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Petrópolis, sabor de renovação

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Kelly Zucatelli
Enviada ao Rio de Janeiro

15/11/2012 | 07:00


A Petrópolis de todos os tempos, caracterizada como marco da beleza natural da região serrana do Rio de Janeiro e também da história do Brasil, aos poucos volta a ganhar forma para atrair o turismo. Depois de ter sido alvo das torrenciais chuvas de verão do ano passado, a cidade ganha sabor de renovação. E ainda serve de palco, até o dia 20, para a 12ª edição do festival Petrópolis Gourmet.

 

Com programação diversificada (veja quadro abaixo) que se estende também ao distrito de Itaipava, o tema Sabores da Nossa Terra presta homenagem à gastronomia de todos os Estados da região Sudeste, com pratos das culinárias fluminense, capixaba, paulista e mineira elaborados por chefs de 25 estabelecimentos. Atividades culturais, cursos e workshops também são oferecidos gratuitamente.

 

Além dos atrativos gastronômicos, Petrópolis esbanja riquezas culturais e históricas que, de acordo com o diretor de Turismo, Aníbal Duarte, mantêm-se intactas e sem nenhum prejuízo em suas edificações após o desastre provocado pelas chuvas no início de 2011. “Estamos com todos os pontos turísticos em perfeitas condições para visitação. A parte afetada foi apenas 3% da zona rural, que fica distante da região central. E mesmo assim, já são feitos todos os trabalhos necessários para a recuperação dessas áreas. Neste ano, inauguramos outros locais para fortalecer o turismo”, afirma Duarte.

 

O responsável pelo departamento de turismo também revela que o perfil dos visitantes do município é formado por 10% de estrangeiros – norte-americanos, argentinos, ingleses, espanhóis e portugueses – e 70% de cariocas. Os outros 20% são divididos entre São Paulo e Minas Gerais. Pessoas da faixa etária entre 30 e 60 anos são as que mais arrumam as malas e partem para lá em busca de tranquilidade, contato com a natureza e enriquecimento cultural.

 

A repórter viajou a convite da Brite 2012 – Brazil Internacional Tourism Exchange

 

 

PATRIMÔNIOS DE CHARME

Reservar uma manhã ou tarde para conhecer um pouco da riqueza do patrimônio histórico de Petrópolis é fundamental na cidade que marca o Brasil de séculos passados, através de seus casarões, igrejas e praças.

O Museu Imperial (Rua da Imperatriz, 220) carrega o título de mais visitado do País. Móveis, jóias, porcelanas e peças de arte revelam o estilo de vida de Dom Pedro II e dona Teresa Cristina. De quinta a sexta-feira (às 20h), aos sábados e domingos (às 20h e às 21h) tem apresentação de jogo de luzes, no jardim Sonho de Luz, em frente ao espaço. São reproduzidas fotos e trechos em texto sobre a história do império brasileiro. O visitante paga R$ 8 para visitar o museu.

Outros locais muito visitados na cidade são a Casa de Santos Dumont e o Centro Cultural 14 Bis (Rua do Encanto, 22). Lá está um pouco da história do pai da aviação, com fotos, animações e a linha do tempo de seus inventos. O conceito de acessibilidade foi executado no local, com elevador e maquetes táteis que facilitam o contato de pessoas com deficiência  física ou visual. O ingresso custa R$ 5.

A beleza do Palácio de Cristal também não pode ficar de fora. Especialmente o palco de eventos, com sua arquitetura inspirada na França, a pedido da Princesa Isabel.

Petropólis também tem sua riqueza religiosa estampada nas várias igrejas que acolhem a população, de cerca de 300 mil pessoas. A Catedral São Pedro de Alcântara (Rua São Pedro de Alcântara, 60) é a pedra fundamental da cidade, lançada em 1884. É lá que repousam os restos mortais de Dom Pedro II, dona Teresa Cristina, Conde d´Eu e Princesa Isabel. Turistas podem visitar o local diariamente, das 8h às 18h. Também é liberado o acesso à torre da igreja, que proporciona vista ampla da cidade, de terça-feira a sábado, das 10h às 17h, com ingresso a R$ 8.

A Casa do Colono, a Casa Cláudio Souza, o Museu de Cera e o Palácio Itaboraí foram inaugurados recentemente. A de Cláudio Souza conta a trajetória do médico e escritor cuja família doou uma mansão à cidade em 1956. Já o Palácio Itaboraí, pertencente à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), conta com vasto acervo sobre a área da Saúde.

 

 

TRAVESSIA PELO PARNASO

A cidade de museus e construções seculares também conta com várias opções de ecoturismo. Em extensão de aproximadamente 20 mil hectares, o Parnaso (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) é um desses pontos que atraem milhares de pessoas para aproveitar trilhas, cachoeiras e montanhas, além de abrigar mais de 460 espécies de aves e 105 mamíferos. De biomas variados, a Pedra do Sino não pode ficar de fora das visitações.

A partir da entrada da sede Petrópolis, no bairro do Bonfim, em Corrêas – que agrega o Poço Paraíso, a Gruta do Presidente, a Escalada da Pedra Comprida, a Pedra do Açu e as Cachoeiras Véu da Noiva e das Andorinhas –, é possível fazer a travessia entre Petrópolis e Teresópolis, percurso de cerca de 30 quilômetros que é realizado em três dias, com ajuda de um guia.

A vista mais bonita do trajeto fica entre o Morro do Açu e a Pedra do Sino, que em dias de céu aberto propicia vislumbrar toda a Baía de Guanabara e o Grande Rio a uma altitude aproximada de 2.000 metros. O passeio custa R$ 12 e o ingresso pode ser comprado no site  www.icmbio.gov.br/parnaso.

 

 

TRILHAS

Para os adeptos das caminhadas, Petrópolis tem mais de 40 trilhas indicadas à prática esportiva. Só no Parnaso há trechos com variados níveis de dificuldade. O Poço Paraíso é o mais leve, com apenas 15 minutos de percurso a partir da portaria do Bonfim. Já a Gruta do Presidente é de nível moderado, sendo propícia a pessoas com bom preparo físico e aficionados por rapel.

Considerada o ‘muro de escaladas naturais’ do Vale do Bonfim, a Pedra Comprida é reduto de praticantes de alpinismo, com 22 vias de diversos níveis.

Para se refrescar com as águas naturais, a região abriga cerca de 20 cachoeiras. A Véu da Noiva é a mais famosa. Localizada na Gruta do Presidente e com quedas d´água de até 35 metros de altura, é deslumbrante. Já a Cachoeira das Andorinhas, que possui nível moderado a pesado para quem escolher a escalada, também se destaca como cartão-postal da natureza ao longo dos seus 15 metros de altura.

E por último, a Pedra do Açu é a escolha perfeita para os apaixonados por caminhada. O trajeto tem cerca de 7 quilômetros desde o ponto mais alto do Parnaso, com 2.245 metros de altitude. Essa empreitada, no entanto, é recomendada apenas a pessoas com alto nível de preparo físico, pois são necessárias aproximadamente 5 horas para chegar ao cume, que possui área de camping e coleta de água.

 

NAS NUVENS

Se aproveitar Petrópolis com os pés no chão é prazeroso e uma aula de qualidade de vida proporcionada pelo contato com a natureza, curtir a cidade do alto é ainda mais inesquecível.

Devido à demografia de grandes encostas e montanhas de pedreiras e ao desenvolvimento das correntes de ar termais (que desprendem do chão da encosta acima prolongando o tempo de voo), a região é perfeita para a prática de asa-delta e parapente.

Instrutores homologados pela ABVL (Associação Brasileira de Voo Livre) acompanham as pessoas que desejam fazer voo duplo em vários pontos das montanhas.

 



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Petrópolis, sabor de renovação

Kelly Zucatelli
Enviada ao Rio de Janeiro

15/11/2012 | 07:00


A Petrópolis de todos os tempos, caracterizada como marco da beleza natural da região serrana do Rio de Janeiro e também da história do Brasil, aos poucos volta a ganhar forma para atrair o turismo. Depois de ter sido alvo das torrenciais chuvas de verão do ano passado, a cidade ganha sabor de renovação. E ainda serve de palco, até o dia 20, para a 12ª edição do festival Petrópolis Gourmet.

 

Com programação diversificada (veja quadro abaixo) que se estende também ao distrito de Itaipava, o tema Sabores da Nossa Terra presta homenagem à gastronomia de todos os Estados da região Sudeste, com pratos das culinárias fluminense, capixaba, paulista e mineira elaborados por chefs de 25 estabelecimentos. Atividades culturais, cursos e workshops também são oferecidos gratuitamente.

 

Além dos atrativos gastronômicos, Petrópolis esbanja riquezas culturais e históricas que, de acordo com o diretor de Turismo, Aníbal Duarte, mantêm-se intactas e sem nenhum prejuízo em suas edificações após o desastre provocado pelas chuvas no início de 2011. “Estamos com todos os pontos turísticos em perfeitas condições para visitação. A parte afetada foi apenas 3% da zona rural, que fica distante da região central. E mesmo assim, já são feitos todos os trabalhos necessários para a recuperação dessas áreas. Neste ano, inauguramos outros locais para fortalecer o turismo”, afirma Duarte.

 

O responsável pelo departamento de turismo também revela que o perfil dos visitantes do município é formado por 10% de estrangeiros – norte-americanos, argentinos, ingleses, espanhóis e portugueses – e 70% de cariocas. Os outros 20% são divididos entre São Paulo e Minas Gerais. Pessoas da faixa etária entre 30 e 60 anos são as que mais arrumam as malas e partem para lá em busca de tranquilidade, contato com a natureza e enriquecimento cultural.

 

A repórter viajou a convite da Brite 2012 – Brazil Internacional Tourism Exchange

 

 

PATRIMÔNIOS DE CHARME

Reservar uma manhã ou tarde para conhecer um pouco da riqueza do patrimônio histórico de Petrópolis é fundamental na cidade que marca o Brasil de séculos passados, através de seus casarões, igrejas e praças.

O Museu Imperial (Rua da Imperatriz, 220) carrega o título de mais visitado do País. Móveis, jóias, porcelanas e peças de arte revelam o estilo de vida de Dom Pedro II e dona Teresa Cristina. De quinta a sexta-feira (às 20h), aos sábados e domingos (às 20h e às 21h) tem apresentação de jogo de luzes, no jardim Sonho de Luz, em frente ao espaço. São reproduzidas fotos e trechos em texto sobre a história do império brasileiro. O visitante paga R$ 8 para visitar o museu.

Outros locais muito visitados na cidade são a Casa de Santos Dumont e o Centro Cultural 14 Bis (Rua do Encanto, 22). Lá está um pouco da história do pai da aviação, com fotos, animações e a linha do tempo de seus inventos. O conceito de acessibilidade foi executado no local, com elevador e maquetes táteis que facilitam o contato de pessoas com deficiência  física ou visual. O ingresso custa R$ 5.

A beleza do Palácio de Cristal também não pode ficar de fora. Especialmente o palco de eventos, com sua arquitetura inspirada na França, a pedido da Princesa Isabel.

Petropólis também tem sua riqueza religiosa estampada nas várias igrejas que acolhem a população, de cerca de 300 mil pessoas. A Catedral São Pedro de Alcântara (Rua São Pedro de Alcântara, 60) é a pedra fundamental da cidade, lançada em 1884. É lá que repousam os restos mortais de Dom Pedro II, dona Teresa Cristina, Conde d´Eu e Princesa Isabel. Turistas podem visitar o local diariamente, das 8h às 18h. Também é liberado o acesso à torre da igreja, que proporciona vista ampla da cidade, de terça-feira a sábado, das 10h às 17h, com ingresso a R$ 8.

A Casa do Colono, a Casa Cláudio Souza, o Museu de Cera e o Palácio Itaboraí foram inaugurados recentemente. A de Cláudio Souza conta a trajetória do médico e escritor cuja família doou uma mansão à cidade em 1956. Já o Palácio Itaboraí, pertencente à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), conta com vasto acervo sobre a área da Saúde.

 

 

TRAVESSIA PELO PARNASO

A cidade de museus e construções seculares também conta com várias opções de ecoturismo. Em extensão de aproximadamente 20 mil hectares, o Parnaso (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) é um desses pontos que atraem milhares de pessoas para aproveitar trilhas, cachoeiras e montanhas, além de abrigar mais de 460 espécies de aves e 105 mamíferos. De biomas variados, a Pedra do Sino não pode ficar de fora das visitações.

A partir da entrada da sede Petrópolis, no bairro do Bonfim, em Corrêas – que agrega o Poço Paraíso, a Gruta do Presidente, a Escalada da Pedra Comprida, a Pedra do Açu e as Cachoeiras Véu da Noiva e das Andorinhas –, é possível fazer a travessia entre Petrópolis e Teresópolis, percurso de cerca de 30 quilômetros que é realizado em três dias, com ajuda de um guia.

A vista mais bonita do trajeto fica entre o Morro do Açu e a Pedra do Sino, que em dias de céu aberto propicia vislumbrar toda a Baía de Guanabara e o Grande Rio a uma altitude aproximada de 2.000 metros. O passeio custa R$ 12 e o ingresso pode ser comprado no site  www.icmbio.gov.br/parnaso.

 

 

TRILHAS

Para os adeptos das caminhadas, Petrópolis tem mais de 40 trilhas indicadas à prática esportiva. Só no Parnaso há trechos com variados níveis de dificuldade. O Poço Paraíso é o mais leve, com apenas 15 minutos de percurso a partir da portaria do Bonfim. Já a Gruta do Presidente é de nível moderado, sendo propícia a pessoas com bom preparo físico e aficionados por rapel.

Considerada o ‘muro de escaladas naturais’ do Vale do Bonfim, a Pedra Comprida é reduto de praticantes de alpinismo, com 22 vias de diversos níveis.

Para se refrescar com as águas naturais, a região abriga cerca de 20 cachoeiras. A Véu da Noiva é a mais famosa. Localizada na Gruta do Presidente e com quedas d´água de até 35 metros de altura, é deslumbrante. Já a Cachoeira das Andorinhas, que possui nível moderado a pesado para quem escolher a escalada, também se destaca como cartão-postal da natureza ao longo dos seus 15 metros de altura.

E por último, a Pedra do Açu é a escolha perfeita para os apaixonados por caminhada. O trajeto tem cerca de 7 quilômetros desde o ponto mais alto do Parnaso, com 2.245 metros de altitude. Essa empreitada, no entanto, é recomendada apenas a pessoas com alto nível de preparo físico, pois são necessárias aproximadamente 5 horas para chegar ao cume, que possui área de camping e coleta de água.

 

NAS NUVENS

Se aproveitar Petrópolis com os pés no chão é prazeroso e uma aula de qualidade de vida proporcionada pelo contato com a natureza, curtir a cidade do alto é ainda mais inesquecível.

Devido à demografia de grandes encostas e montanhas de pedreiras e ao desenvolvimento das correntes de ar termais (que desprendem do chão da encosta acima prolongando o tempo de voo), a região é perfeita para a prática de asa-delta e parapente.

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