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Qualidade do ar piorou
na região em 2012

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Quantidade de ozônio no ar ultrapassou o nível
aceitável em Santo André, Diadema e Mauá


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

14/05/2013 | 07:00


A qualidade do ar no Grande ABC piorou de 2011 para 2012. Segundo relatório anual da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), aumentou o número de dias em que a quantidade de ozônio superou o valor considerado aceitável, de 150 microgramas por metro cúbico. O patamar de atenção é superior a 200 microgramas por metro cúbico.

A alta foi registrada nas estações de medição Capuava, em Santo André, Diadema e Mauá. A única da região que apresentou queda foi a de São Caetano. Com 49 registros, Mauá é a segunda cidade do Estado com maior número de ultrapassagens em relação ao nível padrão, atrás apenas da Capital. A estação do Ibirapuera computou 61 dias com níveis superiores ao padrão (veja tabela com os dados regionais ao lado). Demais indicadores, como de monóxido de carbono e dióxido de enxofre, não superaram o patamar máximo.

A gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb, Maria Helena Martins, informa que o aumento no índice de ozônio não significa, necessariamente, que o poluente foi formado em maior quantidade na atmosfera. "Esse processo está muito ligado a condições meteorológicas, como temperatura e insolação", explica. "O ozônio não é emitido por nenhuma fonte, mas formado na atmosfera a partir de gazes lançados pela indústria e por veículos automotores", acrescenta. Segundo Maria Helena, o gás é encontrado em maior quantidade no pico entre 13h e 19h. Para reduzir a incidência, uma das medidas do poder público é incentivar o uso de combustíveis limpos, como o etanol.

A meteorologista Olívia Nunes, da Somar Meteorologia, explica que, com o tempo seco, o ozônio apresenta maior concentração. "Nesta época de outono não temos passagem de frentes frias tão frequentes sobre o Sudeste. Sem um sistema passando, a atmosfera fica parada, e os poluentes soltos não têm como se dispersar."

NOVO CRITÉRIO

A partir deste ano, a Cetesb aumentou o rigor dos critérios para análise do ar. Com a mudança, os padrões para classificação do nível de poluentes foram rebaixados. No caso dos materiais particulados inaláveis, por exemplo, antes, a qualidade só era definida como péssima a partir de 420 microgramas por metro cúbico. Agora, com 250 microgramas, já é possível incluir a medição no pior patamar.

Poluente provoca crises respiratórias e gera irritação das mucosas

A inalação do ozônio provoca desconfortos respiratórios, aponta o pneumologista Elie Fiss, professor da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC). "Como todos os poluentes, este gás acaba sendo um irritante das vias aéreas. Pacientes que já têm certo grau de enfisema, bronquite ou asma, podem ter problemas maiores", salienta.

O médico também aponta agravamento da situação quando a umidade relativa do ar é mais baixa do que o considerado adequado. "Pode ter aumento da incidência de pacientes com crises respiratórias", acrescenta.

Segundo Fiss, crianças e idosos apresentam maior sensibilidade, e, portanto, são os que mais sofrem com a inalação.

Apesar do alerta, o pneumologista da FMABC informa que não há muito a ser feito pela população para diminuir o contato com o gás. "O jeito é evitar as áreas com maior incidência, como locais próximos a indústrias ou avenidas com altos índices de congestionamento", recomenda.



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Qualidade do ar piorou
na região em 2012

Quantidade de ozônio no ar ultrapassou o nível
aceitável em Santo André, Diadema e Mauá

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

14/05/2013 | 07:00


A qualidade do ar no Grande ABC piorou de 2011 para 2012. Segundo relatório anual da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), aumentou o número de dias em que a quantidade de ozônio superou o valor considerado aceitável, de 150 microgramas por metro cúbico. O patamar de atenção é superior a 200 microgramas por metro cúbico.

A alta foi registrada nas estações de medição Capuava, em Santo André, Diadema e Mauá. A única da região que apresentou queda foi a de São Caetano. Com 49 registros, Mauá é a segunda cidade do Estado com maior número de ultrapassagens em relação ao nível padrão, atrás apenas da Capital. A estação do Ibirapuera computou 61 dias com níveis superiores ao padrão (veja tabela com os dados regionais ao lado). Demais indicadores, como de monóxido de carbono e dióxido de enxofre, não superaram o patamar máximo.

A gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb, Maria Helena Martins, informa que o aumento no índice de ozônio não significa, necessariamente, que o poluente foi formado em maior quantidade na atmosfera. "Esse processo está muito ligado a condições meteorológicas, como temperatura e insolação", explica. "O ozônio não é emitido por nenhuma fonte, mas formado na atmosfera a partir de gazes lançados pela indústria e por veículos automotores", acrescenta. Segundo Maria Helena, o gás é encontrado em maior quantidade no pico entre 13h e 19h. Para reduzir a incidência, uma das medidas do poder público é incentivar o uso de combustíveis limpos, como o etanol.

A meteorologista Olívia Nunes, da Somar Meteorologia, explica que, com o tempo seco, o ozônio apresenta maior concentração. "Nesta época de outono não temos passagem de frentes frias tão frequentes sobre o Sudeste. Sem um sistema passando, a atmosfera fica parada, e os poluentes soltos não têm como se dispersar."

NOVO CRITÉRIO

A partir deste ano, a Cetesb aumentou o rigor dos critérios para análise do ar. Com a mudança, os padrões para classificação do nível de poluentes foram rebaixados. No caso dos materiais particulados inaláveis, por exemplo, antes, a qualidade só era definida como péssima a partir de 420 microgramas por metro cúbico. Agora, com 250 microgramas, já é possível incluir a medição no pior patamar.

Poluente provoca crises respiratórias e gera irritação das mucosas

A inalação do ozônio provoca desconfortos respiratórios, aponta o pneumologista Elie Fiss, professor da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC). "Como todos os poluentes, este gás acaba sendo um irritante das vias aéreas. Pacientes que já têm certo grau de enfisema, bronquite ou asma, podem ter problemas maiores", salienta.

O médico também aponta agravamento da situação quando a umidade relativa do ar é mais baixa do que o considerado adequado. "Pode ter aumento da incidência de pacientes com crises respiratórias", acrescenta.

Segundo Fiss, crianças e idosos apresentam maior sensibilidade, e, portanto, são os que mais sofrem com a inalação.

Apesar do alerta, o pneumologista da FMABC informa que não há muito a ser feito pela população para diminuir o contato com o gás. "O jeito é evitar as áreas com maior incidência, como locais próximos a indústrias ou avenidas com altos índices de congestionamento", recomenda.

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