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Região tem 218 espécies ameaçadas

Nário Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

12/07/2008 | 07:02


Um estudo elaborado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) mapeou 218 espécies vegetais da região ameaçadas de extinção. São árvores originárias da Mata Atlântica que sofrem com o crescimento desordenado do espaço urbano e com a poluição. Essas plantas agora fazem parte de um esforço para reflorestar o Parque do Pedroso - maior reserva desse ecossistema na região, com oito quilômetros quadrados de área.

A Mata Atlântica do Grande ABC não é nem sombra do que já foi até o início do século passado. Segundo a ONG (Organização Não-Governamental) SOS Mata Atlântica, a cobertura vegetal de nossa região foi reduzida à metade do que era em 1900. O dado pode causar arrepio nos ambientalistas, mas é uma situação melhor do que o índice total do País, que devastou 93% da mata original.

Essa floresta é considerada o bioma com maior diversidade de árvores do planeta. Justamente por isso, o reflorestamento tem de abranger essa quantidade de espécies nativas.

O programa do Semasa aproveita-se da obrigatoriedade de pessoas e empresas em fazer compensação ambiental caso derrubem árvores para obter as mudas e recobrir a área devastada do parque. Cerca de 75% das espécies replantadas têm essa origem. O restante vem de um viveiro mantido pelo Depav (Departamento de Parques e Áreas Verdes) da Prefeitura.

As mudas são plantadas por adolescentes cadastrados no projeto Desafio Jovem. São jovens vindos da área do entorno do parque - Núcleo Pintassilgo e Recreio da Borda do Campo -, que fazem profissionalização em Agroindústria Florestal.

"Do grupo original desta turma (que começou com 35 pessoas em 2007), restaram apenas 12 jovens. Eles eram todos voluntários, faziam cursos ligados ao meio ambiente, mas sem bolsa de estudos. Por isso, muitos deles foram conseguindo outros empregos e deixando o projeto para ajudar a família", explica a gerente de Educação e Mobilidade Ambiental do Semasa, Ana Cristina Villas Boas.

O reflorestamento é um trabalho de longo prazo. Inicialmente, a área precisa ser limpa, retirando-se as espécies de fora do ecossistema - eucaliptos, bambus, dracenas e espécies ornamentais. Depois, o solo precisa ser adubado.

Preparado o terreno, as covas com as mudas são abertas para mesclar as árvores que serão plantadas. Conforme os vegetais vão crescendo, a atenção é focada no controle de pragas - em especial as formigas, que são repelidas com receitas caseiras como pimenta malagueta e gergelim com casca nas áreas críticas. E os jovens têm de impedir que as espécies retiradas anteriormente voltem a brotar - e comprometer a volta da Mata Atlântica.

O projeto de reflorestamento existe desde 2005. A previsão é que, em 2009, uma nova turma de adolescentes seja selecionada para dar andamento ao projeto.



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Região tem 218 espécies ameaçadas

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

12/07/2008 | 07:02


Um estudo elaborado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) mapeou 218 espécies vegetais da região ameaçadas de extinção. São árvores originárias da Mata Atlântica que sofrem com o crescimento desordenado do espaço urbano e com a poluição. Essas plantas agora fazem parte de um esforço para reflorestar o Parque do Pedroso - maior reserva desse ecossistema na região, com oito quilômetros quadrados de área.

A Mata Atlântica do Grande ABC não é nem sombra do que já foi até o início do século passado. Segundo a ONG (Organização Não-Governamental) SOS Mata Atlântica, a cobertura vegetal de nossa região foi reduzida à metade do que era em 1900. O dado pode causar arrepio nos ambientalistas, mas é uma situação melhor do que o índice total do País, que devastou 93% da mata original.

Essa floresta é considerada o bioma com maior diversidade de árvores do planeta. Justamente por isso, o reflorestamento tem de abranger essa quantidade de espécies nativas.

O programa do Semasa aproveita-se da obrigatoriedade de pessoas e empresas em fazer compensação ambiental caso derrubem árvores para obter as mudas e recobrir a área devastada do parque. Cerca de 75% das espécies replantadas têm essa origem. O restante vem de um viveiro mantido pelo Depav (Departamento de Parques e Áreas Verdes) da Prefeitura.

As mudas são plantadas por adolescentes cadastrados no projeto Desafio Jovem. São jovens vindos da área do entorno do parque - Núcleo Pintassilgo e Recreio da Borda do Campo -, que fazem profissionalização em Agroindústria Florestal.

"Do grupo original desta turma (que começou com 35 pessoas em 2007), restaram apenas 12 jovens. Eles eram todos voluntários, faziam cursos ligados ao meio ambiente, mas sem bolsa de estudos. Por isso, muitos deles foram conseguindo outros empregos e deixando o projeto para ajudar a família", explica a gerente de Educação e Mobilidade Ambiental do Semasa, Ana Cristina Villas Boas.

O reflorestamento é um trabalho de longo prazo. Inicialmente, a área precisa ser limpa, retirando-se as espécies de fora do ecossistema - eucaliptos, bambus, dracenas e espécies ornamentais. Depois, o solo precisa ser adubado.

Preparado o terreno, as covas com as mudas são abertas para mesclar as árvores que serão plantadas. Conforme os vegetais vão crescendo, a atenção é focada no controle de pragas - em especial as formigas, que são repelidas com receitas caseiras como pimenta malagueta e gergelim com casca nas áreas críticas. E os jovens têm de impedir que as espécies retiradas anteriormente voltem a brotar - e comprometer a volta da Mata Atlântica.

O projeto de reflorestamento existe desde 2005. A previsão é que, em 2009, uma nova turma de adolescentes seja selecionada para dar andamento ao projeto.

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