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O porquê do feriado

Já pensou se o seu filho ou sobrinha mais nova...


Carlos Ferrari

14/11/2012 | 00:00


Já pensou se o seu filho ou sobrinha mais nova lhe fizessem tal pergunta? A conversa seria longa, até porque, essa semana, em muitas cidades, teremos - em menos de sete dias -, duas datas importantíssimas da história do País para comemorar.

Tenho certeza que responder tal questionamento não seria simples. Faz-se necessário bom conhecimento da história, e mais do que isso, de elementos antropológicos que fundamentem a ideia de pararmos para celebrar. Por outro lado, infelizmente, nem sempre as conversas vão por tais caminhos. Quem já não ouviu alguém dizer: "é um absurdo tanto feriado, não serve para nada!"

O que botei acima, entre aspas, pode sim ser a opinião de qualquer brasileiro livre que, felizmente, graças à luta de muitos personagens históricos, hoje pode se manifestar, independentemente da cor de sua pele, de sua condição econômica, sua confissão religiosa, enfim, o que vale é ser cidadão. O lamentável, no entanto, é vermos fora das conversas de botequim, dos fuxicos nos salões de beleza, das esperas em filas de banco e ponto de ônibus, as contradições e avanços de nossa história republicana, somados à importância da consciência negra para uma transformação de realidade de relações em âmbito nacional. Não é o caso de conversas rebuscadas, mas da necessidade de olharmos para nosso cotidiano, sem esquecer que temos, sim, uma bela história.

Nossos pequenos ‘brasileirinhos' merecem, quando nos questionarem, uma resposta um pouco melhor pensada. Não falo que devamos dar aula para a garotada, até porque, infelizmente, a grande maioria dos pais e mães não teve a oportunidade de conhecer, com a qualidade necessária, os diferentes períodos da história desse País.

O porquê do feriado pode ser como a escalação de nossa seleção de futebol, ou seja, cada um dos cento e noventa milhões de brasileiros pode ter seu olhar, seus motivos para fundamentar seu entendimento. Contudo, vale a pena olhar para nossa jovem república e refletir sobre tantos momentos já vividos. Do Estado Novo ao impeachment do ex-presidente Collor, da Constituição da Mandioca à Constituição Cidadã. Está tudo na internet, conteúdo em grande escala, de linguagem fácil, bom para ler e pensar.

Quando passarmos a conversar sobre o porquê do feriado, mais do que ensinar ou aprender, estaremos nos preparando para melhor pensar no país que temos e no futuro que queremos. 



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O porquê do feriado

Já pensou se o seu filho ou sobrinha mais nova...

Carlos Ferrari

14/11/2012 | 00:00


Já pensou se o seu filho ou sobrinha mais nova lhe fizessem tal pergunta? A conversa seria longa, até porque, essa semana, em muitas cidades, teremos - em menos de sete dias -, duas datas importantíssimas da história do País para comemorar.

Tenho certeza que responder tal questionamento não seria simples. Faz-se necessário bom conhecimento da história, e mais do que isso, de elementos antropológicos que fundamentem a ideia de pararmos para celebrar. Por outro lado, infelizmente, nem sempre as conversas vão por tais caminhos. Quem já não ouviu alguém dizer: "é um absurdo tanto feriado, não serve para nada!"

O que botei acima, entre aspas, pode sim ser a opinião de qualquer brasileiro livre que, felizmente, graças à luta de muitos personagens históricos, hoje pode se manifestar, independentemente da cor de sua pele, de sua condição econômica, sua confissão religiosa, enfim, o que vale é ser cidadão. O lamentável, no entanto, é vermos fora das conversas de botequim, dos fuxicos nos salões de beleza, das esperas em filas de banco e ponto de ônibus, as contradições e avanços de nossa história republicana, somados à importância da consciência negra para uma transformação de realidade de relações em âmbito nacional. Não é o caso de conversas rebuscadas, mas da necessidade de olharmos para nosso cotidiano, sem esquecer que temos, sim, uma bela história.

Nossos pequenos ‘brasileirinhos' merecem, quando nos questionarem, uma resposta um pouco melhor pensada. Não falo que devamos dar aula para a garotada, até porque, infelizmente, a grande maioria dos pais e mães não teve a oportunidade de conhecer, com a qualidade necessária, os diferentes períodos da história desse País.

O porquê do feriado pode ser como a escalação de nossa seleção de futebol, ou seja, cada um dos cento e noventa milhões de brasileiros pode ter seu olhar, seus motivos para fundamentar seu entendimento. Contudo, vale a pena olhar para nossa jovem república e refletir sobre tantos momentos já vividos. Do Estado Novo ao impeachment do ex-presidente Collor, da Constituição da Mandioca à Constituição Cidadã. Está tudo na internet, conteúdo em grande escala, de linguagem fácil, bom para ler e pensar.

Quando passarmos a conversar sobre o porquê do feriado, mais do que ensinar ou aprender, estaremos nos preparando para melhor pensar no país que temos e no futuro que queremos. 

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