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De Volta Para o Passado

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

18/07/2012 | 07:00


Protagonista da trilogia do filme De Volta Para o Futuro interpretando uma máquina do tempo, o DeLorean DMC-12 é mais um destes veículos que parecem ter sido inventados por esse tal gênio do cinema chamado Steven Spielberg. Mas sim, ele existe! E apesar de apenas quatro ou cinco unidades circularem pelo Brasil, o Diário conseguiu encontrar um exemplar vindo do ano de 1981 dando um passeio por São Paulo no dia 13 de julho de 2012...

Não. O DeLorean DMC-12 não utiliza um capacitador de fluxo inventado pelo genial e caricato doutor Emmett Brown, interpretado pelo ator Christopher Loyd. Na realidade, o modelo com carroceria de aço e alumínio escovados, e portas asas de gaivota - no melhor estilo Mercedes 300 SL Gull Wing - tem motor traseiro 2.8 V6 de 130 cv de potência desenvolvido por uma antiga parceria entre Peugeot, Renault e Volvo. A transmissão é manual de cinco velocidades, mas existia a opção automática de três marchas.

Durante uma rápida volta pelo bairro da Vila Leopoldina, na Capital, o cupê para apenas dois ocupantes mostrou-se um modelo complicado. Apesar de voluntarioso, o propulsor é ligeiramente barulhento, entregando os 31 anos de vida. No filme, para conseguir ir para o futuro ou voltar ao passado, o DMC-12 precisava atingir a velocidade de 88 mph (141 km/h). Na vida real, a velocidade máxima é de 177 km/h - nada mal!

O câmbio tem engates curtos, entregando a esportividade que o modelo sugere, mas muito imprecisos. Os pedais, assim como a direção, são duros. A posição de dirigir é baixa e a manopla da transmissão está em uma posição elevada.

O painel de instrumentos também entrega a época do modelo, e em nada lembra o desenvolvido por Doc - como Marty McFly, personagem de Michael J. Fox, chamava o amigo. Grande, retangular e com relógios analógicos de aviões de outrora, a única informação que se destaca é a luz no canto inferior esquerdo que indica que a porta está aberta.

O sistema de som é composto por um rádio comum, típico do início da ainda cultuada década de 1980. Nada de conectividade Bluetooth, entrada auxiliar USB ou CD Player com MP3. Nem mesmo um toca-fitas para colocar a K7 da trilha sonora do filme e escutar a música The Power of Love (Huey Lewis and the News)...

 

ESTILO ÚNICO

Gosto não se discute. Um carro para um pode ser o mais bonito do mundo, ao mesmo tempo em que para outro é o mais feio de todos os tempos. Classificar a beleza do DeLorean é complicado. Mas algo é possível cravar: o design tem muita personalidade. A começar pela dianteira com faróis quadrados (duplos), grade retangular ampla e piscas integrados ao para-choque.

O capô amplo e liso se funde com o parabrisa inclinado e esconde o porta-malas de proporções modestas. A lateral chama a atenção pelo recorte das portas asas de gaivota e a ampla janela em forma de trapézio, mas que tem abertura de apenas alguns centímetros. A longa caída do teto com área envidraçada na região do motor também agrada. Já a traseira tem o conjunto óptico quadriculado - único do modelo.

O DeLorean, como carro, não é nada demais. Mas, definitivamente, estaria na calçada da fama dos automóveis mais famosos do mundo.

 

Trajetória relâmpago e polêmica

 

A DMC (DeLorean Motors Company) teve uma trajetória rápida, mas com tempo suficiente para criar um dos mitos da indústria: o DMC-12.

A marca foi criada em 1975 por John Zachary DeLorean, após ele ter deixado a vice-presidência da General Motors em virtude de conflitos internos. No entanto, antes de trabalhar na GM, DeLorean, nascido em Detroit - berço da indústria automobilística dos Estados Unidos - trabalhou na Pontiac e foi responsável pela criação do Pontiac GTO, um dos muscle cars mais cultuados no mundo.

À frente da DMC, DeLorean construiu uma fábrica na Irlanda do Norte e começou a desenvolver o esportivo que viria a ser artista de cinema. Com alguns milhões de dólares no caixa, investiu pesado. O designer Giorgetto Giugiaro e o lendário Colin Chapman, fundador da Lotus, ajudaram no projeto que ganharia vida em 1981.

Um ano depois, em virtude de o DeLorean DMC-12 ser um carro caro e de pouco volume, o empresário começou a enfrentar problemas financeiros, declarando falência ainda em 1982.

Entre os vários causos que marcam a vida de John Z.DeLorean está um de que ele teria tentado traficar cocaína em um de seus veículos para conseguir alguns trocados e manter a DMC viva. No entanto, nada foi provado contra ele, que morreu em 2005.



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De Volta Para o Passado

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

18/07/2012 | 07:00


Protagonista da trilogia do filme De Volta Para o Futuro interpretando uma máquina do tempo, o DeLorean DMC-12 é mais um destes veículos que parecem ter sido inventados por esse tal gênio do cinema chamado Steven Spielberg. Mas sim, ele existe! E apesar de apenas quatro ou cinco unidades circularem pelo Brasil, o Diário conseguiu encontrar um exemplar vindo do ano de 1981 dando um passeio por São Paulo no dia 13 de julho de 2012...

Não. O DeLorean DMC-12 não utiliza um capacitador de fluxo inventado pelo genial e caricato doutor Emmett Brown, interpretado pelo ator Christopher Loyd. Na realidade, o modelo com carroceria de aço e alumínio escovados, e portas asas de gaivota - no melhor estilo Mercedes 300 SL Gull Wing - tem motor traseiro 2.8 V6 de 130 cv de potência desenvolvido por uma antiga parceria entre Peugeot, Renault e Volvo. A transmissão é manual de cinco velocidades, mas existia a opção automática de três marchas.

Durante uma rápida volta pelo bairro da Vila Leopoldina, na Capital, o cupê para apenas dois ocupantes mostrou-se um modelo complicado. Apesar de voluntarioso, o propulsor é ligeiramente barulhento, entregando os 31 anos de vida. No filme, para conseguir ir para o futuro ou voltar ao passado, o DMC-12 precisava atingir a velocidade de 88 mph (141 km/h). Na vida real, a velocidade máxima é de 177 km/h - nada mal!

O câmbio tem engates curtos, entregando a esportividade que o modelo sugere, mas muito imprecisos. Os pedais, assim como a direção, são duros. A posição de dirigir é baixa e a manopla da transmissão está em uma posição elevada.

O painel de instrumentos também entrega a época do modelo, e em nada lembra o desenvolvido por Doc - como Marty McFly, personagem de Michael J. Fox, chamava o amigo. Grande, retangular e com relógios analógicos de aviões de outrora, a única informação que se destaca é a luz no canto inferior esquerdo que indica que a porta está aberta.

O sistema de som é composto por um rádio comum, típico do início da ainda cultuada década de 1980. Nada de conectividade Bluetooth, entrada auxiliar USB ou CD Player com MP3. Nem mesmo um toca-fitas para colocar a K7 da trilha sonora do filme e escutar a música The Power of Love (Huey Lewis and the News)...

 

ESTILO ÚNICO

Gosto não se discute. Um carro para um pode ser o mais bonito do mundo, ao mesmo tempo em que para outro é o mais feio de todos os tempos. Classificar a beleza do DeLorean é complicado. Mas algo é possível cravar: o design tem muita personalidade. A começar pela dianteira com faróis quadrados (duplos), grade retangular ampla e piscas integrados ao para-choque.

O capô amplo e liso se funde com o parabrisa inclinado e esconde o porta-malas de proporções modestas. A lateral chama a atenção pelo recorte das portas asas de gaivota e a ampla janela em forma de trapézio, mas que tem abertura de apenas alguns centímetros. A longa caída do teto com área envidraçada na região do motor também agrada. Já a traseira tem o conjunto óptico quadriculado - único do modelo.

O DeLorean, como carro, não é nada demais. Mas, definitivamente, estaria na calçada da fama dos automóveis mais famosos do mundo.

 

Trajetória relâmpago e polêmica

 

A DMC (DeLorean Motors Company) teve uma trajetória rápida, mas com tempo suficiente para criar um dos mitos da indústria: o DMC-12.

A marca foi criada em 1975 por John Zachary DeLorean, após ele ter deixado a vice-presidência da General Motors em virtude de conflitos internos. No entanto, antes de trabalhar na GM, DeLorean, nascido em Detroit - berço da indústria automobilística dos Estados Unidos - trabalhou na Pontiac e foi responsável pela criação do Pontiac GTO, um dos muscle cars mais cultuados no mundo.

À frente da DMC, DeLorean construiu uma fábrica na Irlanda do Norte e começou a desenvolver o esportivo que viria a ser artista de cinema. Com alguns milhões de dólares no caixa, investiu pesado. O designer Giorgetto Giugiaro e o lendário Colin Chapman, fundador da Lotus, ajudaram no projeto que ganharia vida em 1981.

Um ano depois, em virtude de o DeLorean DMC-12 ser um carro caro e de pouco volume, o empresário começou a enfrentar problemas financeiros, declarando falência ainda em 1982.

Entre os vários causos que marcam a vida de John Z.DeLorean está um de que ele teria tentado traficar cocaína em um de seus veículos para conseguir alguns trocados e manter a DMC viva. No entanto, nada foi provado contra ele, que morreu em 2005.

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