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Maria Alcina comemora 40 anos de carreira e quer mais

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com novo repertório, cantora registra show comemorativo para lançar DVD


Vinícius Castelli

12/07/2014 | 07:00


Não é todo dia que uma artista brasileira comemora 40 anos de carreira e, melhor ainda, faz isso com sede pelo o que vem pela frente, bom humor e feliz da vida. Essa é a cantora Maria Alcina.

A mineira que hoje vive em São Paulo surgiu nos palcos nos anos 1970. Dona de vozeirão grave e mulher de muitas cores nas roupas e maquiagem, Maria Alcina ganhou os holofotes em 1972, no Festival Internacional da Canção.

Caricata e carnavalesca, como ela diz a seu respeito, Maria Alcina, 64, acredita na vida e na arte. Agora ela colhe os frutos da caminhada artística e comemora o momento especial. “Eu cantava e me apresentava de forma diferente. Tudo isso faz parte de uma cantora que é diferente. Eu sei fazer dessa maneira. Ver agora esse ‘jeito todo’ chegar aos 40 anos de carreira, ver meu estilo ser aceito, e ainda ser ressaltada pela qualidade da minha voz, me dá orgulho”, afirma.

Em seu novo show ela mostra ao público canções de seu mais recente disco, De Normal (Bastam os Outros) (Nova Estação, R$ 16,90 em média). A obra conta com temas assinados por nomes como Zeca Baleiro, Péricles Cavalcanti, Arnaldo Antunes e Karina Buhr. É claro que não ficam de fora faixas de Jorge Ben Jor – Maria Alcina regravou Sem Vergonha, feita para ela e registrada no disco Bucaneira em 1992 –, João Bosco e Aldir Blanc.

As canções foram escritas a partir do olhar dos compositores para a artista. “Eu me surpreendi da forma como esses compositores me enxergam. A gente acha que não é visto mas somos sim. Também, hoje com a internet, nem o tatu-bola se esconde”, brinca ela, que não deixa de mencionar a sofisticação dos arranjos e o trabalho de direção no disco, assinada por Rovilson Pascoal, guitarrista da banda que a acompanha.

O novo repertório – com as faixas clássicas – rendeu show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, no último fim de semana. O registro, que também comemora o aniversário da carreira, chegará às prateleiras como DVD até o fim do ano. “Quando me vi lá cantando eu pensei: ‘eu existo’. A gente faz esse tempo por causa do público. E eu me senti inteira lá”, diz emocionada. “Foi uma festa para mim, eu estava comemorando”, diz.

Maria Alcina conta que é grata a todos os momentos e que os aplaude até o fim. “São momentos realizados, você aplaude para partir para outro.” Ela também se lembra de quando tinha pouca oportunidade, poucos shows, mas ainda assim, seguiu em frente. “Tudo é vida e ela é breve. Depois que fiz 60 anos eu mudei. A gente muda para melhor”, brinca. “Você sabe que há uma história atrás de você e sabe também que há um universo pela frente. As coisas tomam outro gosto. Você já sabe de você.” 



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Maria Alcina comemora 40 anos de carreira e quer mais

Com novo repertório, cantora registra show comemorativo para lançar DVD

Vinícius Castelli

12/07/2014 | 07:00


Não é todo dia que uma artista brasileira comemora 40 anos de carreira e, melhor ainda, faz isso com sede pelo o que vem pela frente, bom humor e feliz da vida. Essa é a cantora Maria Alcina.

A mineira que hoje vive em São Paulo surgiu nos palcos nos anos 1970. Dona de vozeirão grave e mulher de muitas cores nas roupas e maquiagem, Maria Alcina ganhou os holofotes em 1972, no Festival Internacional da Canção.

Caricata e carnavalesca, como ela diz a seu respeito, Maria Alcina, 64, acredita na vida e na arte. Agora ela colhe os frutos da caminhada artística e comemora o momento especial. “Eu cantava e me apresentava de forma diferente. Tudo isso faz parte de uma cantora que é diferente. Eu sei fazer dessa maneira. Ver agora esse ‘jeito todo’ chegar aos 40 anos de carreira, ver meu estilo ser aceito, e ainda ser ressaltada pela qualidade da minha voz, me dá orgulho”, afirma.

Em seu novo show ela mostra ao público canções de seu mais recente disco, De Normal (Bastam os Outros) (Nova Estação, R$ 16,90 em média). A obra conta com temas assinados por nomes como Zeca Baleiro, Péricles Cavalcanti, Arnaldo Antunes e Karina Buhr. É claro que não ficam de fora faixas de Jorge Ben Jor – Maria Alcina regravou Sem Vergonha, feita para ela e registrada no disco Bucaneira em 1992 –, João Bosco e Aldir Blanc.

As canções foram escritas a partir do olhar dos compositores para a artista. “Eu me surpreendi da forma como esses compositores me enxergam. A gente acha que não é visto mas somos sim. Também, hoje com a internet, nem o tatu-bola se esconde”, brinca ela, que não deixa de mencionar a sofisticação dos arranjos e o trabalho de direção no disco, assinada por Rovilson Pascoal, guitarrista da banda que a acompanha.

O novo repertório – com as faixas clássicas – rendeu show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, no último fim de semana. O registro, que também comemora o aniversário da carreira, chegará às prateleiras como DVD até o fim do ano. “Quando me vi lá cantando eu pensei: ‘eu existo’. A gente faz esse tempo por causa do público. E eu me senti inteira lá”, diz emocionada. “Foi uma festa para mim, eu estava comemorando”, diz.

Maria Alcina conta que é grata a todos os momentos e que os aplaude até o fim. “São momentos realizados, você aplaude para partir para outro.” Ela também se lembra de quando tinha pouca oportunidade, poucos shows, mas ainda assim, seguiu em frente. “Tudo é vida e ela é breve. Depois que fiz 60 anos eu mudei. A gente muda para melhor”, brinca. “Você sabe que há uma história atrás de você e sabe também que há um universo pela frente. As coisas tomam outro gosto. Você já sabe de você.” 

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