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Polícia investiga fraude na Ciretran


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

15/11/2012 | 07:00


O Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado), da Capital, vai investigar a participação de funcionários da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Santo André na confecção irregular de documentação de motos da marca Harley Davidson que eram roubadas e revendidas como novas depois de ter o número do chassi adulterado.

Dois homens foram presos ontem pela Divecar (Delegacia de Investigações Sobre Fraudes contra Seguros) acusados de serem os responsáveis pelo esquema chamado de ‘moto fantasma'.

As investigações começaram em junho, quando a Polícia Civil detectou cadastros recentes para veículos que aparentemente eram antigos. Questionada, a montadora confirmou não ter produzido as motos com as numerações de chassi pesquisadas pelas autoridades.

Em alguns casos, o ano de fabricação dos veículos era alterado para até uma década antes. "A mudança permitia vender as motos pela metade do valor sem chamar a atenção. Era como negociar uma Harley mais antiga", disse o delegado Sérgio Alves.

A dupla era considerada referência na comercialização de motos da Harley Davidson e escolhia suas vítimas em encontros e feiras de clientes da marca.

Desde o início dos trabalhos, foram recuperados 31 veículos roubados, avaliados em R$ 2 milhões. Segundo Alves, a documentação irregular das motos era confeccionada em órgãos de trânsito de municípios de toda a Grande São Paulo. Entre eles, o de Santo André.

A investigação do Deic focará agora como os dois acusados conseguiam a documentação e como ela era feita dentro das ciretrans.

Há suspeita de que os espelhos tenham sido roubados e que os dois indiciados conseguiam comprar os papéis no mercado negro. Além da possibilidade de o próprio documento ter sido falsificado com o nome de outras cidades para tirar a atenção da investigação.

"É uma questão muito delicada", disse Guerdson Ferreira, delegado seccional de Santo André. "Pode ser que tenha ocorrido fraude, mas tudo precisa ser muito bem investigado."

A seccional tem inquéritos sendo investigados nas delegacias das cidades que atende (Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) sobre registros de carros, motos e até tratores que não existiam de fato.

O Deic também irá apurar onde eram feitas as adulterações de chassi, de forma a  parecer com o original, e a participação de outras pessoas nos crimes.



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Polícia investiga fraude na Ciretran

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

15/11/2012 | 07:00


O Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado), da Capital, vai investigar a participação de funcionários da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Santo André na confecção irregular de documentação de motos da marca Harley Davidson que eram roubadas e revendidas como novas depois de ter o número do chassi adulterado.

Dois homens foram presos ontem pela Divecar (Delegacia de Investigações Sobre Fraudes contra Seguros) acusados de serem os responsáveis pelo esquema chamado de ‘moto fantasma'.

As investigações começaram em junho, quando a Polícia Civil detectou cadastros recentes para veículos que aparentemente eram antigos. Questionada, a montadora confirmou não ter produzido as motos com as numerações de chassi pesquisadas pelas autoridades.

Em alguns casos, o ano de fabricação dos veículos era alterado para até uma década antes. "A mudança permitia vender as motos pela metade do valor sem chamar a atenção. Era como negociar uma Harley mais antiga", disse o delegado Sérgio Alves.

A dupla era considerada referência na comercialização de motos da Harley Davidson e escolhia suas vítimas em encontros e feiras de clientes da marca.

Desde o início dos trabalhos, foram recuperados 31 veículos roubados, avaliados em R$ 2 milhões. Segundo Alves, a documentação irregular das motos era confeccionada em órgãos de trânsito de municípios de toda a Grande São Paulo. Entre eles, o de Santo André.

A investigação do Deic focará agora como os dois acusados conseguiam a documentação e como ela era feita dentro das ciretrans.

Há suspeita de que os espelhos tenham sido roubados e que os dois indiciados conseguiam comprar os papéis no mercado negro. Além da possibilidade de o próprio documento ter sido falsificado com o nome de outras cidades para tirar a atenção da investigação.

"É uma questão muito delicada", disse Guerdson Ferreira, delegado seccional de Santo André. "Pode ser que tenha ocorrido fraude, mas tudo precisa ser muito bem investigado."

A seccional tem inquéritos sendo investigados nas delegacias das cidades que atende (Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) sobre registros de carros, motos e até tratores que não existiam de fato.

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