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Paixão por ídolos eternos


Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

26/05/2013 | 07:00


Existem bandas e artistas que parecem imortais. Suas músicas e influência continuam tão vivas que é estranho pensar em nunca assistir a um show ao vivo. Principalmente porque, ao longo do tempo, os ídolos continuam na mídia. Mesmo sem novas composições, sempre surgem maneiras de trazer algo inédito para os fãs.

É o caso de Faroeste Caboclo, que chega quinta (30) aos cinemas. Quem curte Legião Urbana sabe de cor a saga de João de Santo Cristo pela canção que dá nome ao longa, composta por Renato Russo em 1979 e lançada em 1987.

A expectativa para a produção é grande. Em menos de 48 horas o trailer teve mais de 1 milhão de acessos no YouTube; chegou a 2 milhões em cinco dias. "Esses filmes são importantes para que conheçam letras, músicas e a história da melhor banda de todos os tempos", diz Matheus Jardim Bozio, 18 anos, de São Caetano, lembrando ainda o longa Somos Tão Jovens, sobre a trajetória de Renato Russo.

Para o legionário (fã da banda) Matheus Nunes, 15, de São Caetano, existem artistas que nunca serão esquecidos. "Deixaram legado que é transmitido por gerações." Para o garoto, grupos antigos servem de inspiração para os novos. "Por isso, são os melhores."

Fãs de The Beatles, os amigos Victor Marques, 17, e Murilo dos Santos, 17, de Santo André, acreditam que os ídolos revolucionaram o rock. "É mais do que qualquer outra banda. Depois deles, a música mudou", diz Victor, que curte saber tudo sobre o quarteto.

A paixão do garoto contagiou os amigos, como Murilo, que procurou álbuns na net. "Música boa não envelhece, mas fica melhor com o passar do tempo. Algumas até tratam de assuntos atuais."

Hoje, descobrir bandas com ajuda da web é comum. "Antigamente, só conheciam um artista se a família tivesse o disco. Agora, o acesso é maior, com amplitude de contatos que nunca existiu", explica Ana Bock, professora de Psicologia da Educação da PUC-SP.

Outro privilégio é a proximidade com o ídolo. "O fã passou a ter fotos e objetos que permitem curtir ainda mais", afirma a psicóloga. Zoe Zan Boekel, 16, de Santo André, que o diga. Tem quarto ‘decorado' com LPs, quadros e pôsteres de artistas, como Kurt Cobain. "Ouço Nirvana quase todo dia. Gosto pela personalidade da banda. As letras são bem trabalhadas e os ritmos contagiantes."

Zoe também curte Renato Russo e Raul Seixas. "Toco violão e guitarra por causa deles." Ela acredita que seja fácil eternizar um ídolo. "Basta os fãs serem fiéis e mostrarem as obras às novas gerações. Assim, o artista continua vivo dentro da gente."

 

Show com hologramas

Já pensou em assistir ao show do seu ídolo que já morreu? O sonho pode se tornar possível para quem se contentar em vê-lo como holograma (tecnologia que reproduz a imagem do artista). Em 2012, Snoop Dogg realizou a façanha apresentando-se ao lado do rapper Tupac Shakur, assassinado em 1996.

A ideia conquistou vários produtores culturais, que planejam fazer o mesmo com Michael Jackson, Elvis Presley e Kurt Cobain. A moda também chegou ao Brasil. Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, quer reproduzir o pai em Brasília, sua terra natal. Já os músicos Omar Marzagão e George Israel estão organizando turnê de Cazuza.

Tem quem goste da ideia, como Zoe Boekel, 16 anos. "É bela forma de homenagem." No entanto, pode não agradar a todos. "É ideia ruim, pois jamais seria a mesma coisa. O mínimo que deveríamos fazer é respeitar a memória deles", afirma Matheus Nunes, 15.

 

Nirvana

Kurt Cobain (1967-1994), vocalista e guitarrista do Nirvana, vai ganhar documentário sobre sua trajetória. O cineasta Brett Morgen, idealizador do projeto, pretende misturar animação e cenas verídicas. Deve estrear em 2014.

 

Elvis Presley

O documentário Elvis: That's the Way It Is (1970) mostra como eram ensaios e bastidores dos espetáculos do Rei do Rock em Las Vegas. Já o filme Elvis and Me (1988) é baseado na biografia de mesmo nome, publicada em 1985.

 

Cazuza

Cazuza - O Tempo não Para (2004) conta a história do cantor e compositor, desde o início da carreira musical até sua morte, em 1990. O longa ganhou o prêmio do Festival de Cinema Ibero-Americano LaCinemaFe de melhor filme e melhor ator (Daniel de Oliveira).

 

The Doors

The Doors (1991) narra a trajetória de Jim Morrison e da banda que liderou nos anos 1960. Já o documentário The Doors: When You're Strange (2009) tem trechos de shows, depoimentos e imagens de arquivo.

 

Raul Seixas

O documentário Raul - O Início, o Fim e o Meio (2012) traz detalhes da vida do maior ícone do rock brasileiro. O longa mostra entrevistas com familiares, amigos e conhecidos de Raul Seixas, como o parceiro de composições Paulo Coelho.

 

Legião Urbana

Renato Russo está nos longas Rock Brasília - Era de Ouro (2011), que conta a história dos jovens brasilienses em busca do sucesso, e Somos Tão Jovens (2013), que retrata o início de sua carreira. Já Faroeste Caboclo, que estreia dia 30, é baseado em uma de suas composições.

 



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Paixão por ídolos eternos

Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

26/05/2013 | 07:00


Existem bandas e artistas que parecem imortais. Suas músicas e influência continuam tão vivas que é estranho pensar em nunca assistir a um show ao vivo. Principalmente porque, ao longo do tempo, os ídolos continuam na mídia. Mesmo sem novas composições, sempre surgem maneiras de trazer algo inédito para os fãs.

É o caso de Faroeste Caboclo, que chega quinta (30) aos cinemas. Quem curte Legião Urbana sabe de cor a saga de João de Santo Cristo pela canção que dá nome ao longa, composta por Renato Russo em 1979 e lançada em 1987.

A expectativa para a produção é grande. Em menos de 48 horas o trailer teve mais de 1 milhão de acessos no YouTube; chegou a 2 milhões em cinco dias. "Esses filmes são importantes para que conheçam letras, músicas e a história da melhor banda de todos os tempos", diz Matheus Jardim Bozio, 18 anos, de São Caetano, lembrando ainda o longa Somos Tão Jovens, sobre a trajetória de Renato Russo.

Para o legionário (fã da banda) Matheus Nunes, 15, de São Caetano, existem artistas que nunca serão esquecidos. "Deixaram legado que é transmitido por gerações." Para o garoto, grupos antigos servem de inspiração para os novos. "Por isso, são os melhores."

Fãs de The Beatles, os amigos Victor Marques, 17, e Murilo dos Santos, 17, de Santo André, acreditam que os ídolos revolucionaram o rock. "É mais do que qualquer outra banda. Depois deles, a música mudou", diz Victor, que curte saber tudo sobre o quarteto.

A paixão do garoto contagiou os amigos, como Murilo, que procurou álbuns na net. "Música boa não envelhece, mas fica melhor com o passar do tempo. Algumas até tratam de assuntos atuais."

Hoje, descobrir bandas com ajuda da web é comum. "Antigamente, só conheciam um artista se a família tivesse o disco. Agora, o acesso é maior, com amplitude de contatos que nunca existiu", explica Ana Bock, professora de Psicologia da Educação da PUC-SP.

Outro privilégio é a proximidade com o ídolo. "O fã passou a ter fotos e objetos que permitem curtir ainda mais", afirma a psicóloga. Zoe Zan Boekel, 16, de Santo André, que o diga. Tem quarto ‘decorado' com LPs, quadros e pôsteres de artistas, como Kurt Cobain. "Ouço Nirvana quase todo dia. Gosto pela personalidade da banda. As letras são bem trabalhadas e os ritmos contagiantes."

Zoe também curte Renato Russo e Raul Seixas. "Toco violão e guitarra por causa deles." Ela acredita que seja fácil eternizar um ídolo. "Basta os fãs serem fiéis e mostrarem as obras às novas gerações. Assim, o artista continua vivo dentro da gente."

 

Show com hologramas

Já pensou em assistir ao show do seu ídolo que já morreu? O sonho pode se tornar possível para quem se contentar em vê-lo como holograma (tecnologia que reproduz a imagem do artista). Em 2012, Snoop Dogg realizou a façanha apresentando-se ao lado do rapper Tupac Shakur, assassinado em 1996.

A ideia conquistou vários produtores culturais, que planejam fazer o mesmo com Michael Jackson, Elvis Presley e Kurt Cobain. A moda também chegou ao Brasil. Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, quer reproduzir o pai em Brasília, sua terra natal. Já os músicos Omar Marzagão e George Israel estão organizando turnê de Cazuza.

Tem quem goste da ideia, como Zoe Boekel, 16 anos. "É bela forma de homenagem." No entanto, pode não agradar a todos. "É ideia ruim, pois jamais seria a mesma coisa. O mínimo que deveríamos fazer é respeitar a memória deles", afirma Matheus Nunes, 15.

 

Nirvana

Kurt Cobain (1967-1994), vocalista e guitarrista do Nirvana, vai ganhar documentário sobre sua trajetória. O cineasta Brett Morgen, idealizador do projeto, pretende misturar animação e cenas verídicas. Deve estrear em 2014.

 

Elvis Presley

O documentário Elvis: That's the Way It Is (1970) mostra como eram ensaios e bastidores dos espetáculos do Rei do Rock em Las Vegas. Já o filme Elvis and Me (1988) é baseado na biografia de mesmo nome, publicada em 1985.

 

Cazuza

Cazuza - O Tempo não Para (2004) conta a história do cantor e compositor, desde o início da carreira musical até sua morte, em 1990. O longa ganhou o prêmio do Festival de Cinema Ibero-Americano LaCinemaFe de melhor filme e melhor ator (Daniel de Oliveira).

 

The Doors

The Doors (1991) narra a trajetória de Jim Morrison e da banda que liderou nos anos 1960. Já o documentário The Doors: When You're Strange (2009) tem trechos de shows, depoimentos e imagens de arquivo.

 

Raul Seixas

O documentário Raul - O Início, o Fim e o Meio (2012) traz detalhes da vida do maior ícone do rock brasileiro. O longa mostra entrevistas com familiares, amigos e conhecidos de Raul Seixas, como o parceiro de composições Paulo Coelho.

 

Legião Urbana

Renato Russo está nos longas Rock Brasília - Era de Ouro (2011), que conta a história dos jovens brasilienses em busca do sucesso, e Somos Tão Jovens (2013), que retrata o início de sua carreira. Já Faroeste Caboclo, que estreia dia 30, é baseado em uma de suas composições.

 

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