissionais da Educação). O evento contou com a presença do prefeito Luiz Marinho e da ministra da Cultura, Marta Suplicy, além de outras personalidades, como o cartunista Mauricio de Sousa.

A inauguração do Centro de Audiovisual é a primeira etapa do projeto que visa revitalizar os por muito tempo abandonados Estúdios Vera Cruz, para onde a escola deve se mudar no futuro.

O espaço, de 1.200 metros, está pronto para funcionar e com capacidade de formar profissionais e difundir produtos cinematográficos de TV e animação 2D e 3D. A capacidade da escola é para atender 225 alunos. Os cursos terão duração de um ano e meio e serão divididos em três semestres. As aulas da primeira turma - que contará com 75 alunos - começam em março e as inscrições podem ser feitas pelo site www.cav.saobernardo.sp.gov.br.

O local, decorado com quadros de produções da Vera Cruz como O Cangaceiro e Tico-Tico no Fubá, conta com duas ilhas de edição, cabine para dublagem e locução. Um estúdio de 100 metros quadrados, 60 computadores Apple para edição de vídeos e animação e quatro estúdios de aula também estão prontos.

Mas além de toda a tecnologia, o coordenador destaca a equipe. "Não adianta só hardware e software, precisamos de peopleware", brinca Martinelli. "Audiovisual é gente, é talento. Lida com material humano", diz. Ele conta que os professores foram escolhidos a partir de edital, que pedia série de informações. "Eu também fui selecionado", afirma. "Queremos sempre os melhores profissionais."

"O diferencial é que, enquanto estiver estudando, o aluno já estará produzindo", diz Martinelli. Ele afirma que cada turma dará ao menos três trabalhos por semestre.

"Pilotos de TV, curtas, clipes de bandas. Faremos um chamamento de bandas da região para que façam seus clipes aqui. Nossa ideia é, de imediato, apoiar gente da região", diz. "A ideia é potencializar o fomento da produção local.
Os alunos estarão envolvidos nesses projetos", afirma.

Para o cartunista Mauricio de Souza, criador da Turma da Mônica, a escola pode corrigir a falha da falta de mão de obra. "Isso é histórico mesmo. Trabalho com histórias em quadrinhos e o grande problema é a falta de mão de obra especializada. Isso pode se tornar um celeiro", diz.

Segundo Martinelli, oficinas, cursos de atualização de profissionais e cursos introdutórios também estão nos planos da escola.



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