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Deixe a caranga brilhando


Lukas Kenji
Especial para o Diário

14/11/2012 | 07:00


Domingão ensolarado. É dia de lavar o carro. São horas dedicadas para que a caranga fique nos trinques. Esta rotina ainda é cultuada por muitos, no entanto, outros tantos apelam para serviços de lava rápidos que visam cada vez mais proporcionar maior comodidade aos clientes.

Pelo preço médio de R$ 25, os estabelecimentos disponibilizam serviço de leva e traz. Ou seja, o cliente não precisa sair de casa - e aguardar naquelas filas intermináveis - para que seu veículo seja lavado. "A gente também leva máquina para quem quer pagar com cartão", garante Rodrigo Sereno, proprietário do lava rápido Persolav, em Santo André.

Segundo ele, também já é realizado o serviço de polimento na casa do próprio cliente. Com o custo médio entre R$ 260 e R$ 300, o carro também recebe o trato de cristalização, que protege e garante brilho extra à pintura. A novidade em matéria de serviços, porém, chama-se vitrificação. "São usados produtos que formam uma película que se parece ao vidro. A lataria fica protegida de riscos e sujeiras por pelo menos três anos", explica o empresário. O serviço custa a partir de R$ 650.

Essa gama de ofertas inclui impermeabilização de bancos e higienização completa do veículo, transforma os lava rápidos em verdadeiros salões de beleza. Mas estes estabelecimentos estão ganhando concorrentes que gastam menos de um litro de água para lavar o carro.

Popularmente, o serviço é chamado de lavagem a seco. Com cera multiuso à base de carnaúba e teflon, mais pano de algodão, as partes internas e externas do carro ficam limpas em apenas 40 minutos.

E as sujeiras mais profundas, exatamente aquelas que fazem parecer que o carro participou de um rali? "Só será necessária a aplicação extra de cera multiuso, que limpa o carro sem agredir a verniz da lataria", garante o diretor da AcquaZero, Marcos Mendes, que trabalha também com produtos especiais para a limpeza de rodas.

A empresa já está testando uma nova modalidade de limpeza por meio de máquina a vapor. "Ela tem intensidade de lavadora de alta pressão, mas solta apenas o vapor. A proposta está em fase de estudos, mas deve ser lançada ainda neste ano", afirmou Mendes.

O diferencial da lavagem a seco é que ela pode ser feita na casa do cliente ou em qualquer outro lugar onde o carro esteja, pois dispensa o uso de água. "Como a cera multiuso é concentrada, a água só é necessária para a diluição do produto. Com 300 ml, um automóvel pode ser lavado por completo", explicou o proprietário da Llotus, Guto Gómez, sobre o serviço, que tem preço entre R$ 25 e R$ 35 - dependendo do tamanho do veículo.

A Llotus tem uma franquia em Mauá, que faz serviços delivery também. Os limpadores vão à casa do cliente com um carrinho equipado com o famoso pretinho, silicone, limpa tapete, reservatório de resíduos, além de aspirador de pó.

Com tantos tipos de serviço à disposição, só deixa o carro sujo quem quer.

Simples fato de lavar o carro envolve questões ecológicas

Para que um automóvel fique limpo são necessários pelo menos 500 litros de água. Nos tempos de hoje em que a responsabilidade ambiental está em pauta, o serviço de lavagem de veículos não é visto como ecologicamente correto. Exatamente por isso foi criada a lei que obriga os estabelecimentos a reutilizarem a água de lavagem.

O documento, criado em 2010 sob o número 9.349, obriga lava rápidos a implementarem filtros (à base de pedra e areia) que impedem óleo e produtos químicos de chegarem ao sistema de esgoto.

Na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (350 quilômetros da Capital), os governantes foram além. É proibido lavar o carro com água, até mesmo em casa. Para Marcos Mendes, diretor da AcquaZero, empresa que não usa água na lavagem de carros, a medida é uma tendência. "Em menos de dez anos ninguém mais lavará o carro com água."

Para o proprietário da Llotus, Guto Gómez, o sistema de lavagem sem água é até mesmo um ótimo negócio. "Dá retorno no primeiro mês de investimento. E faz bem para todo mundo. Para o meio ambiente, para o cliente e para o carro", disse.

Já Rodrigo Sereno, proprietário de um lava rápido, discorda. Segundo ele, a lavagem de lataria é boa, mas é impossível deixar alguns componentes totalmente limpos. "Beral de porta, caixa de rodas, componentes de motor não podem ser lavados sem água", explica.

"As pessoas podem lavar seus automóveis a seco duas ou três vezes, mas depois vão voltar a lava rápidos porque o serviço tem mais qualidade", completou.

De qualquer forma, Sereno afirma que o compromisso sustentável não é esquecido. "Usamos água de reúso e utilizamos a menor quantidade de água possível. Orientamos os funcionários a deixar a torneira fechada enquanto ensaboam o carro", concluiu o empresário.



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Deixe a caranga brilhando

Lukas Kenji
Especial para o Diário

14/11/2012 | 07:00


Domingão ensolarado. É dia de lavar o carro. São horas dedicadas para que a caranga fique nos trinques. Esta rotina ainda é cultuada por muitos, no entanto, outros tantos apelam para serviços de lava rápidos que visam cada vez mais proporcionar maior comodidade aos clientes.

Pelo preço médio de R$ 25, os estabelecimentos disponibilizam serviço de leva e traz. Ou seja, o cliente não precisa sair de casa - e aguardar naquelas filas intermináveis - para que seu veículo seja lavado. "A gente também leva máquina para quem quer pagar com cartão", garante Rodrigo Sereno, proprietário do lava rápido Persolav, em Santo André.

Segundo ele, também já é realizado o serviço de polimento na casa do próprio cliente. Com o custo médio entre R$ 260 e R$ 300, o carro também recebe o trato de cristalização, que protege e garante brilho extra à pintura. A novidade em matéria de serviços, porém, chama-se vitrificação. "São usados produtos que formam uma película que se parece ao vidro. A lataria fica protegida de riscos e sujeiras por pelo menos três anos", explica o empresário. O serviço custa a partir de R$ 650.

Essa gama de ofertas inclui impermeabilização de bancos e higienização completa do veículo, transforma os lava rápidos em verdadeiros salões de beleza. Mas estes estabelecimentos estão ganhando concorrentes que gastam menos de um litro de água para lavar o carro.

Popularmente, o serviço é chamado de lavagem a seco. Com cera multiuso à base de carnaúba e teflon, mais pano de algodão, as partes internas e externas do carro ficam limpas em apenas 40 minutos.

E as sujeiras mais profundas, exatamente aquelas que fazem parecer que o carro participou de um rali? "Só será necessária a aplicação extra de cera multiuso, que limpa o carro sem agredir a verniz da lataria", garante o diretor da AcquaZero, Marcos Mendes, que trabalha também com produtos especiais para a limpeza de rodas.

A empresa já está testando uma nova modalidade de limpeza por meio de máquina a vapor. "Ela tem intensidade de lavadora de alta pressão, mas solta apenas o vapor. A proposta está em fase de estudos, mas deve ser lançada ainda neste ano", afirmou Mendes.

O diferencial da lavagem a seco é que ela pode ser feita na casa do cliente ou em qualquer outro lugar onde o carro esteja, pois dispensa o uso de água. "Como a cera multiuso é concentrada, a água só é necessária para a diluição do produto. Com 300 ml, um automóvel pode ser lavado por completo", explicou o proprietário da Llotus, Guto Gómez, sobre o serviço, que tem preço entre R$ 25 e R$ 35 - dependendo do tamanho do veículo.

A Llotus tem uma franquia em Mauá, que faz serviços delivery também. Os limpadores vão à casa do cliente com um carrinho equipado com o famoso pretinho, silicone, limpa tapete, reservatório de resíduos, além de aspirador de pó.

Com tantos tipos de serviço à disposição, só deixa o carro sujo quem quer.

Simples fato de lavar o carro envolve questões ecológicas

Para que um automóvel fique limpo são necessários pelo menos 500 litros de água. Nos tempos de hoje em que a responsabilidade ambiental está em pauta, o serviço de lavagem de veículos não é visto como ecologicamente correto. Exatamente por isso foi criada a lei que obriga os estabelecimentos a reutilizarem a água de lavagem.

O documento, criado em 2010 sob o número 9.349, obriga lava rápidos a implementarem filtros (à base de pedra e areia) que impedem óleo e produtos químicos de chegarem ao sistema de esgoto.

Na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (350 quilômetros da Capital), os governantes foram além. É proibido lavar o carro com água, até mesmo em casa. Para Marcos Mendes, diretor da AcquaZero, empresa que não usa água na lavagem de carros, a medida é uma tendência. "Em menos de dez anos ninguém mais lavará o carro com água."

Para o proprietário da Llotus, Guto Gómez, o sistema de lavagem sem água é até mesmo um ótimo negócio. "Dá retorno no primeiro mês de investimento. E faz bem para todo mundo. Para o meio ambiente, para o cliente e para o carro", disse.

Já Rodrigo Sereno, proprietário de um lava rápido, discorda. Segundo ele, a lavagem de lataria é boa, mas é impossível deixar alguns componentes totalmente limpos. "Beral de porta, caixa de rodas, componentes de motor não podem ser lavados sem água", explica.

"As pessoas podem lavar seus automóveis a seco duas ou três vezes, mas depois vão voltar a lava rápidos porque o serviço tem mais qualidade", completou.

De qualquer forma, Sereno afirma que o compromisso sustentável não é esquecido. "Usamos água de reúso e utilizamos a menor quantidade de água possível. Orientamos os funcionários a deixar a torneira fechada enquanto ensaboam o carro", concluiu o empresário.

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